Waved

Projeto une educação e surfe

1200x674

Projeto Waved, que une educação e surfe, converte sessões em uma boa causa e conta com apoio do big rider brasileiro Carlos Burle. Foto: Divulgação.

 

Quem é surfista sabe que o esporte é muito mais do que ficar de pé numa prancha ou participar de competições. O surfe representa um estilo de vida conhecido pela conexão com a natureza, formando uma comunidade global, e pelo cuidado com o próximo.

A Fundação Waved, criada em janeiro deste ano em Pedasí, no Panamá, acredita na importância do papel social do surfe, especificamente na influência que ele tem na educação escolar das futuras gerações. Oficialmente admitido pelo Ministério de Educação do Panamá, o modelo de caridade de Waved é simples e representa uma maneira mais fácil de apoiar a educação local, através do surfe.

Como combinar surfe e educação escolar? Para cada onda que se surfa durante uma sessão de surfe, individual, em grupo ou durante competições, um ou vários patrocinadores pagam o montante equivalente em dinheiro (dólar). Com este dinheiro, a Waved investe em “ondas de caridade” em três principais ações: projetos de infraestrutura nas escolas públicas (infraestrutura, acesso a luz, água), aulas de inglês e aulas de surfe. O primeiro patrocinador, a Billabong Panamá, apoia com uma boa quantidade de ondas e surfistas mundiais como o campeão mundial Carlos Burle e a surfista WSL de Barbados, Chelsea Tuach, já converteram sessões de surfe em uma boa causa. 

Sendo uma fundação oficialmente homologada pelo governo do Panamá há um mês, a Waved atualmente procura mais marcas ou empresas que querem se juntar ao impacto dessa ideia mundialmente única. Até o momento, a Waved apoia a escola primaria Los Destiladeros, onde há somente um professor que ensina a todos os estudantes entre 5 e 13 anos ao mesmo tempo, constata Bastian Barnbeck, alemão de 30 anos e iniciador dessa fundação jovem.

947x947

A ideia surgiu durante uma sessão de surfe no Brasil – Bastian e o seu amigo Pedro Moura, suíço de 30 anos, que também faz parte da equipe Waved, tem o objetivo de poder apoiar mais escolas no futuro, no Panamá, e potencialmente também em outros países onde a educação precisa de um apoio adicional e surfistas possam fazer a diferença.

 

“Acabamos de terminar o primeiro grande projeto de infraestrutura onde colocamos mais luz na sala de aula de Los Destiladeros e já estamos em conversa com o Ministério para que avançamos na nossa missão de surfe educativa na América Latina”, diz o alemão, que passou os últimos três anos morando em São Paulo, onde ele também começou a surfar.

Graças a seu amigo e surfista, Floriano Sales, Bastian foi introduzido para o surfe e se apaixonou pelo esporte. “Um dia, Flores me chamou para surfar com ele. Saímos num sábado da madrugada para a Riviera de São Lourenco, litoral norte de São Paulo. O Flores me prestou uma lycra de surfe, a bermuda, a prancha de long e até tinha levado comida para mim”. Até hoje Bastian fala que foi graças a esse encontro com a comunidade do surfe brasileiro que ele começou a se perguntar como combinar o surfe com uma iniciativa social.

“O Brasil sempre terá um pedaço grande no meu coração e se tiver a ajuda do Ministério de Educação local e das empresas de surfe, seria uma honra também poder apoiar os jovens brasileiros”, respondeu Bastian, quando perguntado se o Waved pode ser trazido ao Brasil.

”O sonho dos dois amigos que estudaram juntos na Europa é a participação de Waved numa competição da World Surf League (WSL), onde os melhores surfistas do mundo mesmo possam experimentar a sensação de ter surfado para uma boa causa, uma iniciativa onde todos os participantes ganham.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)