Seca na Laje

O sopro da Jagua

Na última quinta-feira, na expectativa de surfar as ondas da Laje da Jagua, Jaguaruna (SC), a equipe da Atow-Inj (Associação de Tow In de Jaguaruna) armou mais uma barca até o pico. 

 

Um swell de Leste chegou à região Sul do Brasil e reúniu os surfistas André Paulista, Plínio Cruz, Carlos Piri e Thiago Jacaré. Michel Knochenhauer, surfista das antigas e ex-veranista da Jagua, também estava presente e presenciou pela primeira vez a Laje quebrando.

 

O swell, que já não era dos melhores, perdeu muita intensidade no período, devido ao forte vento Leste que soprou a noite inteira. Mas laje é laje e vale sempre a pena acreditar.

 

Quando chegaram ao pico, os surfistas se depararam com uma bancada totalmente seca, com pedras aflorando em boa parte das ondas. Para não deixar barato, surfaram algumas ondas e voltaram para curtir as ondas no beach break da praia da Jagua, localizada na costa.

 

O vento terral cooperou o dia inteiro e a galera aproveitou para esticar os braços e voar alto para as lentes do fotógrafo Lucas Barnis.

 

“Já surfei vários picos com fundo de pedra pelo mundo afora, mas fiquei impressionado com o nível da onda da Laje. Além do alto conhecimento que se deve ter antes de surfar, a bancada assusta muito. Percebi que lá o filho grita e a mãe não vê nunca”, afirma Michel Knochenhauer, que passou os últimos cinco anos fora do Brasil.

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