Já previsto com uma semana de antecedência, um forte swell encaixou em Itacoatiara, Niterói (RJ), no último dia 26 de Abril, mantendo-se forte por dois dias.
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Com isso, o fundo do Pampo puxou muita areia e as ondas começaram a quebrar atrás da pedra, mas fechavam com a influência de leste.
As previsões eram unânimes para o dia seguinte: ondas maiores que dois metros, ondulação de sudoeste, vento terral e sol.
Confesso que não consegui dormir de tanta expectativa e quando ainda nem tinha clareado eu já estava lá para conferir.
Enquanto buscava minha prancha em casa, ligava para os amigos. Paulo Barcellos, Rafael Petrini, Guilherme Corrêa, Giu Lara, Felipe Olhão, José Otavio e Bruno Cooperman não acreditavam quando viam as ondas quebrando.
O mar não parou de subir e ainda no meio da manhã bodyboards foram quebrados, pés de patos perdidos e straps estourados, mas os bodyboardes não davam importância aos fatores materiais.
Com menos de uma hora de caída, Giu Lara já tinha tomado um nocaute. O bodyboarder mandou um aéreo nunca visto por mim, perdeu os pés de patos, quebrou a prancha e ficou cuspindo sangue.
Guilherme, Olhão e Otavio aproveitaram as bombas e os tubos imensos para mandarem as manobras aéreas, que arrancaram comentários da galera na areia.
A maioria dos surfistas que tiram onda com os bodyboarders amarelaram. Aproveito para parabenizar os dois únicos surfistas que estavam na água: Evaristo e Erick Gonçalves.
O dia 27 de abril vai ficar no pensamento de todos que estavam no Pampo. A partir de hoje, consagremos o “Dia do Pampo”.
