Barra de La Cruz

Hospitalidade mexicana

Uma galera acostumada a surfar as ondas da Guarda do Embaú (SC) no inverno, agora Reserva Mundial de Surfe, decidiu fazer uma surftrip nas águas “calientes” do México no mês de agosto, pouco antes do terremoto que destruiu várias cidades ao Sul, destino escolhido por nós e um verdadeiro paraíso das direitas.

 

O grupo composto por sete surfistas e um fotógrafo saiu no início do mês dividido em duas etapas. Márcio e Flávio chegaram primeiro e se instalaram em Huatulco, cidade com boa infraestrutura no estado de Oaxaca (onde ocorreu o terremoto), e próximo à Barra de La Cruz, famosa direita que estava hibernando a longos anos devido às condições climáticas que haviam “desativado” a máquina de fazer ondas, mas que, para nossa surpresa, começava a funcionar.

 

Em seguida foi a minha vez de chegar na companhia de Jaques, Tuca (Richard), Douglas e Robert. Como toda surftrip reserva “roubadinhas”, nosso fotógrafo Artur perdeu o voo no Brasil e só chegou dias depois, e claro, deixou de fotografar o início do “swell”. Mas tudo bem, o surfe também vale sem ser registrado, e Barra de La Cruz e San Diego não decepcionaram.

 

Com o swell se aproximando dos 8 metros em Zicatela (Puerto Escondido), o que não era nossa meta, Barra de La Cruz ficou na casa dos 2,5 metros. Lá encontramos os profissionais Lucas Silveira e Erick de Souza que haviam surfado Puerto e estavam em delírio com as direitas do pico.

 

Com a consistência do swell aproveitamos para conhecer as ondas de Salina Cruz, sempre acompanhados de um guia, elemento chave para não atrair problemas, mas que para nossa surpresa, nem tão necessário, pois encontramos vários grupos de surfistas que com certeza já conheciam os picos e estavam por conta própria.

 

Passamos vários dias surfando em Punta Chipehua, Conejo, Chivo e El Toro, este último com acesso de barco por cerca meia hora. Como o swell baixou voltamos para Barra de La Cruz, pois apesar de um certo crowd, foi a onda que mais nos entusiasmou e a mais fotogênica.  

 

Puerto Escondido também fomos conhecer, mas com o swell pequeno foi possível apenas entender como aquele lugar é mágico e com ótima infraestrutura. De volta a Barra de La Cruz, para nossa sorte, entrou outra ondulação na casa dos seis pés que nos fez ficar ali até o final da viagem.

 

Já em casa, após uma semana, tivemos a triste notícia do terremoto que abalou Oaxaca e outras regiões, mas para nós a lembrança das ondas nos animou a acreditar numa melhor sorte para aquele povo hospitaleiro. “Hasta la vista cumpadre!”.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.