Os dois atletas mais badalados da nova geração mundial se enfrentaram nesta segunda-feira e a galera foi ao delírio com o duelo entre o brasileiro Gabriel Medina e o havaiano John John Florence no round 3 do Billabong Pro Tahiti 2015, sétima etapa do Championship Tour da World Surf League (WSL).
Em ondas de 1,5 metro e séries demoradas, Medina conseguiu uma virada sensacional e venceu o rival por 19.00 a 18.84 pontos no duelo mais eletrizante da prova.
Gabriel Medina largou na frente com nota 9,07. John John Florence ficou entocado para responder com 9,57 e ampliou o somatório com 9,07, mesma nota que Medina recebeu na onda seguinte.
O atual campeão mundial e defensor do título da etapa não se abalou e lutou muito para virar. Depois de muitas tentativas, Medina chegou perto com 9.27 e finalmente conseguiu a virada com 9.73. A essa altura, ele já precisava de 9.57, já que o havaiano havia trocado sua segunda melhor nota por 9.27.O brasileiro começou melhor, botando pressão no adversário com uma nota 9.07. Depois de obter 7.77, John John cresceu na bateria e mostrou muita categoria nos tubos para descolar 9.57 e 9.07.
“Estava muito instigado antes da bateria e meio que assustado também. John John é um dos melhores aqui e é o meu surfista favorito. Foi uma boa batalha e nós conseguimos algumas notas 9. Estou amarradão por entubar, as ondas estavam iradas e é ótimo passar mais uma bateria. Sabia que seria uma bateria dura e o meu pai falou para eu não me preocupar em relação às notas, apenas focar e seguir fazendo o que estava fazendo. É bom passar baterias de novo depois de muitas perdas no início do ano. Adoro esta onda e estou buscando um bom resultado aqui”, comemora Medina.
John John Florence também falou sobre o confronto: “Foi uma bateria divertida e com muitas viradas. Sigo pegando aquelas baterias em que estou fazendo as notas mais altas, mas não consigo vencer no fim, especialmente no Tahiti. Estou me sentindo confiante, pois fiz tudo o que podia. Tenho certeza de que o meu caminho vai se encaixar em breve e estou empolgado para quando isso acontecer”, diz o havaiano.
Também estão garantidos na quarta fase os brasileiros Filipe Toledo, Italo Ferreira, Bruno Santos e Wiggolly Dantas.
Na primeira bateria do dia, Filipe Toledo mandou bem na escolha de ondas e derrotou o californiano Brett Simpson por 16.97 a 12.50.
“Na minha bateria anterior acho que eu não estava no lugar certo. Nesta bateria eu tentei ficar mais profundo, mas caí nas primeiras ondas, então tentei ir mais devagar. Finalmente eu sinto que estou no Tahiti – o sol apareceu e peguei alguns tubos. Estou tentando curtir aproveitar as coisas, me divertir e não pensar muito em título mundial”, revela Filipe.
Na quarta bateria, Italo Ferreira teve paciência para esperar pelos melhores tubos e conseguiu eliminar o amigo e conterrâneo Jadson André por 16.10 a 9.83.
Atual líder do ranking, Adriano de Souza enfrentou o compatriota Bruno Santos, que garantiu a vaga no evento depois de ser o vice-campeão da triagem.
Dono de um talento incrível na arte de entubar, Bruninho comandou as ações e venceu “Mineirinho” com notas 8.43 e 7.77, contra 8.10 e 5.60 do adversário, que corre sério risco de perder a liderança do ranking.
“Estava muito empolgado e foi uma bateria incrível. Estou muito feliz agora, mas triste ao mesmo tempo porque Adriano é um grande amigo meu e quero vê-lo com o título no fim do ano. Quero ir bem aqui também e avançar algumas baterias, então é bom estar no round 4 porque tenho a chance de ir direto às quartas. Estou ansioso para tentar o meu melhor nas melhores condições”, diz Bruninho.
Para a alegria de Adriano, o vice-líder Mick Fanning foi barrado logo em seguida pelo basco Aritz Aranburu, autor de 15.17, contra apenas 6.67 de Mick.
Também estão na cola de Adriano o australiano Julian Wilson (3o) e o brasileiro Filipe Toledo, quarto. Julian vai enfrentar o norte-americano CJ Hobgood na última bateria da terceira fase, enquanto Filipinho já está classificado ao round 4.
Na oitava bateria da terceira fase, Wiggolly Dantas encarou o australiano Matt Wilkinson e não deu mole. Com uma boa performance, Guigui arrancou 8.50 na melhor onda e deixou o aussie em situação complicar.
Para dificultar ainda mais as pretensões de Wilko, o brasileiro mandou 8.33 e deixou o adversário precisando de uma combinação de notas no total de 16.84.
Ao término do duelo, a direção da World Surf League (WSL) optou por paralisar as disputas e promover uma nova chamada às 14:30 horas desta terça-feira (horário de Brasília).
Faltam quatro baterias para o término da terceira fase.
Confira mais detalhes em nossas próximas atualizações.
Baterias pendentes do round 3
9 Josh Kerr (Aus) x Adrian Buchan (Aus)
10 Kelly Slater (EUA) x Sebastian Zietz (Haw)
11 Jeremy Flores (Fra) x Joel Parkinson (Aus)
12 Julian Wilson (Aus) x C.J. Hobgood (EUA)
Round 4
1 Filipe Toledo (Bra), Kai Otton (Aus) e Owen Wright (Aus)
2 Italo Ferreira (Bra), Gabriel Medina (Bra) e Bruno Santos (Bra)
3 Aritz Aranburu (Esp), Wiggolly Dantas (Bra) e um classificado da fase anterior
Veja a onda da virada de Gabriel Medina