Alguns estreantes do ASP World Tour tiveram um dia de sorte nesta seugnda-feira (13/7) em Jeffreys Bay, África do Sul, onde rolou a primeira fase do Billabong Pro.
A direção de prova optou pelo novo formato de competição, no qual as baterias já acontecem homem-a-homem na primeira fase e quem perde está fora.
As geladas direitas do pico atingiram seu ápice com até 2 metros na maré seca, mas deixaram a desejar na maré cheia, quando tornaram-se pequenas e demoradas.
O primeiro estreante a se dar bem foi o australiano Nic Muscroft, que não deu chances ao seu conterrâneo Josh Kerr e venceu por 15.17 a 9.37.
“Em casa, eu surfei muito a onda de Winkipop para me preparar para este evento. A onda daqui é muito bonita e desafiadora. Com o acúmulo de areia no fundo ela está muito rápida, mas senti que meu ritmo está bom e esperamos que as ondas continuem”, deseja Nic Muscroft, de 26 anos.
O novato havaiano Kekoa Bacalso também não teve trabalho para derrotar o local Ryan Payne. Ele venceu o confronto por 15.83 a 11.00.
“Não está nada fácil lá fora com o frio e a longa remada para voltar ao pico. Sem o auxílio do jet-ski a remada tem que ser maciça e a água congelante dificulta bastante, mas as ondas daqui são insanas. Quando você entra nela, tudo que pode ver é uma grande parede à sua frente para começar a detonar. Espero que as ondas continuem assim divertidas nos próximos dois dias”, declara o havaiano de 23 anos.
“Mesmo com alguns altos e baixos estou tendo um ano bom até agora, mas nem penso em ser o estreante do ano. Com certeza isto seria excitante, mas agora estou focado apenas em me reclassificar para a elite e me concentrar a cada bateria. Espero que eu possa passar mais algumas baterias neste evento”, diz Kekoa Bacalso.
O estreante taitiano Michel Bourez também se deu bem. Ele despachou o basco Aritz Aranburu, autor da melhor nota do evento (8.83), em uma bateria muito disputada, com placar final de 14.33 a 13.83.
“Apesar da boa pontuação fiquei um pouco frustrado por não encontrar um bom tubo. No final da bateria eu precisava dos pontos e uma boa da série entrou. Algo me dizia para eu não procurar o tubo. Então me foquei nas manobras e finalizei com um bom floater. Estou amarradão por ter passado e espero obter um bom resultado aqui”, comemora Michel Bourez.

