Espêice Fia

The Search House

No último feriado de Páscoa, participei de meu segundo surf camp em parceria com o Hostel The Search House, localizado na praia da Barra da Lagoa, em Floripa (SC).

Em uma semana abençoada por um consistente swell e boa temperatura na região, foram quatro dias de muita intensidade. Acompanhei a chegada de alguns dos participantes no dia 11, uma terça-feira, e naquela tarde fizemos um surfe sem compromisso na Barra da Lagoa para as boas vindas. Com a entrada do vento sul, tudo preparado, e no dia seguinte saímos ao clarear com destino ao sul do Estado, mais precisamente a praia do Rosa. Enquanto a van pilotada pelo “Big Kahuna” Goy – nosso “motora” pelo segundo ano consecutivo – trafegava, a turma ia admirando a paisagem até desembocar na praia e se deparar com uma bela manhã de ondas entre meio a 1 metro nas séries.

O Rosa é como se fosse um palco natural. A turma fica em cima do barranco e tem aquela atração à frente. Poucos surfistas ainda se encontravam no pico, mas não demorou para que muitos comparecessem. Porém, a praia é grande e comporta uma galera, ou seja, havia ondas para todos.

A água estava com boa temperatura, mas, para um participante vindo de Fernando de Noronha – o estudante Luiz Barbosa, de 14 anos – botar um long john pela primeira vez deu um certo trabalh, principalmente depois de descobrir que havia vestido com as costas pra frente. 

A turma o ajudava, mas não perdia tempo em dar boas gargalhadas. Bem vidos ao surf camp, pois esse era também o objetivo: se divertir em um ambiente leve.

Além de Luizinho, mais dois moleques no grupo – Bruno Basílio e João Vitor Cypriano -, ambos do Espírito Santo e estudantes. Aliás, João Vitor estava indo pela segunda vez consecutiva e era uma ótima oportunidade para reavaliar seu surfe depois seis meses depois do primeiro surf camp.

Trazido pelo simpático casal Francisco e Juliana Cypriano, “Jonh Jonh” (apelido de João Vitor) tem a sorte de ter pais que o apoiam bastante no esporte que escolheu pra amar. E todo casal com filhos tem sempre filhos agregados, e Bruno também foi um sortudo da vez. Pela segunda vez no surf camp estava também o catarinense Cassio Wiehe, estudante de 21 anos.

Logo nesse primeiro dia, observei uma prancha que Cassio havia usado no surf camp passado. Um conserto feito às pressas – devido a um quebrado na rabeta – ainda estava sem ser lixado.

A prancha ainda continuava branquinha, novíssima – apesar do quebradinho -, e logo perguntei: “Rapaz, como está tua constância nas ondas?”. “Bem pouca”, respondeu. “Tranquei a faculdade e fui morar em Honolulu, no Havaí, para fazer um curso de Inglês, mas pouco surfei”.

Bom, mais uma oportunidade diferente também para poder reavaliar um participante. E pra comprovar o sucesso da primeira edição, cito aqui a presença de Maurício Vaquero, que havia se inscrito logo quando havíamos anunciado o evento. Maurício veio para a The Search House com alguns dias de antecedência, mas, em um rolé de skate em uma das muitas pistas espalhadas pela ilha, o paulistano acabou caindo e lascando uma costela. Ficamos tristes por ele, mas, diante do fato, seu astral ainda estava em alta, pois o brother ainda ficou com a galera alguns dias acompanhando o surfe. Melhoras, brow!

Quando o anúncio do surf camp é feito, surgem muitas consultas de pessoas que não conheço, e por intermédio de alguns amigos também. Nessa, os pernambucanos Hugo Barreto (empresário de 40 anos) e Vitor Cabral (administrador de 19 anos) se inscreveram. Hugo está muito atento ao surfe por estar ajudando o atleta profissional Junior Lagosta a dar uma guinada em sua carreira. Além de apoio moral, ele, que trabalha no ramo da informática, faz o site do atleta, que, diga-se de passagem, está muito legal.

Nesta edição veio um conterrâneo, o paraibano Arthur Araújo (médico anestesista de 32 anos), e logo na primeira caída não se importou com a água levemente fria e caiu só com uma lycra mesmo.

Aliás, agradeço à Mormaii por abastecer nosso surf camp com lycras, barraca de praia, etc. Outro integrante do grupo se encontrava trabalhando na The Search House. Lucas dos Santos, 26 anos, que também é jornalista, havia começado a praticar o surfe há pouco mais de seis meses. O cara tirou uma licença naquela semana e ingressou na barca na iniciativa de evoluir e curtir o clima com a turma.

Bom, a resenha até aqui foi pra apresentar parte do grupo, pois o surfe foi bem divertido em uma longa caída de umas três horas ou mais. Dia ensolarado e ondas um pouco cheias com até 1 metro em certas ocasiões, mas lisas e com forte terral (vento sul no Rosa bate de terral).

Com certeza os moleques mais soltinhos e leves se favoreceram e vi boas ondas de todos. Vitor Cabral, usando botinhas devido a uma topada no dedo, mostrava um surfe forte na primeira vez que o via em ação. O paraibano Arthur, com uma prancha de bom volume, imprimia boa velocidade em direitas mais ao canto sul, mesmo diante de seu porte físico avantajado, e, tanto Cassio quanto Hugo, se revezavam em algumas ondas quando foram pegando ritmo, sendo Cassio um pouco mais ao fim da session.

A galera ia saindo da água aos poucos, mas todos com o mesmo sentimento: partiu pro almoço! Selfie service no Restaurante “Geraldo”, logo ali na estrada geral do Rosa. Na volta, pit stop no outlet Mormaii, em Garopaba. A galera fez as compras e, depois de um café expresso, pegamos o atalho norte para um tour pelas praias. Quanto visual! Conhecedor do local, nosso “motora” Goy saiu entrando em tudo quanto era enseada – Gamboa, Siriú e adjacências…

Mas, depois de muitas curvas e ladeiras, Luizinho, que estava no fundo da van e acostumado à pequena BR noronhense (apenas 7 quilômetros), acabou enjoando e botou o almoço todo pra fora. Já na BR-101, a noite na The Search House nos reservava a análise das imagens captadas por Bruno Zanin e Renato Leal. 

Zanin é fera “braba” das videos imagens, e Renato, um excelente surfista e tuberider, começa a entrar no ramo em parceria com Bruno e vem fazendo captações aquáticas. Todos reunidos e ressalto aqui a presença de Marcelo Trekinho, que estava hospedado na casa de Zanin e foi na TSH nesta primeira noite para tomar uma gelada e confraternizar com a turma, para a alegria de todos, pois ali estava um ícone de nosso surfe. Aliás, em uma das imagens exibidas, Treko soltou o palpite quando Luizinho esboçava uma tentativa de alley na parte baixa da parede de uma onda. Ao seu estilo, disse: “Moleque, não adianta tu executar essa manobra nessa parte da onda que tu não vai ganhar nota de juiz. Tem que ser no lip, brother!”.

As imagens mostraram a evolução de João Vitor. Estava mais rápido, com curvas bonitas, mas caindo bastante nas rasgadas. Esse era um quesito a ser analisado e parecia que sua prancha estava pequena, 5’7”. Apesar de boa, devido a sua alta estatura (cerca de 1,85m) – sua base dianteira, e consequentemente, por impulso próprio, a traseira acabava indo também um pouco à frente.

A análise era abrir mais a base puxando o pé de trás mais pra rabeta em tempo integral, ou puxar ligeiramente o pé da frente pra trás na hora da rasgada. Ou talvez aumentar o tamanho da prancha do dia a dia. Mas neste segundo quesito também teria que ficar de olho, pois uma vez a base adiantada, tem sempre a tendência de permanecer dessa forma. Mas isso não é ruim, pois base aberta para os dias de hoje é uma facilidade para controle das manobras aéreas e tubos, por exemplo.

O primeiro dia de captação foi difícil, pois em meio ao crowd ficava complicado identificar todos. “Algumas ondas foram gravadas no susto”, brincava Zanin em meio à exibição das imagens. Com a previsão de sudoeste virando pra sul forte no começo da manhã, escolhemos o Camping da Barra da Lagoa para nosso segundo dia de surfe. Desde o estacionamento frontal do camping até a praia, foi uma caminhada de uns 15 minutos, sendo praticamente engolidos por mosquitos. Só me lembrava daquela música “A muriçoca soca, soca… A muriçoca pica, pica…”. Mas o visual era tremendo, me lembrava as praias da Côte Landaise, na França.

Escolhemos ali também pela possibilidade de surfar mais tranquilo, facilitando assim a captação de imagem. O mar havia subido, e na nossa entrada, uma série de uns 5 pés de face entrou. Peguei logo de cara uma esquerda linda onde desferi uma potente rasgada de backside, conectando até o inside. Alguns tomaram a série na cabeça, mas logo todos já estavam no outside.

O dia estava lindo, ensolarado, e o sudoeste batia de terral. Luizinho escolheu uma vala um pouco mais à esquerda para vir em seu frontside, aliás, ele e Vitor, pois ambos eram goofies.

Nessa manhã, ganhamos a companhia de Artur (estudante de 19 anos), irmão mais velho de Luizinho, que, mesmo com um dia de atraso, já chegou chegando, agitando a galera. Artur cresceu em Noronha, mas passou a investir no futebol, o cara é boleiro. Nem prancha trouxe, mas com uma 5’8” que lhe emprestei, pegou algumas boas direitas na caída inaugural.

Meu objetivo no surf camp é também sempre pilhar bastante a galera, seja os mais experientes ou os menos.

Lucas dos Santos, como relatado, é aprendiz e tinha certa dificuldade de entrar nas ondas. Por mais que desse pilha, sempre avisava pra ele ficar em seu ritmo e, claro, ele era bem consciente disso. Mas, em uma onda da série, pilhei pra remar forte e ele acabou se atrapalhando no drop, indo de encontro à própria prancha. O brother subiu do caldo com a mão no nariz e logo rumou pra beira. Na hora, só pensei “Ferrou!”. Mas quando saí pra ver constatei que apenas um pequeno corte havia ocorrido por dentro do lábio. Ufa, menos mau, e logo “Lucão” (apelido recebido da galera no surf camp) voltou ao mar.

Cassio era outro que estávamos sempre pilhando também durante suas remadas. Às vezes ele acabava subindo errado na prancha e comprometia seu deslize, mas nessa queda conseguiu alinhar um bom drop para esquerda e outro para a direita. João Vitor e Bruno Basilio não paravam de pegar ondas, sempre um pra direita e o outro pra esquerda. João “John John” dando boas cavadas e alinhando as curvas no lip, mas caindo em algumas, e Bruno tentando mais as batidas, ora de front (o boy era goofie), ora de backside. Algumas quedas também, mas com treino iria se resolver.

Hugo reclamou um pouco de algumas ondas entrarem cheias. Com a enchente da maré, a condição ia ficando um pouco mais difícil. Mas não para o profissional Michael Rodrigues, que apareceu na vala quebrando tudo. Aliás, o cearense estava com seu irmão Magno Rodrigues, o qual nunca havia visto surfar e que pegava pra caramba também.

Notada a presença também do surfista local da Barra da Lagoa, Daniel Vitor. Com massa avantajada, tinha um surfe forte, com boas batidas de backside. E essa cena era sempre legal para todos do nosso grupo, pois causava sempre uma empolgação extra.

O proprietário do Hostel e idealizador do surf camp, Rafael Alcici, se apresentou pra session, pois iria se despedir da turma em virtude de uma viagem mais à tarde. Pegou algumas boas e fez a cabeça.

Com a turma cansada, lanche com frutas em meio à conversa sobre as ondas surfadas. Hora de voltar pra base, pois era dia de almoço na The Search House. Como no período da tarde a turma ficava livre pra fazer o que quisesse, voltei pra minha sala de shape pra dar um gás nos trampos atrasados. Já parte da galera, no meio daquela tarde fez um funcional com o personal trainer Murilo e posteriormente decidiu conhecer as dunas da Joaquina para fazer um sandboard.

No mínimo imaginava que todos estariam bastante cansados à noite, e não foi diferente. No entanto, a empolgação com os drops na areia era visível, pois a turma não parava de falar. E com a previsão muito boa para o dia seguinte, o pico escolhido foi a paradisíaca Lagoinha do Leste. A trilha, com duração de 45 minutos a uma hora até o pico, o que tem de bonita tem de cansativa, mas vale cada passada. Zanin e Renato foram de barco, pois estavam com os equipamentos pesados. Com eles tivemos um upgrade com Fabiano Sperotto, que chegou com seu drone, pra alegria da turma. Ao descermos o morro, o visual era clássico: ondas por toda a praia.

A rapazeada chegou com as pernas tremendo e rolou um descaso antes da session. Mas logo seguindo os passos da turma mais nova, de um a um fomos entrando. Bruno tão logo chegou ao outside e se posicionou mais ao fundo que o restante da galera, incluindo o leve crowd que se encontrava no pico, pois se tratando de feriado, havia até uma galera uruguaia acampando (feriado pra eles também lá).

As ondas estavam bem tubulares e Luizinho mostrou seu conhecimento nos canudos. João Victor, com uma pranchinha maior, como de costume, fez belas linhas e dessa vez caiu menos, estava entrando no ritmo. Cassio não teve problemas em varar a arrebentação, e quando pegou uma boa, saiu em uma sessão que lhe permitiria mais uma manobra de finalização.

Perguntei o porquê de ele não ter seguido adiante e ele disse “Uma coisa de cada vez!”. E rindo, lhe disse ”Tá certo, cada um em seu tempo”. Havia emprestado uma prancha avantajada para Lucão. Tratava-se da big fish Jamanta Extreme. O bicho entrou na boa, mas não consegui ver suas ondas nessa session, ou ao menos que eu me lembre nesse momento.

Mas, para quem está com seis meses de surfe, entrar em mares maiores e tubulares é um grande avanço. Santa sexta-feira clássica de Páscoa e nessa session chegaria nosso último integrante. Luiz Hadad, empresário de 27 anos do Espirito Santo, mas que vive no Rio de Janeiro, mostrou intimidade com tubos e ondas fortes. Dropou uma direita super atrasado em seu backside com bastante controle e o admirei por isso.

Hugo e o doctor Artur estavam amarradões, pois ali havia ondas fortes de verdade. Bons drops e curvas rápidas de Artur e boas cavadas de Hugo e Renato Leal, sempre captando a ação na água. Bruno continuava chamando atenção de todos no outside, quando pegou a maior do dia. Uma direita tubular que poderia ter colocado pra dentro, mas nas últimas ele botou reto.

Indagado por que não tinha botado no trilho, ele disse “Achei que ia me ferrar”. E a dica foi para que na próxima ele agarrasse a borda e botasse pra dentro, pois ele tinha totais condições para isso.

Pronto, dali em diante ele passou a colocar pra dentro de todas e fiquei super feliz em vê-lo fazendo isso. Sem contar que era um exemplo pra todos e dessa forma passava a pilhar ainda mais a galera em geral. Felipe Rocha, um dos que toca a The Search House, mesmo com o dedo quebrado, não se aguentou e foi pro surfe. Deu bons drops e quase me atropela (risos). Mas foi de boa, mergulhei fundo e apenas curti o visual rente ao chão.

A galera deu uma pausa pro lanche e foi a vez de Renato Leal ir pegar a cota dele de tubos, afinal haviam três dias que o cara nos gravava e via aquelas placas maravilhosas em sua frente. Enfim, a galera viu ali que o bicho entendia do assunto, pegou vários tubos e desferiu ótimas rasgadas.

Descaso interrompido pela fissura das ondas e logo a maioria voltou pra água. Aproveitei pra fazer um surfe diferente com a Jamanta e me alucinei na caída pegando vários tubos longos. Por ter muito volume, essa 6’6” me facilitava a remada. Foi bem divertido.

Vi ainda uma bela linha feita por Luiz Hadad em seu backside, ficando ligeiramente entubado, e uma boa rasgada de João Vitor. Com a maré mais cheia e já passando da hora do almoço, era hora de encarar a trilha de volta. Alguns decidiram voltar de barco, enquanto eu e outros decidimos ir pela trilha pra completar a malhação do dia. Ponto pra quem tinha feito o funcional no dia anterior e a session nas dunas, mas imagino o quanto esses caras não estavam cansados. Mas tudo valeu a pena, que dia clássico! 

À noite, depois de sessions de massagens para alguns, a análise das imagens foi uma festa, pois era cada onda mais bonita que a outra e fomos só retocando coisas que já havíamos conversado na água e durante o dia. Em meio a saboreadas de deliciosos hambúrgueres gourmet e Heinekens geladas (neste caso, os adultos), a exibição foi muito legal.

A essa altura, todos já tinham consciência de analisar as ondas um do outro, como também de fazer sua auto-análise, e esse era um dos pontos positivos do surf camp. Naquela noite, ainda vimos todos juntos um pouco do CT de Bells, o que contribuiu ainda mais para o nosso aprendizado. Às 10:30 da noite, vi que o dia havia passado rápido, a semana havia passado rápida e a manhã seguinte seria o nosso último dia.

O swell ainda prometia, e devido ao vento nordeste, decidimos ir para a praia do Moçambique. Havia altas ondas, e num atoleiro pra chegar na vala adequada, o passeio até lá nos reservou emoção. Nossa van não era 4×4, então tivemos que voar literalmente por cima do atoleiro. Foi uma comédia! Dá-lhe Big Kahuna! Nosso motora mostrou que tinha a manha na “pilóta” em terrenos mais difíceis.

Checamos umas quatro valas até escolher um banco mais raso. A turma foi entrando aos poucos e a água se mostrava um pouco mais fria. Luizinho e Artur só reclamavam, pois essa era a primeira vez que surfavam na água fria e de long john. Era muito engraçado e a galera só zoava. Doctor Arthur desferiu boas rasgadas em uma direita e finalizou em uma junção forte onde jogou bastante água. O bicho já estava à vontade, solto na vala, e iria voltar pra Paraíba feliz.

Aliás, todos já estavam à vontade. Talvez tenha sido a melhor session de Hugo. Vi uma esquerda com drop atrasado e mais uma bela curva seguindo de uma batida na junção também jogando água. “Óia os caba” evoluindo, rapaz!. “Halfprice!”, disse ele ao voltar pro lineup.

“Halfprice” foi um bordão que nos acompanhou em todo esse surf camp, mas a história é longa pra explicar (risos). Essa também foi a melhor session de Cassio e fiquei imaginando que dali em diante o bicho iria passar a praticar mais constantemente, pois quando o grau de diversão aumenta, com certeza o cara quer mais.

Nessa session, tivemos a companhia de mais um Bruno. O bicho é uma figura e participou do surf camp do ano passado. De tanto que gostou do astral do The Search House, conseguiu um emprego, e nas horas vagas fez questão de aparecer junto à galera. Pra aquele ali não tem tempo ruim e entrou na água de pranchão pra deixar sua marca. Aliás, marca também com uma máscara branca. Ao dropar uma onda atrasado, ainda encontrou tempo pra arrumar tudo e fazer a foto. A turma não aliviou e foi logo zoando, cantando o refrão “Turn Down For What!”.

Havia altas ondas nesse dia também e altas fotos e imagens foram feitas. Saímos pro lanche e João Vitor, Bruno, Luizinho e Luiz Hadad voltaram pra água. Vimos altas ondas da galera, tubos de Luizinho e de Luiz, e drops atrasados de Bruno, além de uma bela esquerda de João Vitor com boa batida de backside. O resto da galera partiu pro almoço, pois alguns já estavam bem cansados e outros de cabeça totalmente feita. Que semana, que swell consistente…

Aproveitamos ao máximo. A noite foi só “curticera”. Todo mundo feliz e as imagens foram um passeio pelo dia surfado. Presença ali de Yago Dora e sem marcamos nada. Esse surf camp atraiu várias personalidades, ó (risos)! Os moleques ficaram amarradões, e os de mais idade também.

Já no dia seguinte, o grupo do zap zap criado para aquela semana era só zoeira, pois mais uma vez havíamos formado uma grande família, tudo em prol do surfe, do aprendizado, mas que ao fim, como disse, é tudo leve e solto, pura diversão. Good vibes a todos e até o próximo!

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    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).