Billabong Eco Festival

Prova pega fogo no Forte

Odirlei Coutinho é destaque no Billabong Eco Festival 2008.Foto: Daniel Smorigo.

O cearense Itim Silva e os paulistas Odirlei Coutinho e Ricardo Ferreira ditaram o ritmo na quarta fase do Billabong Surf Eco Festival, etapa do WQS que rola na praia do Forte (BA).

 

As condições do mar pioraram e as ondas estão com meio metro nas séries e formação bastante prejudicada pelo vento.

 

Ao término da quarta fase, a direção da prova coloca na água as semifinais da categoria feminina.

 

Os integrantes das oitavas-de-final da categoria masculina foram definidos em baterias muito acirradas.

 

No primeiro confronto do dia, Odirlei Coutinho totalizou 14.80 pontos para avançar junto com o paraibano Jano Belo, autor de 13.77. Pior para o paulista Renato Galvão, que obteve 10.27 e caiu fora da disputa.

 

Em seguida, o paulista Adriano Minerinho arrepiou de backside e obteve 8.67 pontos na melhor onda para derrotar o aussie Shaun Cansdell e o venezuelano naturalizado português Justin Mujica.

 

No terceiro confronto, o carioca Leandro Bastos não estava para brincadeiras e disparou na liderança com notas 7.33 e 7.00. Na briga pela segunda vaga, o norte-americano Nathaniel Curran levou a melhor sobre o baiano Dennis Tihara por uma pequena diferença (9.60 a 8.70).

 

A quarta bateria foi vencida pelo cearense André Silva. Em segundo ficou o paulista Heitor Pereira, que virou o duelo na última onda e eliminou o pernambucano Paulo Moura.

 

O paranaense Jihad Khodr repetiu a tática das baterias anteriores e apostou nas direitas para registrar 13.93 pontos na vitória sobre o havaiano Flynn Novak e o catarinense Jean da Silva.

 

No sexto duelo, Ricardo Ferreira surfou com muita velocidade e arrancou notas 7.40 e 7.00 dos juízes. O carioca Pedro Henrique conseguiu uma onda salvadora nos instantes finais e barrou o cearense Thiago de Sousa.

 

Na seqüência, o cearense Itim Silva fez uma atuação brilhante para bater o baiano Alandreson Martins e o gaúcho Rodrigo Dornelles. Em suas melhores ondas, Itim somou 8.67 e 6.00.

 

“A bateria foi muito difícil. O Alandreson surfa muito e o Pedra dispensa comentários; é top do WCT e sempre quebra nas etapas do WQS. Não estava escutando as notas lá fora, mas vi que o Alandreson e o Pedra estavam ali na marcação e fiquei mais tranqüilo”, comenta Itim.

 

Os cariocas Yuri Sodré e Marcelo Trekinho fizeram dobradinha na última bateria. Com 12.43, Yuri avançou em primeiro lugar, seguido por Trekinho, autor de 12.30, e o aussie voador Kirk Flintoff, que somou apenas 7.60.

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