Malik Joyeux

Malik Joyeux

O taitiano feliz.

Como a vida poderia ser melhor? Se esta pergunta fosse feita para o jovem taitiano de 25 anos de idade Malik Joyeux, ficaria sem resposta. Destemido, talentoso e, ao mesmo tempo, humilde, Malik não era o tipo do cara que ficava se gabando de seus feitos nas ondas, ainda que estes fossem absolutamente extraordinários. Suas perfomances de tow in em Teahupoo, na companhia de seu parceiro Manoa Drollet, onde eram considerados a melhor dupla, marcaram para sempre a história do pico e conquistaram para os dois a admiração de surfistas no mundo inteiro.

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Malik Joyeux deixa um lugar vazio no line up de Teahupoo, mas as imagens de suas performances na temida onda taitiana ficaram eternizadas para sempre em imagens como está. Foto: Reprodução. 

Em filmagens que rodaram o planeta, era possível comprovar o quanto Malik podia resistir às vacas mais cabulosas imagináveis, para depois voltar ao outside disposto a colocar sua vida em jogo novamente, como se estivesse apenas dando um passeio no parque. A impressão para quem assistia àquelas cenas é de que o diminuto surfista, de aparência frágil, especialmente diante da magnitude aterradora dos lips turbinados passando sobre sua cabeça, deveria estar sendo protegido por alguma força oculta para poder sobreviver a tanta punição nas entranhas de Teahupoo. Impressão esta que, para tristeza geral da comunidade global de surfistas, seria comprovada como falsa em 2 de dezembro de 2005, quando ele sucumbiu em Pipeline, surfando ondas que pareciam verdadeiras marolas comparadas às que ele estava acostumado a enfrentar no Tahiti.

Naquele dia descobriu-se que Malik era um mortal como qualquer outro, sujeito a se afogar durante um caldo, que nem pareceu tão violento. Realmente o mar não passava de oito pés, mas como testemunhou seu parceiro Manoa, que se encontrava a poucos metros dele no momento do incidente, Malik não conseguiu respirar antes de ser atingido pelo lip da onda seguinte e desapareceu para ser encontrado apenas longos nove minutos depois, já sem vida. Joyeux significa feliz em francês, e nas palavras de Manoa, não poderia haver nome mais adequado para Malik. O consolo que fica é que ele viveu feliz.

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