Piu Pereira busca a evolução

#O santista Piu Pereira tem a marca dos determinados. Após fechar o ano de 2001 fora da elite de surf brasileiro (ele perdeu várias posições e terminou ficando fora dos top 15 do Super Trials), ele não se abala. ?Vou passar uma borracha no ano de 2001 e vou começar tudo de novo?, diz o surfista.

Piu viveu de perto um momento rico do surf brasileiro. Quando o mercado abriu os olhos para os fenômenos Fábio Gouveia e Teco Padaratz, lá estava Piu batalhando seu lugar, correndo circuito e bebendo da sedutora água do sucesso.

Lembro-me até hoje de uma foto dele dando autógrafos em alguma praia na Espanha ou em algum outro país na perna européia. Seu rosto demonstrava puro êxtase.

Passaram-se 12 anos de dedicação ao surf profissional e Piu ainda é o Píu Pereira. Um cara discreto, capaz de realizar performances desconcertantes no free surf, como as que presenciei no verão passado na Guarda do Embaú, e sempre com um jeito calado e discreto.

Quase que usando seu surf polido e radical como forma de se anunciar a que veio.
Questionado se ainda sente motivação em competir, Piu revela que ainda se considera motivado mas que não tem planos de retornar ao Circuito Mundial.

Como ele mesmo diz: ?hoje 50% da minha cabeça é surf competição e 50% é free surf?, diz.

Sempre usando pranchas Joca Secco e com o patrocínio da Natural Art, o atleta correu oito das 11 etapas do Super Trials nesse ano, arrancou um nono lugar na etapa de Imbituba do Super Surf, mas morreu na praia e fechando o ano fora da lista dos tops dos dois circuitos.

Ao olhar para trás na sua carreira de surfista profissional, entretanto, Piu não se arrepende de nada.?Se tivesse que começar tudo de novo, faria da mesma forma. A única diferença é que hoje o surf tem muito mais estrutura do que quando caí na estrada?

Quanto ao futuro, Piu demonstra seu otimismo ? O mais importante para mim hoje é estar sempre aprendendo, sempre aprimorando. Não dá para se acomodar?, conclui.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.