Billabong Eco Festival

Jihad destrói no Forte

Jihad Khodr registra 17.50 pontos nas oitavas-de-final do Billabong Eco Festival 2008. Foto: Daniel Smorigo.

Seis brasileiros, um australiano e um norte-americano seguem na briga pelo título do Billabong Surf Eco Festival 2008, etapa de nível 5 estrelas do WQS que rola na praia do Forte (BA).

Clique aqui para ver as fotos

As baterias quartas-de-final rolam neste domingo, a partir das 10:30 horas. No primeiro confronto do dia, o Adriano Mineirinho encara o aussie Shaun Cansdell.

 

Em seguida, o carioca Leandro Bastos mede forças com o norte-americano Nathaniel Curran. Jihad Khodr e Ricardo Ferreira entram em ação no terceiro confronto. A rodada termina com o duelo entre os cariocas Marcelo Trekinho e Yuri Sodré.

 

Na tarde deste sábado, a melhor atuação ficou por conta do paranaense Jihad Khodr, que voltou a apostar nas direitas e não deu chance alguma ao carioca Pedro Henrique.

Adriano Mineirinho segue com ótimas atuações na praia do Forte (BA). Foto: Daniel Smorigo.

Com notas 8.67 e 8.83, Jihad deixou Pedrinho precisando de uma combinação de notas para virar o resultado. O carioca bem que tentou, mas teve apenas 6.60 e 6.40 nas duas melhores ondas.

 

“Pois é, estou investindo ali na bancada das direitas em todas as baterias. Hoje cedo estava pior, mas sempre melhora na maré enchente”, comenta Jihad.

 

“Dar batida passa bateria e eu também sei dar, então estamos aí sempre tentando forçar as manobras e passar as baterias”, brinca o paranaense.

 

Ricardo Ferreira, adversário de Jihad nas quartas, optou pelas esquerdas do pico para eliminar o havaiano Flynn Novak.

 

O paulista de Praia Grande descolou a maior nota (7.00) do confronto e fechou a disputa com o placar de 13.73 a 12.63 pontos.

 

“A bateria foi muito difícil e teve um placar apertado. Graças a Deus achei uma esquerda salvadora ali e consegui dar duas manobras fortes para vencer”, diz Ricardo.

 

Nordeste de fora – Os quatro nordestinos que seguiam na briga pelo título da prova caíram nas oitavas-de-final. O primeiro a dar adeus foi o paraibano Jano Belo.

 

##

Leandro Bastos chega junto na Bahia. Foto: Daniel Smorigo.

Jano esperou muito no outside e viu Adriano Mineirinho dominar o confronto.

 

Clique aqui para ver as fotos

 

Com belas batidas e rasgadas de backside, Mineirinho obteve 8.33 e 6.87 para deixar Jano em situação muito difícil.

 

O paraibano surfou sua melhor onda segundos depois do término da bateria, mas certamente não conseguiria fazer os 9.60 pontos de que precisava.

 

Duas baterias depois, o cearense André Silva caiu diante do norte-americano Nathaniel Curran numa bateria muito acirrada que terminou com o placar de 12.56 a 11.67 pontos.

Marcelo Trekinho encara Yuri Sodré nas quartas-de-final. Foto: Daniel Smorigo.

Na penúltima disputa, o cearense Itim Silva falhou na melhor onda que pegou e não conseguiu virar o placar contra o carioca Marcelo Trekinho, que apostou nas direitas para vencer por 10.83 a 9.23 pontos.

 

“Não cheguei a ver as ondas do Itim. Fiz duas notas 5 e pouco e pensei ‘pô, nem vou marcar. A parada tá justa, cada um pegando suas ondas, então deixa assim'”, revela Trekinho.

 

Apesar de toda a torcida local, o baiano Alandreson Martins não conseguiu superar o carioca Yuri Sodré na última bateria das oitavas.

 

Alandreson lutou muito pela vitória, mas falhou em algumas batidas e rasgadas e, apesar de executar bons aéreos nas finalizações, perdeu para Yuri, que investiu na bancada das direitas e somou 7.50 numa onda surfada de backside e 6.33 numa direita.

 

Cariocas em alta – Dos seis brasileiros classificados às quartas, três são cariocas. Além de Marcelo Trekinho e Yuri Sodré, o Rio de Janeiro conta com Leandro Bastos, que passou pelo paulista Heitor Pereira num duelo entre dois atletas de ponta da nova geração brasileira.

 

Leandrinho abusou da força e ditou o ritmo da disputa para bater Heitor, que não conseguiu as boas atuações das baterias anteriores e foi derrotado por 13.87 a 9.67 pontos.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.