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João Renato Moura comemora medalha de prata no Sul-americano

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Moura (à esq.) ficou atrás apenas de seu mestre Éverdan Riesco, local de Bertioga considerado um dos percursores do esporte na Baixada Santista. Foto: Arquivo pessoal

Superação é a palavra que define bem a conquista do vice-campeonato Sul-americano OC1, na categoria master, pelo remador vicentino João Renato Moura, no evento encerrado no último sábado, em Santos (SP). Moura ficou atrás apenas de seu mestre Éverdan Riesco, local de Bertioga considerado um dos percursores do esporte na Baixada Santista. 

“Ficar atrás do cara que compartilhou todo seu conhecimento comigo é uma honra. Ainda na largada, abrimos vantagem e a briga ficou entre os três primeiros colocados. Porém, o Riesco se distanciou e travei uma briga à parte contra Hugo Teave, da Ilha de Páscoa. No final, deixei ele para trás e terminei 30 segundos atrás do campeão”, explica Moura.
Para chegar ao pódio, o atual campeão brasileiro master encarou treinamento pesado e superou uma lesão na cervical, além de uma gripe na véspera da prova. “Durante o ano, ouvi até que precisaria de cirurgia. Mas, consegui reverter o quadro com muita fisioterapia e treinamento adequado para não agravar a lesão. Dias antes da prova, acabei gripado e competi tomando antibiótico. Pra completar, minha mãe teve problemas de saúde e essa com certeza foi a parte mais difícil. Mas, fico feliz de ter dado tudo certo e poder comemorar esta importante conquista”, analisa o remador.
 
Para ele, o vice-campeonato foi excelente. “Lógico que todo mundo quer ganhar. Mas, este foi meu ano de estreia na modalidade e perdi para o meu mestre. Foi demais, estou com a sensação de missão cumprida”, analisa o atleta.
 
Tradicional reduto de canoa havaiana, esta foi a primeira vez que Santos recebeu uma competição internacional. Além dos principais nomes do Brasil, participaram mais de 160 atletas de países como Venezuela, Chile, Peru, Argentina e Ilha de Páscoa. 
 
RIO VA’A – Agora, o foco de João Renato muda para a última prova do ano. No dia 5 de dezembro, ele representa a região na Rio Va’a, uma das provas mais tradicionais da modalidade que vale pontos para o circuito mundial e compreende um percurso de 10 quilômetros, ida e volta entre a praia Vermelha e a Urca, no Rio de Janeiro. 
 
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