A capital do Espírito Santo, Vitória, recebeu no último sábado e domingo as disputas do Capixaba Va’a Race, válido como primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Canoa Havaiana e a 3ª etapa do Brasileiro de Canoagem Oceânica (surfski). O evento reuniu os principais atletas de Va’a e canoagem oceânica do Brasil que protagonizaram disputas eletrizantes.
As equipes de Va’a entraram em ação no sábado quando rolaram as disputas de V6, masculino e feminino, dividas em suas subcategorias.
Ainda que a prova fosse definida como uma disputa em V6 (canoas taitianas para 6 remadores), efetivamente somente uma canoa desse modelo participou da prova, sendo o restante das equipes compostas por OC6 (modelo havaiano de canoa polinésia). A participação de uma “V” em meio às “O” causou polêmica, com muitos remadores se posicionando contrária e favoravelmente à junção dos dois modelos em uma mesma disputa. A discussão é complexa e precisa ser avaliada com cautela. No Facebook, a página Va’a Brasil centralizou as duas correntes em debates interessantes acerca do tema que, ao que parece, ainda vai dar muito pano para manga.
NOVA FORÇA – Polêmicas a parte, as disputas de sábado rolaram em condições bastante técnicas. As equipes enfrentaram fortes ventos e mar balançado e muitas recorreram às saias para evitar o encharcamento das canoas.
A primeira categoria de V6 a entrar na água foi a feminina que percorreu 20 km de percurso. O título ficou com a equipe Matero, já consagrada como grande força do Va’a e confirmando seu favoritismo. Em segundo, a equipe Canui de Brasília, grande revelação da prova, seguida pela Mana Brasil, em terceiro.
Na Open masculino, que largou em seguida, a vitória ficou com a equipe Taho’e, que vem se consolidando como nova força da canoagem polinésia brasileira por equipes e promete dar muito trabalho à Samu, tida hoje como a mais forte equipe brasileira que, por sua vez, optou por não competir em Vitória.
Marinho Cavaco, um dos fundadores da Taho’e, fala sobre sua equipe: “Formamos um time para fazer frente à Samu e lutar pelos principais títulos nacionais. Sei que ainda temos que treinar muito para realmente brigar de igual para igual com eles, mas, estamos focados e unidos. Além disso, no passado, ninguém ganhava da (equipe) Tribo que Pira até surgir a Samu. Agora nós estamos chegando! Falo isso com todo respeito, pois, os caras realmente são ‘monstro’, mas estamos treinando forte”, revela.
A Taho’e travou um duelo particular contra a Rio Va’a (única equipe competiu em V6) até cerca de metade da prova, quando conseguiu abrir vantagem e se manter na liderança até a linha de chegada. Os fluminenses chegaram na segunda colocação seguidos pela equipe local, Vitória Va’a, fazendo as “honras da casa” para a alegria da torcida.
A equipe Taho’e que competiu em Vitória foi formada por Marinho Cavaco, Cauê Serra, Rafael Santacreu, Arthur Santacreu, Pedro Weichert e Robert de Almeida.
A equipe Matero foi formada por: Viviane Matero, Carmem Lucia, Mariana D. Capitani, Alisa de Laôr, Monica Pasco e Ariela Pinto.
Os resultados completos de todas as categorias e ranking atualizado serão divulgados até o final da semana, de acordo com os organizadores.
Capixaba Va’a Race – Resultados extraoficiais V6 Open
Feminino
1 – Matero (SP)
2 – Canui (DF)
3 – Mana Brasil (RJ)
Masculino
1 – Tahoe (SP)
2 – Rio Va’a (RJ)
3 – Vitória Va’a (ES)