Billabong Pipe Masters

Sinal verde no Havaí

1400x934

Gabriel Medina solta o pé na primeira fase do Billabong Pipe Masters. Foto: © WSL / Cestari.

 

A inconsistência das ondas no North Shore havaiano levou a World Surf League (WSL) a acelerar o cronograma do Billabong Pipe Masters, colocando a primeira fase na água nesta quarta-feira, em ondas manobráveis de 1,5 metro e formação um pouco prejudicada pelo vento.

Clique aqui para ver as fotos

O pequeno swell de noroeste faz o Backdoor predominar, mas poucos tubos entraram em cena.

Entre os brasileiros, Miguel Pupo, Gabriel Medina, Alex Ribeiro, Filipe Toledo e Italo Ferreira estrearam com vitória, enquanto Jadson André, Wiggolly Dantas, Adriano de Souza e Caio Ibelli caíram para a repescagem.

O primeiro brazuca a entrar em ação foi Guigui, segundo colocado no duelo vencido pelo australiano Julian Wilson, autor de 8.50 e 6.57.

Na sequência, Miguel Pupo mostrou que está muito disposto a garantir a sua permanência na elite e levou a melhor com 6.33 e 5.07 nas difíceis condições do mar, deixando para trás o californiano Kolohe Andino e o australiano Bede Durbidge, que voltou a competir em Pipe depois da grave contusão sofrida no ano passado.

980x654

Miguel Pupo também estreia com vitória. Foto: WSL / Poullenot.

 
No terceiro confronto, o australiano Matt Wilkinson conseguiu uma virada na última onda para impedir a classificação do português Frederico Morais, líder da Tríplice Coroa Havaiana. Em terceiro ficou o californiano Nat Young, que defende a última vaga nos top 22 que se garantem pelo ranking do Championship Tour.

Para a sorte de Nat, o havaiano Keanu Asing também se deu mal na batalha seguinte, perdendo para o sul-africano Jordy Smith, que segue firme em busca do título da Tríplice Coroa.

A quinta bateria teve uma ótima apresentação de Gabriel Medina, que não aliviou nas patadas de backside e arrancou 8.60 e 6.50 dos juízes para bater o californiano Kanoa Igarashi e o havaiano Bruce Irons.

Em seguida, Jadson André começou forte, descolando 7.00 pontos em um aéreo para a esquerda. O potiguar passou a investir nas direitas e soltou o pé no Backdoor, mas caiu em suas melhores ondas e ainda viu o havaiano John John Florence detonar no quintal de casa, vencendo a disputa com 8.83 e 7.83.

980x654

Alex Ribeiro não dá mole e segue na briga. Foto: © WSL / Cestari.

 
Assim como Jadson, Adriano de Souza foi bem na primeira onda, com 7.17, mas não conseguiu ampliar a vantagem e viu o conterrâneo Alex Ribeiro avançar em primeiro com 5.50 e 5.77. Na última onda, o defensor do título da etapa precisava de 4.10, mas caiu ao atacar a junção e fez 3.37. Na mesma bateria, o californiano Conner Coffin ficou em terceiro com 5.67 e 4.60.

O Brasil voltou a entrar em cena na nona bateria, com Filipe Toledo somando 6.67 e 5.67 para estrear com vitória, deixando para trás os australianos Josh Kerr e Adam Melling.

 

980x654

Filipe Toledo garante vaga na terceira fase. Foto: © WSL / Cestari.

 
Na sequência, Caio Ibelli encarou uma bateria acirrada e terminou em terceiro com 6.50 e 5.00, contra 6.33 e 6.37 do líder Kelly Slater, 6.17 e 5.73 de Kai Otton.

Encerrando a participação brasileira na primeira fase, Italo Ferreira conseguiu superar o havaiano Sebastian Zietz e o australiano Jack Freestone com muita dificuldade. O potiguar descolou 4.83 e 5.67, enquanto Zietz obteve a maior nota da bateria na última onda (7.33), mas perdeu por apenas 0.3 de diferença.

A próxima chamada para o Billabong Pipe Masters acontece nesta quinta-feira, às 15:30h (horário de Brasília).

772x493

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.