A primeira vez que ouvi falar de Teahupoo, Tahiti, foi em 1998, quando o australiano Koby Abberton venceu o Gotcha Pro e abriu os olhos do mundo para uma onda que, até então, era praticamente desconhecida.
Lembro-me que chegou às minhas mãos uma revista Surfing com imagens dos campeonato e de outras ondas da região. Passei dias olhando para aquelas fotos e imaginando como será fantástico surfar aqueles tubos azuis e perfeitos.
Na época, eu sabia que não tinha surf para lidar com aquelas ondas e resolvi viajar para aperfeiçoar minha técnica de entubar de backside. Foi assim que passei por Padang Padang, Puerto Escondido, El Gringo, Cacimba do Padre, G-land e até mesmo por Pipeline.
No final do ano passado, decidi que era o momento de conhecer o Tahiti e colocar à prova minha habilidade em tubos pesados para a esquerda. Teahupoo era o teste final.
Reuni meu irmão, Daniel De Nardi e meus amigos Sandro Nowacki e Luciano “Terror” Lopes para a viagem. Depois de emitirmos o bilhete sonhamos seis meses com a viagem. Cada um trazia uma bagagem e uma experiência distinta dentro desse esporte, mas todos tínhamos em comum a vontade de ver e surfar a onda mais poderosa do mundo.
A primeira semana de viagem foi um sonho que jamais poderíamos imaginar. Cinco dias de ondas perfeitas com até 2 metros, sempre com vento terral e pouca gente no lineup. Desde o início, via-se que a onda requer muita técnica e uma boa dose de atitude.
O drop é vertical, o tubo largo e a saída da onda deve ser feita com precisão. Vários tubos foram surfados e alguns visitaram a bancada, mas ninguém esperava que o melhor ainda estava por vir.
Uma semana depois, o maior swell do ano despejou tubos de até 4 metros sobre a bancada. Pudemos contemplar e surfar o pico clássico. Foi uma das melhores experiências de surf da minha vida e certamente o maior tubo que já surfei.
Depois disso, ainda tivemos mais alguns dias de altas ondas, inclusive surfando na bancada de Vairao perfeita. Como tudo que é bom chega ao fim, tivemos que voltar ao Brasil, mas trazendo na memórias algumas das melhores ondas que já surfamos na vida e a vontade de regressar na próxima oportunidade.
Lucas De Nardi viajou com o patrocínio do Método DeRose, Auckland Surfboards, Dragon Sunglasses e Time Villeroy Treinamento Funcional.











































































