Petrobras Feminino

Potiguares levantam torcida

Krisna de Souza é destaque na primeira etapa do Circuito Petrobras de Surf Feminino. Foto arquivo: Rick Werneck.

Um duelo caseiro promete esquentar ainda mais a briga pelo título da primeira etapa do Circuito Petrobras de Surfe Feminino, que termina neste domingo na praia da Ponta Negra, em Natal (RN).

 

No ano passado, a potiguar Givanilta Ferreira surpreendeu favoritas e chegou à final, ficando em quarto lugar. Sua conterrânea, Krisna de Souza, foi mais longe, farantindo o vice-campeonato.

 

As duas dividem a mesma bateria da segunda fase da categoria Profissional, juntamente com a experiente cearense Tita Tavares e a catarinense Juliana Quint.

 

As disputas começam às 8:30 horas e poderão ser acompanhadas ao vivo pela site Ehlas, onde também é possível encontrar os resultados de todas as categorias. Válido pela divisão de acesso ao SuperSurf, o Circuito Petrobras distribui, a cada etapa, R$ 15 mil para as profissionais.

 

“É uma bateria muito forte e complicada, porque todas conhecem bem esse tipo de onda. Acho que a torcida local vai ficar meio dividida, mas eu treinei bastante e estou bem preparada. Fiz até uma prancha especial para competir aqui em Natal”, disse Krisna.

 

Para oferecer uma melhor condição para as principais competidoras, a organização decidiu passar as disputas da segunda fase para este domingo. Se a favorita Diana Cristina segue concentrada para tentar conquistar a coroa do circuito pela terceira vez consecutiva, a catarinense Bárbara Muller já comemora o fato de estar entre as grandes em sua primeira competição na profissional. Ela também se destacou na Open e ainda disputou a Júnior.  

 

“Eu sou amadora ainda, e desde pequenininha queria competir com aquelas que são ídolos para mim. Eu sempre quis ser igual a qualquer uma delas e agora estou aqui. Minha bateria mais parece uma final. Estou procurando não ficar nervosa”, brinca Bárbara, de 17 anos.
 
Além de acompanhar as manobras das meninas, o público presente pode participar de eventos paralelos que rolaram na areia. O sábado foi dedicado à campanha sobre exploração sexual infanto-juvenil, com debates e esquete teatral, e também à campanha pelo uso de fibras naturais, através da realização de oficinas.

 

Com o patrocínio da Petrobras, o Circuito tem a GOL Linhas Aéreas Inteligentes como transportadora oficial e conta com o apoio da Roxy Acessórios, Revista Ehlas, Prefeitura de Natal, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Marcha Mundial das Mulheres Católicas pelo Direito de Decidir, Abrasp, CBS, Federação Norteriograndense de Surfe, Associação de Surfe de Natal, Sindifibras, Ministério do Esporte, Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres.

Segunda fase profissional

 

1 Suelen Naraísa (SP), Taís de Almeida (RJ), Cláudia Gonçalves (SP) e Bárbara Muller (SC)
2 Diana Cristina (PB), Luana Coutinho (SP), Bruna Queiroz (SP) e Chantalla Furlaneto (SC)
3 Krisna de Souza (RN), Tita Tavares (CE), Givanilta Ferreira (RN) e Juliana Quint (SC)
4 Gabriela Teixeira (RJ), Andréa Lopes (RJ), Camila Cássia (SP) e Natali Paola (SP)

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)