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Teahupoo épico em 2014 e a coroação triunfal do maior talento da nova geração, Gabriel Medina. Foto: © WSL / Kirstin

 
        Quando o Dream Tour foi concebido, em 1999, durante a gestão de Wayne “Rabbit” Bartholomew à frente da ASP, hoje tornada em WSL, a premissa era ter “os melhores surfistas nas melhores ondas”. Desde então o Circuito Mundial passou por altos e baixos, com alguns anos memoráveis se aproximando do objetivo almejado, e outros nem tanto, nos quais uma combinação de fatores, da falta de ondulações durante os períodos de espera até a escolha duvidosa dos picos para os eventos, cooperou para que a materialização do sonho ficasse ainda mais distante.

        Se 2014 foi um ano marcante, com ondas de qualidade em boa parte das etapas, o “melhor evento da história” num Teahupoo épico e a coroação triunfal do maior talento da nova geração, Gabriel Medina, como campeão mundial durante uma final com tubos de sonho em Pipeline, 2015 até agora está devendo, e muito. Enquanto escrevo este texto, os Top 34 encaram as primeiras baterias do Billabong Pro Tahiti num Teahupoo torto e ventoso, que se não fosse pela obrigação eles não estariam nem surfando.

        De memorável mesmo até agora, dentro do conceito dos “melhores surfistas nas melhores ondas”, fica a performance de Owen Wright em Fiji, com as duas baterias nota 20 estabelecendo um novo recorde a ser batido. Filipe Toledo também teve uma performance de sonho, na etapa brasileira, mas em ondas com as quais ninguém sonha, muito menos sabendo a quantidade de coliformes fecais que elas carregam. Mas como o evento em Teahupoo está só no começo, resta ainda bastante tempo para que entrem os tubos perfeitos que todos almejam, surfistas, organizadores e espectadores. E como faltam ainda serem realizadas 4 etapas – em Trestles, Hossegor, Supertubos e Pipeline – com potencial de oferecer, senão campeonatos inteiros, ao menos momentos de sonho, nem tudo está perdido.

        É óbvio ululante afirmar que quanto melhores forem as ondas no decorrer de um campeonato, maior serão as chances de performances arrebatadoras, com muitas notas acima de 9 e a realização de um espetáculo capaz de atrair uma grande audiência. Foi justamente o que aconteceu na etapa de Teahupoo no ano passado, com picos de assistência online até então apenas sonhados. Mas qual a razão para que o Tour ainda tenha no seu calendário lugares como: Bell’s Beach, que por mais tradicional e emblemática que seja não passa de uma onda gorda; o Main Break de Margaret River, outro pico que deixa a desejar ao ser comparado aos seus vizinhos de muito mais qualidade na área de Margaret River, e ainda por cima é um reconhecido habitat de dentuços; o Postinho, na Barra da Tijuca, inconsistente ao extremo além de fedido; Hossegor e Supertubos, tão voláteis ao ponto de serem capazes de estar de gala num momento como de afundar as esperanças de título dos mais competentes surfistas poucos minutos depois? E, dizem os boatos, a WSL estaria considerando abandonar Fiji em troca de Huntington Beach, e sua multidão na praia, para 2016.

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Durante o Fiji Pro 2015, Owen Wright, em condições perfeitas, fez duas baterias nota 20, estabelecendo um novo recorde a ser batido. Foto: © WSL / Kirstin

 
        E mesmo nos picos realmente acima de qualquer questionamento, onde o fundo “fixo” garante que, no swell certo e vento ideal, o esperado será cumprido, como em Snapper’s, Fiji, Teahupoo, Trestles e Pipeline, podem ocorrer grandes desapontamentos, bastando para isso a não entrada da ondulação ou a insistência de uma ventania maral. Em suma, garantir, no atual formato, a segunda parte da equação que deveria reger o Dream Tour, referente às melhores ondas, é definitivamente impossível, e com isso a primeira parte, que é ter os melhores surfistas a bordo do Tour, fica comprometida. Presos a um calendário rígido, que de um lado impede que estejam nos melhores swells ao redor do planeta, e por outro os obriga a se afastar de casa, da família e amigos para surfar em condições muitas vezes insatisfatórias, alguns dos mais talentosos surfistas da atualidade acabam sonhando mesmo é com o dia em que poderão escapar do Circuito para sair de verdade em busca da onda perfeita.

        Dane Reynolds, Jamie O’Brien, Rob Machado, Bobby Martinez, Clay Marzo, Albee Layer, Shane Dorian, Bruno Santos, por exemplo, são todos excelentes surfistas, na minha opinião capazes de figurar em qualquer lista de melhores do mundo quando se estiver falando de performances em ondas de sonho. Mas a não ser ocasionalmente, como convidados, como foi o caso de Dane Reynolds em duas etapas este ano, ou quando conquistam uma vaga no evento principal, o que Bruninho acabou de fazer em Teahupoo, seus fãs não tem como vê-los competindo por um título mundial.

        Ao falar em sonho, os criadores do Dream Tour aludiam ao sentido da palavra que se refere à perseguição consciente, de “um ideal dominante que alguém ou um grupo busca com interesse ou paixão”. Mas outro dos significados que podem ser encontrados no dicionário é o do sonho sendo “um plano ou desejo absurdo; fantasia, utopia”. E é nesse tipo de devaneio que me pego muitas vezes quando estou assistindo baterias como as de hoje, e outras tantas que testemunhei ao longo deste ano no que eu classificaria sem vacilar de Circuito de Sonhos Meia Boca até agora. Fico imaginando como seria um Dream Tour que atendesse minhas preferências e desejos, não importando o quanto esses possam parecer absurdos aos olhos dos outros.

        E você, não tem o seu Dream Tour? Como seria? Em quais ondas, com quais surfistas, disputando que tipo de baterias? Deixe sua imaginação correr solta, não se prenda a orçamentos, imagine que a GoPro ou a Nike, ou melhor ainda, as duas empresas juntas, fecharam o patrocínio exclusivo do Circuito Mundial e destinaram uma verba nunca antes sequer sonhada para que a sua fantasia se torne realidade. Dá ou não dá para pensar em propostas que elevariam o surf de competição a um patamar de performance muitas vezes superior ao atual?

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Longe do Tour, o havaiano Clay Marzo diverte-se nas ondas de Nicarágua, na América Central. 

 
        Acredito que sim. E vou expor aqui algumas das minhas propostas, mas sem nenhuma intenção de que sejam melhores que as de ninguém. Trata-se de um simples exercício, de um tempestade cerebral, a famosa “brainstorm”. E aqueles que desejarem postar suas próprias visões para um Dream Tour, não se acanhem, façam o uso construtivo do fórum. Quem sabe se algum cartola do surf ou diretor de marketing de alguma marca poderosa não se inspira com as ideias surgidas de brincadeira e decida as levar a sério. 

1)      Para iniciar, eu transformaria o WCT na segunda divisão do Circuito Mundial, criando um Mega Tour para apontar o World Surfing Mega Champion. No primeiro ano do Mega Tour tomariam parte os 10 melhores classificados no WCT do ano anterior, mais 2 surfistas eleitos por votação dos fãs na internet, a partir de uma lista de 10 nomes apontada pelo Corpo de Juízes, que pode incluir surfistas que já estão no Tour ou não. A partir do segundo ano, os 4 primeiros colocados do Mega Tour permaneceriam para o próximo ano e os 8 últimos retornariam ao WCT, sendo substituídos no Mega Tour pelos 6 primeiros colocados do WCT e mais 2 votados pela internet a partir de uma lista atualizada pelo Corpo de Juízes. O WQS passaria a ser a terceira divisão do surf. Dessa maneira, com 3 divisões, mantidos o WCT e WQS, muito mais dinheiro seria distribuído e não seria necessário o tão temido corte do número de surfistas participantes do WCT, já tantas vezes cogitado, nem de etapas.

2)    Exclusivamente para o Mega Tour, seria apontado um Corpo de Juízes Internacional formado apenas de ex-campeões mundiais e lendas vivas do esporte, grandes surfistas como Gerry Lopez, Ben Aipa, Peter Townend, Wayne “Rabbit” Bartholomew, Shaun Tomson, Martin Potter, Ricardo Bocão, Picuruta Salazar etc. Para cada etapa, seis deles seriam convocados, e teriam como missão não a tarefa inglória de dar notas para cada onda surfada e sim a de emitir um parecer final, ao término de cada Mega Bateria, de quem foi o melhor surfista na água, o segundo, terceiro, quarto e assim por diante até o último colocado. A cada posição corresponderia uma pontuação a partir da qual seria formado um ranking acumulativo.

3)     Cada etapa do Mega Tour seria constituída de uma única Mega Bateria de 6 horas de duração, que teria seu horário de início determinado de acordo com a previsão do swell, vento e maré, para que acontecesse nas melhores condições possíveis do dia designado. Os surfistas teriam liberdade de ficar na água as seis horas totais ou o tempo que desejarem, podendo entrar e sair do mar para descansar, se alimentar, hidratar, trocar de prancha, observar ou descansar ao seu bel prazer. O critério de prioridade na disputa de ondas seria o mesmo utilizado em uma sessão de freesurf, onde quem rema mais, se coloca melhor, tem mais paciência e dropa mais pra dentro do pico, costuma levar vantagem ao pegar as melhores ondas. O Corpo de Juízes seria orientado a eliminar surfistas que interferissem intencionalmente em ondas de seus adversários, prejudicando suas performances e/ou os colocando em risco. Os eliminados não receberiam qualquer tipo de premiação. Todas as ondas surfadas durante as seis horas da Mega Bateria seriam filmadas do maior número de ângulos possível, da terra, mar e ar, sendo colocadas à disposição do Corpo de Juízes para consultas.

4)     Um time exclusivo de especialistas em previsão de ondas seria montado para monitorar permanentemente toda e qualquer atividade ondulacional ao redor do planeta com o objetivo de prever onde irão quebrar as melhores ondas a cada semana. Quando essa equipe emitir o alerta com uma semana de antecedência de que um Mega  Swell irá atingir em condições ideais de direção, vento e maré um dos 20 picos pré selecionados, os 12 surfistas, mais o Corpo de Juízes, seriam informados onde e quando ocorreria a próxima etapa. Um avião fretado seria colocado à disposição para o transporte dos competidores, juízes, organizador e mídia. Esse avião iria aguardar os competidores no aeroporto mais central possível, de onde partiria para o local da etapa. Quem desejasse poderia se dirigir ao local de competição diretamente e por meios próprios.

5)    As etapas só seriam realizadas em ondas acima de 6 pés e com ao menos uma seção verdadeiramente tubular, não havendo limite para tamanho máximo.

6)     Seriam realizadas somente 6 etapas ao ano, nos dias absolutamente mais perfeitos que se apresentarem. No corrente ano por exemplo já poderiam ter ocorrido algumas etapas que superariam tudo que se viu no WCT 2015 até o momento: em maio, no dia seguinte ao “Domingo Grande”, o maior Puerto Escondido da história, o famoso beach break mexicano, já um pouquinho mais calmo, produziu tubos de 8 a 12 pés irretocavelmente perfeitos; a sequência de swells que entraram entre maio e julho em Teahupoo, proporcionaram momentos inacreditáveis, como os protagonizados por Owen Wright no tubo mais profundo da sua vida no pico, e “a melhor onda já surfada na remada em Teahupoo”, segundo Kelly Slater, completada com incrível maestria por Nathan Florence; no final de junho, quebrou “o melhor Kandui de todos os tempos”, com extensos cilindros de até 10 pés, que fizeram a cabeça inclusive de alguns ex-integrantes do WCT, como Dean Morrison e Paulo Moura; Cloudbreak proporcionou boas ondas para a final do Fiji Pro, mas nada que se compare ao swell épico surfado lá no início de julho por Reef McIntosh, Makua Rothman, Danny Fuller e Dane Gudauskas. 

7)   A premiação total de cada etapa seria de 7 milhões de dólares, com 1 milhão para o primeiro colocado e 500 mil dólares para cada um dos outros competidores, independente da classificação. O surfista que surfasse a onda mais impressionante do evento receberia uma premiação extra de 500 mil reais.

8)   A organização teria recursos para, além do avião, dispor de um navio, que seria despachado para o local de cada etapa e serviria como base dotada de toda a infraestrutura necessária para a transmissão via internet e tv ao vivo do evento. No caso de problemas logísticos para acomodação dos competidores, juízes, mídia e organizadores em terra, a embarcação poderia ser utilizada também para essa função.

9)   Todas as localidades passiveis de se tornarem palco de uma etapa receberiam uma comitiva enviada pela organização do evento, que identificaria as necessidades prioritárias da comunidade para a melhoria das condições de vida de seus habitantes e seriam oferecidas propostas de parceria nesse sentido. Isso garantiria que a organização pudesse ter o local liberado para competição a qualquer momento do ano, com aviso prévio de apenas uma semana, com a comunidade local recebendo em troca os benefícios acordados, independente da ocorrência da competição ou não naquele ano.

10)   O Mega Campeão Mundial receberia um bônus de 2 milhões de dólares ao final do Mega Tour e seu shaper uma premiação de um milhão de dólares. Cada surfista só poderia usar pranchas de um mesmo shaper ao longo do ano. Os demais shapers também receberiam premiações no encerramento do Circuito, decrescendo de 600 mil para o segundo colocado até 100 mil para o 12º. 

      Será que “viajei” demais? Não importa, até porque foi essa mesmo a intenção, dar uma extrapolada em relação ao que existe hoje. E nada me impede de amanhã resonhar tudo de novo e terminar com uma concepção totalmente diferente, desde que mantidos alguns princípios que julgo fundamentais, como dar prioridade para que se possa garantir a qualidade das ondas, aprimorar/inovar os métodos de julgamento, aumentar a premiação de maneira significativa, dar a devida importância e reconhecimento aos shapers e remunerar de maneira sustentável as comunidades em que os evento são realizados.

        Mas sonhemos juntos mais um pouco. Imagine ter G-land, onde a ideia de um Circuito de Sonhos foi geminada nos anos de 1995, 96 e 97, com números recordes de notas 10, de volta ao Dream Tour, ou ver os 12 melhores do mundo entubando durante horas em Desert Point, quem sabe fazer a final do Circuito Mundial em P-Pass quebrando com 12 pés. Skeleton Bay, na Namíbia, Anchor Point, no Marrocos, Cabo Blanco, no Peru, Mataveri, na Ilha de Páscoa, Honolua Bay, em Maui, Lagundri Bay, em Nias, North Point, na Austrália… as possibilidades são muitas. Com o Mega Tour, ai sim teríamos os melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do planeta.

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G-Land, Indonésia. Foto: Arquivo pessoal Marcelo Bueno

P.S. Acabei de assistir à vitória de Gabriel Medina sobre John John Florence, no Billabong Pro Tahiti. Foi sem dúvida emocionante, com os dois maiores nomes da nova geração dando tudo de si numa disputa pra lá de acirrada. Mas poderia ter sido muito melhor, de sonho mesmo, se houvesse uma maneria de garantir tubos de 8 a 10 pés baforando na temida bancada de Teahupoo.   

Foto de capa Alan Van Gysen

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    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake Marshall (EUA)13 – Gabriel

    Próxima chamada nesta quarta-feira (16) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum. Novo swell ganha força dia 16.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.