Campeão, saiu da pobreza extrema e conseguiu um lugar ao sol. Olimpinho foi campeão brasileiro de longboard profissional em 1999, antes até passou pela pranchinha, mas se firmou entre os maiores nomes do longboard mundial. Competidor, e uma pessoa muito gente boa, querido por todos, estampava um sorriso largo no rosto a todo o momento.
Olímpio Batista tinha um surfe poderoso, batidas e rasgadas fortes. O mais interessante eram as características de suas pranchas. Moldadas através de um modelo do shaper australiano Mc Tavish, elas eram realmente largas e com muita espessura. Uma vez ele emprestou uma delas para eu dar uma caída, e rapaz… posso te dizer que Olimpinho fazia mágica. Eu não consegui fazer um terço do que ele fazia com aquela prancha. Ele literalmente “quebrava” as ondas, surfava bem ondas com tamanho e as pequenas também.
Olimpinho foi meu parceiro em diversas viagens de competição, a última foi em 2004 para o Biarritz Surf Festival. E depois disso, sempre me ligava, pilhado, para viajarmos em novas competições, mas o meu foco já estava mudando e por isso eu já não participava tanto das competições. Mas, lembro do meu pai, que nos encontrava nas partidas e chegadas dos aeroportos, dizendo: “Aquele cara é gente boa.” Em 2006, recebi a notícia do seu falecimento, trágico. Ele foi assassinado na região de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, cidade que o acolheu desde os anos 90.
O video “Olimpinho o eterno campeão” fez parte do documentário “Na Real” que eu lancei em 2002. Entre tantas homenagens que Olimpinho recebeu, essa é mais uma e de um amigo.