Título brasileiro em boas mãos
Ele é jovem e sonha grande. Conhece seu potencial, é determinado e metódico. Tem consciência da importância do trabalho do shaper e sabe como poucos tirar o melhor de cada uma de suas pranchas. Competindo, sabe o que os juízes querem ver e encara cada momento da bateria como o movimento de uma peça num jogo de xadrez: Tânio Barreto é um estrategista.
Seu maior trunfo é confiar em Deus. Ele tem seus planos, suas metas, mas como costuma afirmar: ?O que tiver que ser será. O importante é deixar fluir?. Se peca um pouco no estilo ou lhe falta uma pitada de talento, ele soube, com certeza, compensar fortalecendo outros aspectos que fazem dele um verdadeiro campeão. Parabéns Tânio, você merece.
Como foi a disputa…
Ao passar da repescagem para o round 3, Tânio acabou com as chances de Guga Arruda, que se abalou e fraquejou contra o experiente Piu Pereira. Odirlei também saiu da disputa, ao não resistir à pressão de Spirro também no round 3. Mas Dunga Neto foi um dos destaques fazendo uma das melhores médias da competição (22,33) e garantindo sua vaga no round 4.
Sobraram então Dunga e Tânio. Ambos passaram pelo round 4, com méritos para Tânio, que teve de superar Teco para seguir adiante. Mas logo na primeira bateria das quartas, Otávio Lima literalmente fez a mala de Dunga e o despachou, abrindo definitivamente o caminho para o título de Tânio.
Na semi, o mesmo Otávio foi também o carrasco do novo campeão brasileiro, tirando-o da competição nos últimos minutos da bateria, e partiu com tudo para a final contra o potiguar Danilo Costa.
Brilha a estrela de Tavinho
Vindo de uma final no Super Trials da semana passada, em São Francisco do Sul, Otávio Lima comprovou sua boa fase com incrível regularidade, fazendo uma participação impecável na última etapa do Super Surf. Ele ficou com a 4a e a 6a melhores médias da competição (21,90 no round 1 e 22,39 na semi) fazendo um surf consistente de linha, projeção e velocidade.
Na final, encarou outra pedreira, mas soube lidar com a pressão para virar novamente a bateria nos últimos minutos e garantir o seu primeiro título na história do Super Surf.
Com o resultado, Tavinho só perdeu para Dunga a terceira posição no ranking, depois de aplicado o critério de desempate, mas teve o mérito de garantir seu nome entre os quatro melhores surfistas brasileiros de 2001, no melhor resultado de sua carreira. Parabéns Tavinho, e obrigado por colocar minhas pranchas mais uma vez no pódio.
E da nova geração…
Apesar de no Brasil o vice ser considerado apenas o primeiro perdedor, o jovem Odirlei Coutinho, foi outra grande surpresa do circuito 2001 e um osso duro de roer, terminando o ranking a apenas 10 pontos do campeão, graças a incrível regularidade e constância de suas performances.
Destaque também para Maicon Rosa, irmão mais novo de Peterson, que quebrou no round 1 fazendo a média de 24,33, marca que não foi superada até o fim da competição.