Adriano Tiga

Terapia tubular

Com uma previsão indicando ótimas ondulações no quadrante norte e nordeste, e ventos que soprariam na direção sudeste, ou seja, condições excelentes para o nosso Havaí brasileiro chamado Fernando de Noronha, eu e meu primo e parceiro Renan Castro começamos a planejar uma trip. Em  poucos dias embarcaríamos para o paraíso em busca de tubos perfeitos e muito surfe na primeira quinzena de março.

Logo na chegada, já era nítido do avião que um swell estava encostado na ilha. Largamos nossas bagagens e corremos rumo à Cacimba do Padre, mas o que vimos foi uma Laje do Bode quebrando clássica com ondas de 6 pés e vento terral, uma excelente recepção e uma energia muito boa logo na chegada, servida de muitos tubos.

Tivemos então a notícia de que em dois dias chegariam dois grandes amigos, Jéferson Paiva, o “Jé”, e Jonathan Paiva, o “Jô”. Com tudo a favor (amigos, ondas, tubos e certeza de muita risada), tivemos uma semana de muito surfe, altas ondas e muitos tubos, fazendo a cabeça de toda a galera. Porém, depois da primeira semana o swell foi perdendo força e as ondas diminuíram. Um flat se instalou durante 5 dias.

Sem surfe para os próximos dias, sem deixar a tal da “neuronha“ bater, procurávamos ocupar nosso tempo com mergulhos, passeios e trilhas, e o dia da partida se aproximava. É claro que pegamos muitos tubos, porém faltava algo que eu ainda não tinha encontrado. A um dia da minha partida, conversando com a galera local e checando as previsões, tudo indicava que um outro excelente swell chegaria um dia depois de eu ir embora.

Que indecisão: ir embora ou adiar a volta e apostar minhas fichas? Paguei um preço caro, mas apostei, e o que ganhei foi um swell clássico na Cacimba do Padre, com ondas de 6 a 8 pés e vento terral durante cinco dias de sonho. Destaque para a galera local, entre eles Patrick Tamberg, Nego Noronha, Buday, Valderez, Rogério Cueca, Felipe Queiroz e o ex-top do WCT Bernardo Pigmeu.

Agradecimentos aos fotógrafos Marcelo Freire e Cosme Johnny pelas imagens. Algumas pranchas quebradas e muito sol na cabeça, mas o saldo foi de muita diversão e mais alguns quilômetros de tubos acumulados!!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.