Espêice Fia

The Search House

No último feriado de Páscoa, participei de meu segundo surf camp em parceria com o Hostel The Search House, localizado na praia da Barra da Lagoa, em Floripa (SC).

Em uma semana abençoada por um consistente swell e boa temperatura na região, foram quatro dias de muita intensidade. Acompanhei a chegada de alguns dos participantes no dia 11, uma terça-feira, e naquela tarde fizemos um surfe sem compromisso na Barra da Lagoa para as boas vindas. Com a entrada do vento sul, tudo preparado, e no dia seguinte saímos ao clarear com destino ao sul do Estado, mais precisamente a praia do Rosa. Enquanto a van pilotada pelo “Big Kahuna” Goy – nosso “motora” pelo segundo ano consecutivo – trafegava, a turma ia admirando a paisagem até desembocar na praia e se deparar com uma bela manhã de ondas entre meio a 1 metro nas séries.

O Rosa é como se fosse um palco natural. A turma fica em cima do barranco e tem aquela atração à frente. Poucos surfistas ainda se encontravam no pico, mas não demorou para que muitos comparecessem. Porém, a praia é grande e comporta uma galera, ou seja, havia ondas para todos.

A água estava com boa temperatura, mas, para um participante vindo de Fernando de Noronha – o estudante Luiz Barbosa, de 14 anos – botar um long john pela primeira vez deu um certo trabalh, principalmente depois de descobrir que havia vestido com as costas pra frente. 

A turma o ajudava, mas não perdia tempo em dar boas gargalhadas. Bem vidos ao surf camp, pois esse era também o objetivo: se divertir em um ambiente leve.

Além de Luizinho, mais dois moleques no grupo – Bruno Basílio e João Vitor Cypriano -, ambos do Espírito Santo e estudantes. Aliás, João Vitor estava indo pela segunda vez consecutiva e era uma ótima oportunidade para reavaliar seu surfe depois seis meses depois do primeiro surf camp.

Trazido pelo simpático casal Francisco e Juliana Cypriano, “Jonh Jonh” (apelido de João Vitor) tem a sorte de ter pais que o apoiam bastante no esporte que escolheu pra amar. E todo casal com filhos tem sempre filhos agregados, e Bruno também foi um sortudo da vez. Pela segunda vez no surf camp estava também o catarinense Cassio Wiehe, estudante de 21 anos.

Logo nesse primeiro dia, observei uma prancha que Cassio havia usado no surf camp passado. Um conserto feito às pressas – devido a um quebrado na rabeta – ainda estava sem ser lixado.

A prancha ainda continuava branquinha, novíssima – apesar do quebradinho -, e logo perguntei: “Rapaz, como está tua constância nas ondas?”. “Bem pouca”, respondeu. “Tranquei a faculdade e fui morar em Honolulu, no Havaí, para fazer um curso de Inglês, mas pouco surfei”.

Bom, mais uma oportunidade diferente também para poder reavaliar um participante. E pra comprovar o sucesso da primeira edição, cito aqui a presença de Maurício Vaquero, que havia se inscrito logo quando havíamos anunciado o evento. Maurício veio para a The Search House com alguns dias de antecedência, mas, em um rolé de skate em uma das muitas pistas espalhadas pela ilha, o paulistano acabou caindo e lascando uma costela. Ficamos tristes por ele, mas, diante do fato, seu astral ainda estava em alta, pois o brother ainda ficou com a galera alguns dias acompanhando o surfe. Melhoras, brow!

Quando o anúncio do surf camp é feito, surgem muitas consultas de pessoas que não conheço, e por intermédio de alguns amigos também. Nessa, os pernambucanos Hugo Barreto (empresário de 40 anos) e Vitor Cabral (administrador de 19 anos) se inscreveram. Hugo está muito atento ao surfe por estar ajudando o atleta profissional Junior Lagosta a dar uma guinada em sua carreira. Além de apoio moral, ele, que trabalha no ramo da informática, faz o site do atleta, que, diga-se de passagem, está muito legal.

Nesta edição veio um conterrâneo, o paraibano Arthur Araújo (médico anestesista de 32 anos), e logo na primeira caída não se importou com a água levemente fria e caiu só com uma lycra mesmo.

Aliás, agradeço à Mormaii por abastecer nosso surf camp com lycras, barraca de praia, etc. Outro integrante do grupo se encontrava trabalhando na The Search House. Lucas dos Santos, 26 anos, que também é jornalista, havia começado a praticar o surfe há pouco mais de seis meses. O cara tirou uma licença naquela semana e ingressou na barca na iniciativa de evoluir e curtir o clima com a turma.

Bom, a resenha até aqui foi pra apresentar parte do grupo, pois o surfe foi bem divertido em uma longa caída de umas três horas ou mais. Dia ensolarado e ondas um pouco cheias com até 1 metro em certas ocasiões, mas lisas e com forte terral (vento sul no Rosa bate de terral).

Com certeza os moleques mais soltinhos e leves se favoreceram e vi boas ondas de todos. Vitor Cabral, usando botinhas devido a uma topada no dedo, mostrava um surfe forte na primeira vez que o via em ação. O paraibano Arthur, com uma prancha de bom volume, imprimia boa velocidade em direitas mais ao canto sul, mesmo diante de seu porte físico avantajado, e, tanto Cassio quanto Hugo, se revezavam em algumas ondas quando foram pegando ritmo, sendo Cassio um pouco mais ao fim da session.

A galera ia saindo da água aos poucos, mas todos com o mesmo sentimento: partiu pro almoço! Selfie service no Restaurante “Geraldo”, logo ali na estrada geral do Rosa. Na volta, pit stop no outlet Mormaii, em Garopaba. A galera fez as compras e, depois de um café expresso, pegamos o atalho norte para um tour pelas praias. Quanto visual! Conhecedor do local, nosso “motora” Goy saiu entrando em tudo quanto era enseada – Gamboa, Siriú e adjacências…

Mas, depois de muitas curvas e ladeiras, Luizinho, que estava no fundo da van e acostumado à pequena BR noronhense (apenas 7 quilômetros), acabou enjoando e botou o almoço todo pra fora. Já na BR-101, a noite na The Search House nos reservava a análise das imagens captadas por Bruno Zanin e Renato Leal. 

Zanin é fera “braba” das videos imagens, e Renato, um excelente surfista e tuberider, começa a entrar no ramo em parceria com Bruno e vem fazendo captações aquáticas. Todos reunidos e ressalto aqui a presença de Marcelo Trekinho, que estava hospedado na casa de Zanin e foi na TSH nesta primeira noite para tomar uma gelada e confraternizar com a turma, para a alegria de todos, pois ali estava um ícone de nosso surfe. Aliás, em uma das imagens exibidas, Treko soltou o palpite quando Luizinho esboçava uma tentativa de alley na parte baixa da parede de uma onda. Ao seu estilo, disse: “Moleque, não adianta tu executar essa manobra nessa parte da onda que tu não vai ganhar nota de juiz. Tem que ser no lip, brother!”.

As imagens mostraram a evolução de João Vitor. Estava mais rápido, com curvas bonitas, mas caindo bastante nas rasgadas. Esse era um quesito a ser analisado e parecia que sua prancha estava pequena, 5’7”. Apesar de boa, devido a sua alta estatura (cerca de 1,85m) – sua base dianteira, e consequentemente, por impulso próprio, a traseira acabava indo também um pouco à frente.

A análise era abrir mais a base puxando o pé de trás mais pra rabeta em tempo integral, ou puxar ligeiramente o pé da frente pra trás na hora da rasgada. Ou talvez aumentar o tamanho da prancha do dia a dia. Mas neste segundo quesito também teria que ficar de olho, pois uma vez a base adiantada, tem sempre a tendência de permanecer dessa forma. Mas isso não é ruim, pois base aberta para os dias de hoje é uma facilidade para controle das manobras aéreas e tubos, por exemplo.

O primeiro dia de captação foi difícil, pois em meio ao crowd ficava complicado identificar todos. “Algumas ondas foram gravadas no susto”, brincava Zanin em meio à exibição das imagens. Com a previsão de sudoeste virando pra sul forte no começo da manhã, escolhemos o Camping da Barra da Lagoa para nosso segundo dia de surfe. Desde o estacionamento frontal do camping até a praia, foi uma caminhada de uns 15 minutos, sendo praticamente engolidos por mosquitos. Só me lembrava daquela música “A muriçoca soca, soca… A muriçoca pica, pica…”. Mas o visual era tremendo, me lembrava as praias da Côte Landaise, na França.

Escolhemos ali também pela possibilidade de surfar mais tranquilo, facilitando assim a captação de imagem. O mar havia subido, e na nossa entrada, uma série de uns 5 pés de face entrou. Peguei logo de cara uma esquerda linda onde desferi uma potente rasgada de backside, conectando até o inside. Alguns tomaram a série na cabeça, mas logo todos já estavam no outside.

O dia estava lindo, ensolarado, e o sudoeste batia de terral. Luizinho escolheu uma vala um pouco mais à esquerda para vir em seu frontside, aliás, ele e Vitor, pois ambos eram goofies.

Nessa manhã, ganhamos a companhia de Artur (estudante de 19 anos), irmão mais velho de Luizinho, que, mesmo com um dia de atraso, já chegou chegando, agitando a galera. Artur cresceu em Noronha, mas passou a investir no futebol, o cara é boleiro. Nem prancha trouxe, mas com uma 5’8” que lhe emprestei, pegou algumas boas direitas na caída inaugural.

Meu objetivo no surf camp é também sempre pilhar bastante a galera, seja os mais experientes ou os menos.

Lucas dos Santos, como relatado, é aprendiz e tinha certa dificuldade de entrar nas ondas. Por mais que desse pilha, sempre avisava pra ele ficar em seu ritmo e, claro, ele era bem consciente disso. Mas, em uma onda da série, pilhei pra remar forte e ele acabou se atrapalhando no drop, indo de encontro à própria prancha. O brother subiu do caldo com a mão no nariz e logo rumou pra beira. Na hora, só pensei “Ferrou!”. Mas quando saí pra ver constatei que apenas um pequeno corte havia ocorrido por dentro do lábio. Ufa, menos mau, e logo “Lucão” (apelido recebido da galera no surf camp) voltou ao mar.

Cassio era outro que estávamos sempre pilhando também durante suas remadas. Às vezes ele acabava subindo errado na prancha e comprometia seu deslize, mas nessa queda conseguiu alinhar um bom drop para esquerda e outro para a direita. João Vitor e Bruno Basilio não paravam de pegar ondas, sempre um pra direita e o outro pra esquerda. João “John John” dando boas cavadas e alinhando as curvas no lip, mas caindo em algumas, e Bruno tentando mais as batidas, ora de front (o boy era goofie), ora de backside. Algumas quedas também, mas com treino iria se resolver.

Hugo reclamou um pouco de algumas ondas entrarem cheias. Com a enchente da maré, a condição ia ficando um pouco mais difícil. Mas não para o profissional Michael Rodrigues, que apareceu na vala quebrando tudo. Aliás, o cearense estava com seu irmão Magno Rodrigues, o qual nunca havia visto surfar e que pegava pra caramba também.

Notada a presença também do surfista local da Barra da Lagoa, Daniel Vitor. Com massa avantajada, tinha um surfe forte, com boas batidas de backside. E essa cena era sempre legal para todos do nosso grupo, pois causava sempre uma empolgação extra.

O proprietário do Hostel e idealizador do surf camp, Rafael Alcici, se apresentou pra session, pois iria se despedir da turma em virtude de uma viagem mais à tarde. Pegou algumas boas e fez a cabeça.

Com a turma cansada, lanche com frutas em meio à conversa sobre as ondas surfadas. Hora de voltar pra base, pois era dia de almoço na The Search House. Como no período da tarde a turma ficava livre pra fazer o que quisesse, voltei pra minha sala de shape pra dar um gás nos trampos atrasados. Já parte da galera, no meio daquela tarde fez um funcional com o personal trainer Murilo e posteriormente decidiu conhecer as dunas da Joaquina para fazer um sandboard.

No mínimo imaginava que todos estariam bastante cansados à noite, e não foi diferente. No entanto, a empolgação com os drops na areia era visível, pois a turma não parava de falar. E com a previsão muito boa para o dia seguinte, o pico escolhido foi a paradisíaca Lagoinha do Leste. A trilha, com duração de 45 minutos a uma hora até o pico, o que tem de bonita tem de cansativa, mas vale cada passada. Zanin e Renato foram de barco, pois estavam com os equipamentos pesados. Com eles tivemos um upgrade com Fabiano Sperotto, que chegou com seu drone, pra alegria da turma. Ao descermos o morro, o visual era clássico: ondas por toda a praia.

A rapazeada chegou com as pernas tremendo e rolou um descaso antes da session. Mas logo seguindo os passos da turma mais nova, de um a um fomos entrando. Bruno tão logo chegou ao outside e se posicionou mais ao fundo que o restante da galera, incluindo o leve crowd que se encontrava no pico, pois se tratando de feriado, havia até uma galera uruguaia acampando (feriado pra eles também lá).

As ondas estavam bem tubulares e Luizinho mostrou seu conhecimento nos canudos. João Victor, com uma pranchinha maior, como de costume, fez belas linhas e dessa vez caiu menos, estava entrando no ritmo. Cassio não teve problemas em varar a arrebentação, e quando pegou uma boa, saiu em uma sessão que lhe permitiria mais uma manobra de finalização.

Perguntei o porquê de ele não ter seguido adiante e ele disse “Uma coisa de cada vez!”. E rindo, lhe disse ”Tá certo, cada um em seu tempo”. Havia emprestado uma prancha avantajada para Lucão. Tratava-se da big fish Jamanta Extreme. O bicho entrou na boa, mas não consegui ver suas ondas nessa session, ou ao menos que eu me lembre nesse momento.

Mas, para quem está com seis meses de surfe, entrar em mares maiores e tubulares é um grande avanço. Santa sexta-feira clássica de Páscoa e nessa session chegaria nosso último integrante. Luiz Hadad, empresário de 27 anos do Espirito Santo, mas que vive no Rio de Janeiro, mostrou intimidade com tubos e ondas fortes. Dropou uma direita super atrasado em seu backside com bastante controle e o admirei por isso.

Hugo e o doctor Artur estavam amarradões, pois ali havia ondas fortes de verdade. Bons drops e curvas rápidas de Artur e boas cavadas de Hugo e Renato Leal, sempre captando a ação na água. Bruno continuava chamando atenção de todos no outside, quando pegou a maior do dia. Uma direita tubular que poderia ter colocado pra dentro, mas nas últimas ele botou reto.

Indagado por que não tinha botado no trilho, ele disse “Achei que ia me ferrar”. E a dica foi para que na próxima ele agarrasse a borda e botasse pra dentro, pois ele tinha totais condições para isso.

Pronto, dali em diante ele passou a colocar pra dentro de todas e fiquei super feliz em vê-lo fazendo isso. Sem contar que era um exemplo pra todos e dessa forma passava a pilhar ainda mais a galera em geral. Felipe Rocha, um dos que toca a The Search House, mesmo com o dedo quebrado, não se aguentou e foi pro surfe. Deu bons drops e quase me atropela (risos). Mas foi de boa, mergulhei fundo e apenas curti o visual rente ao chão.

A galera deu uma pausa pro lanche e foi a vez de Renato Leal ir pegar a cota dele de tubos, afinal haviam três dias que o cara nos gravava e via aquelas placas maravilhosas em sua frente. Enfim, a galera viu ali que o bicho entendia do assunto, pegou vários tubos e desferiu ótimas rasgadas.

Descaso interrompido pela fissura das ondas e logo a maioria voltou pra água. Aproveitei pra fazer um surfe diferente com a Jamanta e me alucinei na caída pegando vários tubos longos. Por ter muito volume, essa 6’6” me facilitava a remada. Foi bem divertido.

Vi ainda uma bela linha feita por Luiz Hadad em seu backside, ficando ligeiramente entubado, e uma boa rasgada de João Vitor. Com a maré mais cheia e já passando da hora do almoço, era hora de encarar a trilha de volta. Alguns decidiram voltar de barco, enquanto eu e outros decidimos ir pela trilha pra completar a malhação do dia. Ponto pra quem tinha feito o funcional no dia anterior e a session nas dunas, mas imagino o quanto esses caras não estavam cansados. Mas tudo valeu a pena, que dia clássico! 

À noite, depois de sessions de massagens para alguns, a análise das imagens foi uma festa, pois era cada onda mais bonita que a outra e fomos só retocando coisas que já havíamos conversado na água e durante o dia. Em meio a saboreadas de deliciosos hambúrgueres gourmet e Heinekens geladas (neste caso, os adultos), a exibição foi muito legal.

A essa altura, todos já tinham consciência de analisar as ondas um do outro, como também de fazer sua auto-análise, e esse era um dos pontos positivos do surf camp. Naquela noite, ainda vimos todos juntos um pouco do CT de Bells, o que contribuiu ainda mais para o nosso aprendizado. Às 10:30 da noite, vi que o dia havia passado rápido, a semana havia passado rápida e a manhã seguinte seria o nosso último dia.

O swell ainda prometia, e devido ao vento nordeste, decidimos ir para a praia do Moçambique. Havia altas ondas, e num atoleiro pra chegar na vala adequada, o passeio até lá nos reservou emoção. Nossa van não era 4×4, então tivemos que voar literalmente por cima do atoleiro. Foi uma comédia! Dá-lhe Big Kahuna! Nosso motora mostrou que tinha a manha na “pilóta” em terrenos mais difíceis.

Checamos umas quatro valas até escolher um banco mais raso. A turma foi entrando aos poucos e a água se mostrava um pouco mais fria. Luizinho e Artur só reclamavam, pois essa era a primeira vez que surfavam na água fria e de long john. Era muito engraçado e a galera só zoava. Doctor Arthur desferiu boas rasgadas em uma direita e finalizou em uma junção forte onde jogou bastante água. O bicho já estava à vontade, solto na vala, e iria voltar pra Paraíba feliz.

Aliás, todos já estavam à vontade. Talvez tenha sido a melhor session de Hugo. Vi uma esquerda com drop atrasado e mais uma bela curva seguindo de uma batida na junção também jogando água. “Óia os caba” evoluindo, rapaz!. “Halfprice!”, disse ele ao voltar pro lineup.

“Halfprice” foi um bordão que nos acompanhou em todo esse surf camp, mas a história é longa pra explicar (risos). Essa também foi a melhor session de Cassio e fiquei imaginando que dali em diante o bicho iria passar a praticar mais constantemente, pois quando o grau de diversão aumenta, com certeza o cara quer mais.

Nessa session, tivemos a companhia de mais um Bruno. O bicho é uma figura e participou do surf camp do ano passado. De tanto que gostou do astral do The Search House, conseguiu um emprego, e nas horas vagas fez questão de aparecer junto à galera. Pra aquele ali não tem tempo ruim e entrou na água de pranchão pra deixar sua marca. Aliás, marca também com uma máscara branca. Ao dropar uma onda atrasado, ainda encontrou tempo pra arrumar tudo e fazer a foto. A turma não aliviou e foi logo zoando, cantando o refrão “Turn Down For What!”.

Havia altas ondas nesse dia também e altas fotos e imagens foram feitas. Saímos pro lanche e João Vitor, Bruno, Luizinho e Luiz Hadad voltaram pra água. Vimos altas ondas da galera, tubos de Luizinho e de Luiz, e drops atrasados de Bruno, além de uma bela esquerda de João Vitor com boa batida de backside. O resto da galera partiu pro almoço, pois alguns já estavam bem cansados e outros de cabeça totalmente feita. Que semana, que swell consistente…

Aproveitamos ao máximo. A noite foi só “curticera”. Todo mundo feliz e as imagens foram um passeio pelo dia surfado. Presença ali de Yago Dora e sem marcamos nada. Esse surf camp atraiu várias personalidades, ó (risos)! Os moleques ficaram amarradões, e os de mais idade também.

Já no dia seguinte, o grupo do zap zap criado para aquela semana era só zoeira, pois mais uma vez havíamos formado uma grande família, tudo em prol do surfe, do aprendizado, mas que ao fim, como disse, é tudo leve e solto, pura diversão. Good vibes a todos e até o próximo!

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    Poucas pessoas no mundo sobreviveram a um acidente como esse. Depois de ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava em Pavones, na Costa Rica, o catarinense Fabiano Duarte da Costa voltou ao Brasil e contou ao Waves como escapou da morte, enfrentou duas paradas cardíacas e por que pretende voltar ao mar. Local de Itajaí (SC), Fabiano tem uma longa relação com o mar. Além de surfar desde garoto, ele pratica natação em águas abertas e toca um clube de canoa havaiana em sua terra natal, chamado Kaikala, onde realiza travessias e participa de competições da modalidade. O catarinense conta que estava no último dia de uma barca inesquecível com 15 amigos, desfrutando das famosas esquerdas de Pavones quando sofreu o acidente que mudou sua vida. O clima era de dever cumprido após dias intensos de surfe. Ele estava tranquilamente sentado na prancha, no outside, apenas esperando a próxima série entrar, quando o impacto brutal e silencioso aconteceu. O bico rígido e afiado do peixe-agulha perfurou seu tórax com a força de um projétil. Para se ter uma ideia da gravidade do acidente, foi como se o surfista catarinense tivesse sido apunhalado no peito. “Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida” Fabiano Duarte Apesar de não ser agressivo, o peixe-agulha costuma nadar próximo à superfície e pode realizar saltos em alta velocidade, o que explica acidentes raros como esse quando cruza a trajetória de embarcações ou surfistas. Em 2024, a surfista italiana Giulia Manfrini morreu após ser atingida no peito por um peixe da mesma espécie enquanto surfava nas Ilhas Mentawai, na Indonésia. No caso de Fabiano, porém, o desfecho foi diferente graças a uma sucessão de circunstâncias que acabaram salvando sua vida. Ele teve a sorte de ter sido atendido na praia por um médico antes de ser encaminhado ao hospital, onde viria a sofrer uma parada cardíaca e precisaria ser reanimado. Fabiano conta que não se lembra de absolutamente nada do acidente. Sua última lembrança é de um cenário de pura celebração com amigos na água: “A minha memória do trauma em si apagou, o cérebro bloqueou essa parte”, relata. “A última lembrança que carrego daquele momento é a energia incrível da água, o sol baixando e a alegria de estar ali dividindo o pico com meus grandes amigos. De repente, tudo mudou”. Entre a vida e a morte, com o peito perfurado, os primeiros instantes foram cruciais para que essa história não terminasse em tragédia. A gravidade do ferimento exigia ação imediata, e foi a irmandade do surfe que entrou em cena. Seus amigos perceberam o acidente e o retiraram da água, com a ajuda de surfistas locais, em uma corrida contra o tempo. Na areia, o que se viu foi uma sucessão de milagres. Fabiano sofreu uma parada cardíaca que durou longos dois minutos. Foi nesse momento que o destino interveio: um médico alemão, que estava na praia por um acaso absoluto, assumiu os primeiros socorros e conseguiu estabilizá-lo o suficiente para o resgate. “Como eu e minha família processamos essa sorte? É algo que transcende a explicação. Ter um médico ali, de prontidão na areia, foi a pessoa certa no lugar exato. Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história”, pondera. Mas a luta pela vida estava apenas começando. Devido à extrema gravidade da lesão no coração, Fabiano precisou ser transferido às pressas, de avião, para um hospital em San José, capital da Costa Rica. Lá, ele foi submetido a uma cardiorrafia de emergência, uma cirurgia delicadíssima para suturar o músculo cardíaco cortado pelo acidente. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Dr. Carlos Bolaños, que precisou massagear o coração de Fabiano diretamente com as mãos para mantê-lo batendo após outra parada cardíaca na sala de cirurgia. Fabiano conta que o médico e seus assistentes comemoram como se fosse um gol em uma partida de futebol o momento em que seu coração voltou a bater. O reencontro entre o surfista e o médico, dias depois, foi registrado em vídeo por um canal de TV e emocionou o mundo do surfe. “Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história” Fabiano Duarte “Acordar no hospital, cheio de tubos, e entender a gravidade de tudo foi um choque imenso”, revela o catarinense. “Mas ver as imagens da minha própria cirurgia, saber que o Dr. Bolaños segurou meu coração nas mãos… Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida”, ele completa. O retorno ao mar e a nova perspectiva Hoje, de volta ao conforto de sua casa em Itajaí, Fabiano celebra cada amanhecer ao lado da esposa, Priscilla. Como educador físico e surfista de alma, o oceano sempre foi seu refúgio e seu ambiente natural. Um trauma tão raro e severo poderia afastar qualquer um da água, mas para ele, o efeito foi de profunda transformação espiritual. “O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade” Fabiano Duarte “Compreendi o valor da vida de uma forma totalmente inédita. O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade. Já existe aquela ansiedade gostosa para voltar a remar, sentir a água salgada, mas agora eu volto com uma gratidão imensa. A mensagem que deixo para a comunidade que torceu por mim é simples: celebrem cada dia, cada onda e as pessoas que estão ao seu redor. A vida é um sopro”, finaliza. Pouco tempo antes de tudo acontecer, Fabiano estava apenas sentado na prancha, esperando a próxima série entrar em uma das ondas mais icônicas da Costa Rica. Agora, depois de sobreviver a um acidente quase impossível, espera ansiosamente pela próxima oportunidade de voltar ao mar, desta vez com uma perspectiva completamente diferente sobre a vida.

    Brasileiro conta como sobreviveu após ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava na Costa Rica.

    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.