Imbituba

Unidos contra os granéis líquidos

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Integrantes da “Fora Catallini” juntos com o prefeito eleito de Imbituba, Rosevaldo Júnior, logo depois da reunião do Conselho de Turismo. Foto: Divulgação.

Com o intuito de frear a instalação de uma empresa de granéis líquidos que tenta instalar-se em Imbituba (SC), um movimento intitulado “Fora Cattalini” nasceu da união dos moradores da cidade, conhecida por sua natureza ainda intacta, praias e ondas perfeitas.

O movimento, formado por jovens – alguns adolescentes – pouco antes das eleições municipais em Imbituba, se reuniu logo depois do anúncio de uma audiência pública relâmpago marcada no dia 5 de setembro, para discustir o RIMA – Relatório de Impacto Ambiental – necessário para instalação definitiva da empresa.

Hoje, o grupo já conta com o apoio da OAB – Ordem dos advogados do Brasil – de Imbituba, órgãos como o OSIMB – Observatórios Social de Imbituba -, de representantes de várias entidades sociais, da nova gestão municipal eleita em 2 de outubro, além do envolvimento de empresários, políticos e lideres de diversas entidades. Nos últimos dias, o “Fora Cattalini” tem conquistado cada vez mais força e representatividade na cidade, todos contrários à degradação ambiental e outros perigos que a empresa pode ocasionar, ante a criação de alguns empregos e de um certo aumento da economia local. 

No último dia 26 de outubro, representantes do movimento participaram de uma reunião do Conselho de Turismo da cidade, com a presença do Prefeito eleito em Imbituba nas últimas eleições municipais, Rosenvaldo Júnior, que reafirmou seu compromisso assumido com o “Fora Cattalini”, ainda durante o último pleito eleitoral. Toda esta preocupação do movimento se julga válida, já que há fortes indícios de que a empresa paranaense, que já tem um endereço oficial na cidade desde 2014, teria sérias intenções de se instalar no município, e que a indicação do Governo Estadual, que hoje detém a concessão portuária do município, queira fazer valer sua posição de crescimento em movimentações já questionadas pela população, como o coque e grãos.

Embasamento – Toda a discussão é baseada em informações colhidas sobre a empresa paranaense Cattalini Terminais Marítimos, uma das empresas com o maior parque de tanques para cargas líquidas da América Latina, e que, segundo o movimento, são responsáveis por dois dos maiores desastres ambientais e sociais já ocorridos em território nacional: um na cidade de Paranaguá (PR) e outro na cidade de Santos (SP).

Ações de conscientização – Entre as ações do movimento, destacam-se os grupos formados nas redes sociais, reuniões formais e informais de conscientização da população sobre os riscos da instalação desta empresa, até eventos sociais, como o que está programado o dia 12 de novembro, a partir da 14 horas, em Imbituba, uma pedalada de conscientização mostrando que muitos são contra a instalação da empresa na cidade.

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