Muito além do tempo

Muito além do tempo

Em busca de ondas perfeitas e do clima de descoberta dos tempos românticos do surf, um grupo formado pelos surfistas Grant “Twiggy” Baker, Greg Long, Laurie Towner e Fergal Smith desbravou a inóspita costa de Madagascar, um dos países menos acessíveis do mundo, pela primeira vez durante a temporada de ciclones na região. 

Por Grant “Twiggy” Baker

(Texto publicado na edição 331, de maio de 2013)

Desde o começo sabíamos que isso não seria um passeio no parque, e estávamos preparados para uma missão infernal, mas dois pontos sempre voltavam à tona:Estávamos chegando ao fim das nossas provisões. Água potável era escassa. Estávamos a dias de distância da civilização em um dos cantos mais remotos de um dos países menos acessíveis do mundo, e um ciclone estava a poucas horas de chegar à costa. Não tínhamos nenhum plano de fuga. Nosso barco, o Blue Fin, só tinha combustível suficiente para nos levar até o horizonte antes que, inevitavelmente, o ciclone nos enxotasse de volta à costa. O vilarejo no qual estávamos ancorados, se é que se pode chamar aquele terrível amontoado de madeira de vilarejo, tinha muito pouco a oferecer em relação a abrigo ou suprimentos. A equipe olhava para mim em busca de respostas. Para mim, porque isso tinha sido ideia minha. Eu fui o “agente de turismo” daquela expedição condenada. Tinha nos colocado naquela situação e era o responsável por nos tirar dela. Mas eu não tinha respostas. Se tivessem me perguntado mais uma vez, eu teria dito, ou quem sabe gritado com eles através da chuva que caía, que estávamos ferrados. Acabados. A viagem tinha acabado antes mesmo de pegarmos uma onda. Madagascar manteria novamente seu tesouro em segredo.

670x447

A chegada de um ciclone trouxe chuvas pesadas, além do tão esperado swell. Foto: Alan Van Gysen. 

1 – Estávamos indo para uma área em que nenhum marinheiro experiente consideraria se aventurar, a costa leste de Madagascar em março, durante a alta temporada dos ciclones, uma área que nunca tinha sido surfada ou mesmo checada com a intenção de surfar durante os meses bons de swell.

2 – O local também é conhecido por ter a maior concentração de tubarões do mundo, muitas bocas de rio e uma das maiores porcentagens anuais de chuvas do planeta. E, para completar, o ciclone Benziga tinha atingido a costa havia apenas sete dias, deixando a água marrom e espalhando troncos do tamanho de casas pelos line-ups. Depois de tudo isso, como se já não tivéssemos obstáculos suficientes à nossa frente, tomamos uma decisão muito errada. Nosso lento barco de carga, carregado com nossas roupas, suprimentos, combustível e acessórios para nosso conforto, não conseguiria viajar para o norte no clima terrível em que nos encontrávamos. Contra a vontade do capitão, deixamos aquele barco para trás. Nossa decisão foi baseada no fato de termos pouco tempo para encontrar um bom abrigo antes que o próximo ciclone nos impedisse de chegar ao nosso destino, 160 quilômetros ao norte.

Nosso capitão nos avisou que aquilo era uma má ideia. Ele pretendia ficar no sul com o barco de carga, mas estávamos famintos por surf e convencidos de que os ventos de sul fora de época seriam terral. Terminou com a gente pedindo e implorando, e ele  cedendo quando finalmente o fizemos entender que ficarmos parados vendo passar o melhor swell da viagem basicamente nos levaria a um estado catatônico de desespero.

Então partimos, cheios de abandono juvenil e sonhos de encontrar nosso próprio tesouro naquela notória área de caça pirata. E foi assim que então tudo veio abaixo. Estávamos procurando ondas e uma aventura intensa e real, e encontramos as duas coisas. Mas descobrimos que coragem e realidade não são tão glamorosas como as pessoas pensam. 

(Continua na página 02)##

Chegando ao Porto do Clitóris 

670x447

Madagascar. Foto: Alan Van Gysen. 

A gênese desta expedição foi o rompimento do meu ligamento cruzado anterior, seguido da cirurgia no joelho e do diagnóstico de seis meses sem surf. Troque o surf ininterrupto e as viagens por um árduo programa de reabilitação e você terá muito tempo para pensar na vida.

Mentalmente eu não estava bem. A temporada maciça do El Niño e o fato de termos driblado a morte inúmeras vezes nos meses anteriores, combinados com o falecimento do meu bom amigo Noel Robinson, me deixaram pronto para trocar tamanho por um pouco de perfeição vazia. Estava na hora de surfar ondas que ninguém tinha visto antes. Entre uma sessão e outra de fisioterapia, procurava no Google Earth por picos vazios do continente Africano.

A ilha-nação de Madagascar se encaixava perfeitamente em meu critério. Sua linha costeira remota e inacessível ficava de frente para os pesados swells de ciclone da Índia. Durante 20 anos eu assisti a Madagascar bloquear swell atrás de swell, impedindo-os de chegar à minha amada costa sul-africana. Pensei que já era hora de ir ver o que exatamente aquelas tempestades faziam por lá. Depois de checar os mapas, descobri uma extensão de terra de 160 quilômetros de costa com vários tipos de configurações que recebiam de frente aquela janela sazonal de swell. A semente tinha brotado antes mesmo de criar raízes.

O meu plano era filmar um documentário a respeito do que é preciso para encontrar uma nova zona de ondas de nível mundial nesta era de filmes com orçamentos milionários e alta tecnologia. Queria provar que ainda podíamos fazer algo genuíno, corajoso e real, voltando aos tempos românticos de quando os pioneiros do surf usavam barcos locais, acampavam nas ilhas e esperavam os swells aparecerem nos reefs que tinham descoberto, sem telefone, e-mail ou previsões de tempo na internet.

Madagascar está tão perto daquela época romântica quanto qualquer outro lugar no mundo. Com infraestrutura precária, havia um risco baixo de que caíssemos em uma vida de luxo nessa viagem. O país é tão subdesenvolvido que as estradas são consideradas artigos de luxo na maioria das regiões. Também é importante entender que Madagascar, apesar de ter algumas semelhanças com a África, e outras com a Índia, culturalmente é mais próxima da Indonésia. Mas, em vez de trazer preconceitos aqui, é melhor deixar o lugar falar por si, simplesmente porque é diferente de qualquer lugar no mundo. Há pelo menos 18 grupos culturais distintos, que são mais ou menos separados por diferenças raciais que remetem às migrações indonésias, além das influências africanas, árabes e indianas.

670x447

O grupo na capital, Antananarivo. Foto: Alan Van Gysen. 

Na capital planáltica, Antananarivo (onde estou enquanto escrevo este texto), o povo merina se parece com os indonésios, apesar de a ligação estar um pouco ofuscada depois de 12 séculos de separação. Enquanto caminho pelas ruas quentes, às vezes preciso olhar duas vezes, pois as pessoas se parecem muito com as de Sumba, em Nusa Tengara, na Indonésia. Essas duas populações têm tanto em comum agora quanto os habitantes do sudoeste asiático e os de cultura austronésia da Polinésia e Melanésia, ou do peruano comum com o espanhol. Estão distantes anos-luz no espaço e no tempo. Mas é verdade que existem similaridades em suas crenças, práticas, línguas e raças.

A palavra “malgaxe” serve para várias finalidades. É um adjetivo para coisas “madagascarianas”; é o nome da língua e também do povo de lá. O malgaxe pertence à família das línguas austronésias, estando ligada ao malaio, ao bahasa, ao indonésio e às línguas de Fiji e da Polinésia. Fiquei surpreso em saber que no dialeto nortista malgaxe, a palavra para “oi” é “bula”, exatamente igual a Fiji.

As estruturas de crenças mais fortes do povo malgaxe estão ligadas aos seus ancestrais, que continuam a influenciar na estrutura familiar atual, e cuja exumação e novo enterro, de seis a dez anos após sua morte, é uma feliz expressão de amor, lembrança e senso de comunidade. Os monumentos em forma de pilar em homenagem aos mortos são tão similares aos que vi em Sumba que chega a ser assustador.

O que faz dessas similaridades algo tão incrível é simplesmente o fato do quão difícil deve ter sido para essas culturas e línguas migrarem até aqui. Afinal, alguns membros da nossa equipe, usando todas as tecnologias modernas existentes, demoraram mais de sete dias para chegar aqui. Acho irônico que se possa chegar a qualquer parte do mundo em segundos do seu computador, mas leva uma semana para chegar perto do seu sonho encontrado no Google Earth.

Garantido foi que os últimos três dias de nossa longa viagem foram passados sacudindo a bordo do Blue Fin, desviando de tempestades pesadas. Mas fomos em frente, seguindo para o norte ao longo das linhas costeiras mais remotas de Madagascar. E, para piorar, um vento sul deixava o mar muito agitado, nos forçando a desembarcar e dormir em vilarejos ao longo do caminho, lugares pequenos, malucos e remotos, mas nenhum deles mais intrigante do que o lugar onde nossos suprimentos acabaram, a cidade de Rutsinoria (nome falso), em tradução literal: Porto do Clitóris.

Lar de vários contrabandistas de pau-rosa, essa cidade e as pessoas que vieram nos receber eram pouco confiáveis, para dizer o mínimo. E, quando a tempestade foi se aproximando, logo percebemos que nem o pau-rosa (nem os locais) iria nos proteger e nos alimentar por tempo suficiente para que pudéssemos explorar a área em busca de points que segurassem o swell de ciclone. Olhando para a equipe, não era preciso ser psicólogo para perceber que nossos espíritos estavam completamente derrotados. Foi nesse estado de desespero que nos preparamos para a noite. Então, em algum momento antes do amanhecer, ouvimos uma voz familiar. Contra todas as probabilidades, Sisi, marujo do barco-mãe, que agora estava ancorado próximo de nós, tinha encontrado o caminho para o nosso acampamento. Nossas preces tinham sido atendidas, a salvação tinha chegado. Nossa expedição iria continuar. 

(Continua na página 03)##

Do céu ao inferno 

670x447

Conhecido pela coragem  em picos como Shipstern Bluff, Laurie Towner tem um surf versátil e um repertório completo de manobras progressivas. Foto: Alan Van Gysen. 

Quando o swell começou a surgir nas bancadas de outside, tínhamos encontrado dois ótimos lugares e mais alguns outros que tinham potencial para ficarem épicos em condições mais limpas. Não só tínhamos a chance de pegar ótimas ondas, mas também estávamos acampados em um point break mágico de coral que lembrava Nias antes do Tsunami.

Enquanto a água ia passando de marrom para um agradável verde-escuro, Laurie Towner e Greg Long pegavam uma onda atrás da outra, elevando o nível de performance para um patamar que eu não esperava ver. Até Fergal Smith, que tinha acabado de emergir de cinco meses de frio terrível na Irlanda e tinha se esforçado para se adaptar ao calor sufocante dos trópicos, estava se soltando de backside. Tubos no drop seguidos por duas, três ou quatro manobras progressivas eram o básico. Pensei em quão rápido o surf estava evoluindo e em como, mesmo em um canto remoto do mundo como este, as pessoas surfavam de maneiras novas e excitantes.

670x447

O autor do texto e idealizador da viagem, Grant “Twiggy” Bakes, desfrutando sua recompensa por todo o trabalho e risco apreendidos. Foto: Alan Van Gysen. 

A área provou ser tão rica em ondas que montamos acampamento e surfamos por três dias sem ver nenhum outro ser humano. Finalmente acabamos encontrando um grupo de pescadores locais, que ficou chocado por termos chegado perto da água. De acordo com eles, a boca do rio, que ficava a alguns quilômetros dali, tinha grande atividade de tubarões. Eles nos contaram que colocaram suas redes lá alguns meses atrás e tinham pegado 100 tubarões grandes de várias espécies, incluindo vários tubarões cabeça-chata, ou zambezi, como os chamamos, alguns com mais de 5 metros.

Depois do trabalho que tínhamos tido em achar aquela onda, não íamos deixar uma historinha como aquela nos assustar, então tiramos aquilo da cabeça rapidamente e nos instalamos. Logo sentimos nossa percepção de tempo mudando. Nosso acampamento era uma bênção, instalado nos limites da lagoa, com o swell entrando incessantemente pela bancada com formato perfeito de meia-lua. Surfávamos e pescávamos até a hora de dormir todas as noites. A vida era perfeita e aquilo era como eu imaginava que seria estar no paraíso. Então, no dia de surf mais tranquilo e perfeito, bem quando o sol estava prestes a se por e todos gritavam felizes como crianças travessas, uma série enorme surgiu lá atrás. Nosso capitão, Pierre, em um momento de pânico, achou que estava muito no inside e decidiu ligar o motor e ir em direção à ondulação. O barco explodiu sobre a onda com Sisi, o marujo gente boa e fiel, ainda na popa.

De repente nossas vidas foram confiadas ao caos.

O sorriso de Sisi se transformou em um grito desesperado ao voar 10 metros para o alto e cair direto sobre a borda do barco, arrebentando seu fêmur. Depois ele ficou estirado no deck com o joelho perpendicular ao seu quadril. Soubemos imediatamente que aquela era uma situação séria de risco de morte, então, com a ajuda de todos, fizemos uma tala para a perna dele e o estabilizamos da melhor maneira possível.

Quando a noite caiu, amarramos Sisi em um SUP e saímos às cegas em busca de um médico, um hospital ou mesmo uma cabana para passar a noite. Carregando Sisi em nossos ombros, caminhamos pela praia até chegar na boca do rio que batia com a descrição dada pelos pescadores de tubarões. Não havia tempo de olhar o que havia embaixo d’água. Pulamos e nadamos para levar Sisi ao outro lado usando apenas a luz da lua para nos guiar.

Mais ao longe, logo encontramos um pequeno vilarejo onde tentamos explicar a seriedade da situação para um morador local que tinha um carro. Ele concordou em levar Sisi para um hospital, então o colocamos na van e ficamos olhando enquanto ele sorriu, acenou para nós e desapareceu na escuridão.

No típico estilo de Madagascar, ele não reclamou ou chorou nenhuma vez durante sua provação. 

(Continua na página 04)## 

Motim no paraíso

No dia seguinte ainda havia ondas pequenas e divertidas, com clima perfeito. Mas havia um sentimento de perda em nosso acampamento. Todos andavam como se fossem fantasmas, lembrando os eventos da noite anterior e pensando em como estávamos vulneráveis ali, no meio do nada. O papo de irmos embora mais cedo começou a surgir em nossas conversas. Sussurros começaram a surgir no acampamento como pequenos focos de dissidentes.

Senti que estava sendo deixado de lado nos procedimentos, como um participante alienado do Survivor. Todos sabiam que eu não desistiria antes de a viagem estar completa – mas, caso se juntassem, poderiam fazer um motim. Comecei a ficar ansioso.

Então, nos dias seguintes, as boas notícias começaram a chegar. Sisi tinha sobrevivido e chegado até o médico, que ficou impressionado com nossa tala e com a condição do paciente. Alguns dias depois, soubemos que tinha chegado a Antananarivo e que a operação à qual foi submetido tinha sido um sucesso. Finalmente pudemos relaxar novamente e pensar em um trabalho bem-feito, tendo cuidado da situação com o máximo de conhecimento e habilidades que tínhamos.

Infelizmente o swell tinha diminuído e o nosso point era um pouco mais que um fio de água. Decidimos ir novamente para o sul, nos antecipando a um pulso que podia atingir a costa em alguns dias. Arrumamos as coisas do acampamento e passamos o dia descendo pela costa pescando, batendo papo e checando uma bancada atrás da outra. Achamos lugares de tirar o fôlego. 

670x447

Cenas da inóspita e inexplorada costa de Madagascar. Foto: Alan Van Gysen.
 

Agora a água já estava límpida por completo e os recifes estavam bem claros e definidos. Um por um, fomos observando a costa nos revelar incontáveis locais incríveis. Era incrível, e logo percebemos que seria preciso uns 20 barcos cheios de surfistas, todos trabalhando aquela costa durante uns dez anos, antes de conseguirem começar a desvendar todo o potencial daquela zona. Era reconfortante saber que, por agora, aquela área e muitas outras como ela continuariam por aí, esperando por qualquer pessoa que tenha um orçamento pequeno, tempo para gastar e um sonho.

Encontramos outro point perfeito, uma esquerda dessa vez, com um navio naufragado marcando o ponto de entrada. Havia também outra belíssima praia para acamparmos, então ficamos um pouco por lá e pegamos boas ondas até o tempo mudar novamente e nos forçar a retornar para a civilização. 

Parte II 

Estávamos matando o tempo em um quarto quente de hotel em Antananarivo. Greg e eu tínhamos ficado intrigados com a visão de uma sequência de points de fundo de areia a uns 150 quilômetros ao norte e começamos a fazer planos para ir lá e pegar umas direitas tubulares. Tínhamos a tendência de tomar decisões como aquela baseados puramente nos mapas de swell, sem usar a referência das experiências das últimas semanas ou nossos compromissos em nossos países. Mas dessa vez foi diferente. A decisão de voltar ao norte não foi fácil. Estávamos com as energias minadas e detonados pela última excursão. Mas os mapas tinham ditado as regras e não tínhamos opção a não ser trocar nosso barco por um 4×4 velho. A equipe não estava convencida.

Os garotos pularam do barco irritados. Fergal e Laurie já tinham chegado ao limite. Com a família esperando em casa e o cartão de memória cheio de imagens, nosso fotógrafo Alan também decidiu desistir. Então um dos nossos câmeras, Eldon, também desapareceu junto com nosso capitão Pierre. Agora apenas Greg, o cineasta Jason Hearn e eu iríamos ver até onde aquela estrada para o norte podia nos levar.

670x447

Twiggy relaxando sob a chuva. Foto: Alan Van Gysen. 

Nossa primeira parada foi Amtala, que era o aeroporto mais próximo, o que não queria dizer muito. E ainda tínhamos uma longa distância a percorrer para o norte, pois se perde bastante tempo nas estradas por causa da enorme quantidade de vacas, cabras, galinhas, cães, patos, gansos, policiais e pessoas, que parecem morar sempre a alguns centímetros do meio-fio.

Em Amtala, conseguimos um guia e um motorista. Sorte nossa que o senhor Skarf e Emile provaram ser parceiros indispensáveis para aquela viagem. Com apenas 20 anos, o senhor Skarf, estudante, era a única pessoa que falava inglês da região. E Emile guiava como um homem possuído na região off road mais casca-grossa do planeta. Com esse reforço na equipe, a questão agora era simplesmente seguir com paciência subindo a costa para checar todos os points que tínhamos marcado no mapa. Mas logo descobrimos que aquilo seria ainda mais difícil e complicado do que a viagem de barco. 

Mistura de J-Bay e Skeleton Bay 

670x447

Conhecido pela coragem  em picos como Shipstern Bluff, Laurie Towner tem um surf versátil e um repertório completo de manobras progressivas. Foto: Alan Van Gysen. 

Agora vivendo junto com a população comum, cada um de nós sucumbiu a problemas crônicos de desarranjo intestinal. Também tivemos dificuldade pelo fato de não haver mapas da área, pela chuva torrencial e pelas estradas secundárias no meio da floresta densa, o que nos forçou a checar apenas alguns points durante a maior parte da semana.

A cada dia levávamos o 4×4 o mais longe possível, depois pulávamos em uma moto por algumas horas. Essa parte da jornada foi ao estilo aventureiro, com locais carregando a moto para atravessar riachos, trechos de canoa em rios infestados de crocodilos e até um momento que tivemos que deixar a moto para trás e caminhar devagar pelo meio da floresta.

Depois de sessões regulares em locais que poderíamos batizar com a certeza de que nunca tinham sido surfados, finalmente chegamos a Twig Island (o meu ego predominou aqui) e soubemos que tínhamos encontrado algo especial. Primeiro caminhamos devagar por causa do calor, então aceleramos o passo quando as primeiras linhas entraram na baía. Como em um sonho, assistimos enquanto onda atrás de onda explodia no point. Logo estávamos correndo pelo caminho, gritando em êxtase quando a primeira série quebrou tubular a distância. Era um point mágico de mais ou menos 1,5 quilômetro com fundo de areia e pedra, que parecia uma mistura de J-Bay e Skeleton Bay.

Esse é o tipo de momento para o qual eu vivo. É o que me dá o propósito para ir em frente com minha carreira de surfista. Posso dizer sinceramente, sem exagerar, que não existe sensação igual, a não ser quando você rema forte na primeira onda, desce devagar até a base e se posiciona para um tubo que ficará marcado em sua cabeça pelo resto de sua vida.

Mas o swell que pegamos era fraco, de 6 pés com nove segundos de período. E mesmo assim aquele point incrível deu um jeito de transformá-lo em ondas sólidas, longas e ocas de 2 metros. Ficamos pensando em como seria aquele lugar com os swells consistentes de 10 pés e 14 segundos que chegavam àquela costa durante cada temporada de ciclones. Era o que debatíamos animadamente enquanto esperávamos pelas séries. E foi uma pergunta que seguiu sem resposta enquanto comemos no chão de uma cabana de pescador local, e mais tarde adormecemos em suas frias tábuas de madeira.

(Texto publicado na edição 331, de maio de 2013) 

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.

    Teahupoo mostrou mais uma vez por que é uma das etapas mais aguardadas do Circuito Mundial. Tubos, notas altas, baterias apertadas e eliminações de alguns dos principais nomes da temporada marcaram a sétima parada do Championship Tour 2026, o Outerknown Tahiti Pro. Seth Moniz e Erin Brooks ficaram com os títulos. Para o Brasil, o grande destaque foi Italo Ferreira, que chegou às semifinais e deixou a Polinésia Francesa na liderança do ranking mundial. Primeira vitória de Seth Moniz Seth Moniz viveu em Teahupoo o maior momento de sua carreira no Championship Tour. Em sua sétima temporada na elite, o havaiano conquistou sua primeira vitória no CT ao derrotar Griffin Colapinto na decisão. A campanha foi construída desde o Round 1. No caminho até o título, Seth passou por Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya e Alan Cleland antes de encontrar Italo Ferreira nas semifinais. Depois de superar o brasileiro, derrotou Griffin na decisão. Na final, Seth venceu por 18,17 a 14,67, garantindo o primeiro troféu de sua carreira no CT. O resultado também provocou uma grande mudança em sua temporada: ele saltou 12 posições e chegou ao 19º lugar no ranking. Italo veste a lycra amarela Italo Ferreira chegou ao último dia de competição como principal esperança brasileira e avançou às semifinais ao derrotar Ethan Ewing nas quartas. O potiguar começou a bateria com um tubo para 5,33 e depois encontrou uma onda que rendeu 7,17. Na reta final, ainda conseguiu um 8,33 para fechar a disputa com 15,50 pontos contra 11,94 do australiano. Na semifinal contra Seth Moniz, Italo chegou a abrir boa vantagem. O brasileiro liderava por 12,50 a 5,50, mas o havaiano cresceu na parte final da bateria, recebeu 7,83 e 7,93 e virou o confronto. Seth avançou com 15,76 contra 13,83, enquanto Italo terminou a etapa na terceira colocação. Mesmo eliminado, o saldo do brasileiro foi importante na corrida pelo título mundial. Com os 6.085 pontos conquistados em Teahupoo, Italo chegou a 39.930 pontos e abriu 5.000 de vantagem sobre Leonardo Fioravanti, vice-líder. O Brasil ainda ocupa quatro das cinco primeiras posições do ranking: além de Italo na liderança, Yago Dora aparece em terceiro, Miguel Pupo em quarto e Gabriel Medina em quinto. Erin Brooks vira final e conquista o título No feminino, Erin Brooks protagonizou uma reação na decisão contra Anat Lelior. A israelense abriu vantagem e chegou à metade da bateria com duas ondas excelentes, 8,33 e 8,00. Brooks reagiu primeiro com um 8,27 e depois encontrou outro tubo para 8,93, assumindo a liderança. A canadense venceu por 17,20 a 16,33. Foi a primeira vitória de Erin como integrante fixa do Championship Tour. A canadense, de 19 anos, havia começado o Finals Day eliminando a atual campeã mundial e defensora do título da etapa, Molly Picklum, e depois passou por Isabella Nichols na semifinal. Com o resultado, Brooks subiu sete posições e chegou ao 11º lugar do ranking. Anat Lelior também deixou Teahupoo com o maior resultado de sua carreira. O vice-campeonato representou a primeira final de um surfista de Israel no Championship Tour. Slater desafia o tempo Aos 54 anos, Kelly Slater foi um dos grandes personagens da etapa. O 11 vezes campeão mundial eliminou Gabriel Medina em um dos confrontos mais aguardados do campeonato e fez isso com uma atuação que entrou para os destaques do ano. Slater somou 19,06 pontos na bateria, mostrando mais uma vez sua sintonia com Teahupoo. Sua campanha terminou nas oitavas de final, diante de Jack Robinson, mas não antes de o norte-americano voltar a deixar sua marca no campeonato onde construiu alguns dos maiores momentos de sua carreira. Brasileiros em Teahupoo Além da semifinal de Italo, João Chianca, Alejo Muniz e Miguel Pupo chegaram às oitavas de final. Miguel foi superado por Griffin Colapinto, enquanto Chumbinho e Alejo também se despediram nesta fase. Gabriel Medina havia sido eliminado anteriormente por Kelly Slater. No feminino, Luana Silva caiu no Round 2 diante da portuguesa Yolanda Hopkins. Próxima parada: Fiji Encerrado o Tahiti Pro, o Championship Tour permanece no Pacífico Sul. A próxima etapa será disputada em Cloudbreak, Fiji, com janela entre 25 de agosto e 4 de setembro. “A gente segue na disputa. É uma longa jornada e tenho que colocar o pezinho no chão para trabalhar campeonato a campeonato” Italo Ferreira, campeão mundial de 2019 Italo chega à próxima etapa com a lycra amarela, mas evita antecipar qualquer possibilidade de disputa pelo segundo título mundial. O brasileiro já definiu também seu próximo objetivo: conquistar pela primeira vez a etapa de Fiji. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS)

    Seth Moniz conquista primeira vitória no CT, Erin Brooks vence entre as mulheres e Italo Ferreira deixa o Taiti na liderança do ranking após chegar às semifinais do Outerknown Tahiti Pro 2026.

    A próxima chamada o Outerknown Tahiti Pro 2026 acontece nesta segunda-feira (10) às 14h (de Brasília). Depois de mais de um mês de paralisação desde o Rio Pro, em Saquarema, o Championship Tour da WSL retorna para uma das ondas mais desafiadoras do planeta: Teahupoo, no Taiti. Clique aqui para assistir ao vivo no site da WSL Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Teahupoo A janela de competição acontece entre os dias 8 e 18 de agosto. Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, o Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos no Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feito de surfista para surfista, o Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. Ranking Mundial após 7 etapas 1 Italo Ferreira (BRA) — 39.930 pontos2 Leonardo Fioravanti (ITA) — 34.9303 Yago Dora (BRA) — 33.9504 Miguel Pupo (BRA) — 30.4505 Gabriel Medina (BRA) — 28.6106 Ethan Ewing (AUS) — 28.5757 George Pittar (AUS) — 26.7058 Griffin Colapinto (EUA) — 26.2909 Samuel Pupo (BRA) — 25.64010 Liam O’Brien (AUS) — 23.18515 João Chianca (BRA) — 19.04517 Filipe Toledo (BRA) — 18.15024 Alejo Muniz (BRA) — 13.96030 Mateus Herdy (BRA) — 10.240 Chaves de baterias Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.17 x 3.93 Oscar Berry (AUS)2 Luke Thompson (AFS) 5.50 x 0.77 Matthew McGillivray (AFS)3 Seth Moniz (HAV) 14.50 x 14.17 Eimeo Czermak (TAH)4 Eli Hanneman (HAV) 4.53 x 16.23 Kelly Slater (EUA) Round 2 1 Kauli Vaast (FRA) 13.50 x 10.16 Crosby Colapinto (EUA)2 Samuel Pupo (BRA) 5.00 x 6.00 Alan Cleland (MEX)3 Yago Dora (BRA) 14.33 x 15.97 Seth Moniz (HAV)4 Marco Mignot (FRA) 7.84 x 9.07 Barron Mamiya (HAV)5 Filipe Toledo (BRA) 1.63 x 4.06 Connor O’Leary (JAP)6 Italo Ferreira (BRA) 9.17 x 1.87 Luke Thompson (AFS)7 Liam O’Brien (AUS) 9.33 x 7.83 Jake Marshall (EUA)8 Ethan Ewing (AUS) 14.17 x 12.33 Joel Vaughan (AUS)9 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.50 x 15.67 Ramzi Boukhiam (MAR)10 Morgan Cibilic (AUS) 15.90 x 17.83 João Chianca (BRA)11 Kanoa Igarashi (JAP) 4.00 x 7.07 Alejo Muniz (BRA)12 George Pittar (AUS) 14.16 x 7.50 Cole Houshmand (EUA)13 Gabriel Medina (BRA) 16.10 x 19.06 Kelly Slater (EUA)14 Jack Robinson (AUS) 18.20 x 17.40 Callum Robson (AUS)15 Griffin Colapinto (EUA) 19.60 x 8.50 Rio Waida (IND)16 Miguel Pupo (BRA) 13.50 x 1.94 Mateus Herdy (BRA) Round 3 1 Kauli Vaast (FRA) 12.00 x 12.34 Alan Cleland (MEX)2 Seth Moniz (HAV) 12.10 x 9.04 Barron Mamiya (HAV)3 Connor O’Leary (JAP) 10.33 x 11.66 Italo Ferreira (BRA)4 Liam O’Brien (AUS) 6.66 x 7.67 Ethan Ewing (AUS)5 Ramzi Boukhiam (MAR) 14.00 x 9.10 João Chianca (BRA)6 Alejo Muniz (BRA) 2.10 x 13.66 George Pittar (AUS)7 Kelly Slater (EUA) 8.46 x 15.00 Jack Robinson (AUS)8 Griffin Colapinto (EUA) 16.67 x 15.17 Miguel Pupo (BRA) Quartas de final 1 Alan Cleland (MEX) 1.50 x 13.66 Seth Moniz (HAV)2 Italo Ferreira (BRA) 15.50 x 11.94 Ethan Ewing (AUS)3 Ramzi Boukhiam (MAR) 17.74 x 8.84 George Pittar (AUS)4 Jack Robinson (AUS) 11.50 x 11.83 Griffin Colapinto (EUA) Semifinais 1 Seth Moniz (HAV) 15.76 x 13.83 Italo Ferreira (BRA)2 Ramzi Boukhiam (MAR) 8.37 x 15.40 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 Seth Moniz (HAV) 18.17 x 14.67 Griffin Colapinto (EUA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 1.67 x 4.16 Anat Lelior (ISR)2 Tya Zebrowski (FRA) 2.00 x 6.90 Erin Brooks (CAN)3 Isabella Nichols (AUS) 8.77 x 7.13 Vahine Fierro (FRA)4 Stephanie Gilmore (AUS) 3.90 x 4.73 Yolanda Hopkins (POR)5 Alyssa Spencer (EUA) 5.00 x 1.93 Bella Kenworthy (EUA)6 Bettylou Sakura Johnson (HAV) 4.44 x 6.00 Brisa Hennessy (CRC)7 Nadia Erostarbe (ESP) 8.67 x 4.66 Francisca Veselko (POR)8 Tyler Wright (AUS) 4.57 x 5.34 Kelia Gallina (TAH) Round 2 1 Caroline Moore (HAV) 8.90 x 11.83 Erin Brooks (CAN)2 Molly Picklum (AUS) 9.50 x 3.56 Alyssa Spencer (EUA)3 Sawyer Lindblad (EUA) 6.67 x 7.16 Isabella Nichols (AUS)4 Lakey Peterson (EUA) 4.73 x 4.90 Nadia Erostarbe (ESP)5 Gabriela Bryan (HAV) 1.46 x 12.73 Anat Lelior (ISR)6 Caroline Marks (EUA) 5.50 x 8.27 Kelia Gallina (TAH)7 Luana Silva (BRA) 3.97 x 10.17 Yolanda Hopkins (POR)8 Caity Simmers (EUA) 13.50 x 1.33 Brisa Hennessy (CRC) Quartas de final 1 Erin Brooks (CAN) 13.50 x 3.27 Molly Picklum (AUS)2 Isabella Nichols (AUS) 7.83 x 7.26 Nadia Erostarbe (ESP)3 Anat Lelior (ISR) 9.50 x 6.53 Kelia Gallina (TAH)4 Yolanda Hopkins (POR) 12.33 x 6.90 Caity Simmers (EUA) Semifinais 1 Erin Brooks (CAN) 15.10 x 11.17 Isabella Nichols (AUS)2 Anat Lelior (ISR) 12.50 x 3.43 Yolanda Hopkins (POR) Final 1 Erin Brooks (CAN) 17.20 x 16.33 Anat Lelior (ISR))

    Confira ao vivo o Outerknown Tahiti Pro 2026 e participe dos comentários e debates no nosso fórum, durante as etapas da WSL.