Finalizando mais um prova internacional, e uma prova que, não tenho dúvidas, logo irá cair no gosto dos brasileiros. Por isso, para encerrar essa série de matérias que assinei para o SupClub, acho importante passar algumas informações sobre a Carolina Cup.
Primeiramente, para se chegar à prova você tem três opções de aeroportos e Wilmington é a melhor delas, pois você está literalmente do lado do evento, a cinco minutos de carro.
A segunda opção é Raleigh–Durham International, que foi o aeroporto em que eu e a Lena usamos. Fica a duas horas de carro de Wilmington, mas a passagem para esse aeroporto era R$ 1000,00 mais barata cada um.
A terceira opção seria o aeroporto de Charlote, que também tem bons preços, porém, fica a quatro horas de Wilmington. Então, por questões de logística, acho que já fica um pouco mais complicado.
Há muitas opções de hospedagem. O próprio evento acontece nas instalações de um grande hotel que fica localizado entre o mar e o canal. Quem acompanhou a transmissão que eu fiz pelo Facebook pode observar que eu acompanhei a disputa por pontos estratégicos.
Outro ponto que vale destacar é a hospitalidade do povo da Carolina do Norte. Esqueça esses estereótipos de “eleitores de Trump que odeiam estrangeiros”. Todos aqui foram muito simpáticos e atenciosos com a gente.
O EVENTO – O Carolina Cup realmente é sensacional. Uma prova muito dura, de verdade! Mas, como costumo dizer, se não for difícil não tem graça (risos). Por causa da localização geográfica, é possível acompanhar os atletas durante quase toda a prova e isso é muito interessante para o público em geral. Os melhores remadores do mundo estão lá. Pra quem curte esse universo, vir pra cá é muito bom porque você verá muitas das pessoas que nós escutamos tanto falar remando do seu lado e você acaba aprendendo demais.
Recomendo fortemente que mais atletas brasileiros venham participar dessa prova ano que vem, tanto os amadores, quanto os da elite. Todas as grandes marcas estão aqui. Então, um bom resultado pode garantir, inclusive, o fechamento de um bom contrato internacional.
Quando venho para um evento internacional eu não paro um minuto, pois quero aprender o máximo de coisas possíveis e trazer para o meu país.
EQUIPAMENTOS – Duas coisas me chamaram muito a atenção. Primeiro, o volume das pranchas que alguns projetos novos estão usando. São pranchas extremamente volumosas, chegando a ser até estranhas, com bicos muito largos, muitas pranchas usando um cockpit gigantesco, mesmo para o mar, lembrando um modelo de uma prancha que a gente usava antigamente. Muitas marcas, ao que parece, estão voltando a esse modelo de cockpit baixo em pranchas muito volumosas.
Outra coisa que me chamou muito a atenção foi o uso de muitas quilhas. Pelo menos dois grandes fabricantes mundiais de prancha, a SIC e a Infinity, apresentaram modelos que tinham três quilhas atrás e uma quilha no meio da prancha. As quilhas traseiras menores, parecidas com as de wave em tamanho e a quilha da frente bem pequena.
Eu fiquei muito curioso e fui pesquisar qual a finalidade de todas essas quilhas. A da frente, como eu desconfiava, tem uma função de bolina, ou seja, está ali pra dar mais direção ao SUP, fazendo com que você troque menos de borda.
Já as quilhas traseiras geram um fluxo menor de água, jogando um pouco da água pros lados e dificultando um pouco a esteira, ao contrário das monoquilhas, que direcionam boa parte do fluxo em um ponto.
Bem, isso eu vi na teoria, mas também tive a oportunidade de ver na prática. Ficou claro que essa configuração de quilhas realmente joga a água para os lados. Alguns atletas de ambas as marcas competiram com esses modelos, enquanto outros usaram as tradicionais monoquilhas. Se funciona ou não, acho que só o tempo irá dizer.
Por fim, reforço meu convite para que mais remadores do Brasil participem dessa prova no próximo ano e quero agradecer a todos que torceram por nós acompanhando nossa trajetória pelos “lives” que postei no Facebook e pelas colunas que escrevi no SupClub.
Obrigado e até a próxima!
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