Celso Tegon

Pelo mundo com a família

Atualmente, estou viajando com minha família, mulher e dois filhos. Iremos viajar por 2 anos e já estamos há 10 meses na estrada e, só nesse período, ficamos 2 meses na Nova Zelândia, 6 meses na Austrália, 1 mês no Sri Lanka e 2 meses na Indonésia, e agora permaneceremos até fevereiro na Indonésia e, em seguida, talvez partiremos para o Havaí.

Em nossa passagem pela Nova Zelândia, percorremos duas ilhas, onde peguei as melhores ondas da trip nos picos de Kaikoura, Taranaki, Raglan e Gisborne. Sério, nunca imaginei que tivesse tanta onda boa por lá.

Da NZ, fomos para a Austrália, onde passamos duas semanas em Dee Way, até comprarmos um carro na casa de um grande amigo e subirmos em direção a Noosa Heads. Isso rolou em janeiro, uma semana antes do CT em Snapper Rocks, quando deu muita onda na região após a entrada de um ciclone. O fenômeno fez até quebrar um pico bizarro local, uma espécie de Desert Point, só que para a direita. Uma das ondas que mais gostei na região foi Angourie. 

 

De Noosa Heads voltamos para o sul e atravessamos o deserto da Austrália pelo Nulabbor, passamos por Bells, em South Austrália, pegamos Cactus, um pico irado mais com muitos tubarões, passamos por Esperance, outro lugar mágico, e também Albany e Denmark, onde pegamos umas ondas legais, até chegarmos em Margaret River, onde ficamos um mês. O lugar é irado demais, já conhecíamos pois em 1995, há 20 anos atrás, haviámos morado por lá um ano. O lugar cresceu, mas continua irado e foi a primeira vez na trip que tirei minha 9 pés da capa. 

De lá, seguimos para o Norte, onde surfamos as ondas da região de Kalberri, Carnarvon, Bluff e Gnaraloo que, pra mim, é onde estão as melhores ondas do mundo. Durante a viagem na Austrália, ficamos os 6 meses morando dentro do carro, era um campervan com cozinha e cama.

 

Já no Sri Lanka, outro lugar irado, tem umas ondas boas na East Coast, que foi para onde fomos, já que, naquela época, é onde quebravam as ondas. Adoramos. Muita diversão, natureza e vida selvagem incrivel.

Agora, estamos na Indonésia, onde vamos ficar por pelo 6 meses. Colocamos as crianças numa escola internacional e ficaremos em Bali nesse período, nos preparando para as próximas viagens. Retorno para o Brasi em outubro de 2017, mês em que acaba o arrendamento da pousada da nossa família em Imbituba (SC).

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)