Com outra bela atuação em Jeffreys Bay, o brasileiro Gabriel Medina bateu o australiano Mick Fanning e avançou às semifinais do Corona Open J-Bay, sexta etapa do Championship Tour 2017.
Em ondas de até 1,5 metro e séries bastante demoradas, o duelo chegou a ser paralisado devido à presença de um grande tubarão. A equipe de resgate monitorou o animal até que se ele distanciasse da praia, e então a WSL mandou os atletas de volta ao pico.
Surfando de forma agressiva, Medina abriu vantagem com 7.17, aumentou o placar com 8.50 e disparou na liderança com 8.90.
Defensor do título da prova, Mick teve dificuldade para entrar em sintonia com as poucas séries e ainda acabou errando algumas manobras, tornando-se presa fácil para o brasileiro, que administrou o resultado com tranquilidade.
“Estou muito feliz por eles nos tirarem da água, mas eu me senti realmente seguro lá com os jets, os drones e o avião, então foi uma decisão fácil voltar para a água”, disse Fanning. “Tivemos um início devagar na bateria e cometi alguns erros, mas Gabe (Medina) está surfando muito bem no momento, então foi uma bateria difícil. Contudo, foi um campeonato muito incrível. Eu acho que o melhor do surfe, para ver quantas notas saíram. O que mais poderia acontecer aqui?”, finalizou Mick.
Na semifinal, Medina enfrenta o português Frederico Morais, que derrotou o havaiano John John Florence em uma bateria espetacular.
John John vencia a bateria com folga, somando 9.00 e 9.10, até o adversário entrar na briga com 9.77.
Faltando cerca de seis minutos para o término, o havaiano usou a prioridade e aumentou um pouco vantagem ao obter 9.10.
Porém, a pouco mais de dois minutos para acabar a bateria, uma série surgiu no outside e Frederico foi fatal na primeira onda, arrancando nota 10 dos juízes e vencendo a batalha por 19.77 a 18.67 pontos.
Na semifinal, o português tenta manter um bom retrospecto diante do brasileiro Gabriel Medina. Eles já se enfrentaram este ano em Bells Beach, Austrália, e Frederico levou a melhor com uma bela atuação. O português também derrotou o brasileiro no ano passado, numa bateria válida pela primeira fase da etapa em Peniche, Portugal.
Além de Medina, Filipe Toledo também está na briga pelo título em Jeffreys. Filipinho já descolou duas notas 10 na competição, uma delas nesta quarta-feira. O brazuca vai encarar o sul-africano Jordy Smith – autor de três notas máximas – nas quartas de final da prova.
“O vento estava muito bom para os aéreos“, disse Toledo, que mandou dois voos na mesma onda em que arrancou nota máxima. “É muito difícil surfar quando o vento está assim, então eu decidi voar e funcionou muito bem. As ondas estão bombando hoje, então foi muito divertido e estou pronto para as quartas de final”.
Como as condições do mar pioraram depois da quinta fase, a WSL optou por paralisar a prova ao término do segundo confronto das quartas.
A próxima chamada acontece na madrugada desta quinta-feira, às 2:30h (horário de Brasília), e a expectativa é de que uma ondulação pesada chegue a J-Bay, levando ondas de 8 a 12 pés. Caso as condições estejam fora de controle, a WSL deve aguardar a ondulação se alinhar. A janela de espera vai até o dia 23 deste mês.
Veja Medina em ação
Baterias pendentes das quartas de final
3 Filipe Toledo (BRA) x Jordy Smith (AFR)
4 Mat Wilkinson (AUS) x Julian Wilson (AUS)
Semifinal já definida
1 Gabriel Medina (BRA) x Frederico Morais (POR)