Henry Lelot analisa últimos acontecimentos no surf

Campeão de camarote

#Teoricamente, apesar de líder do circuito, C.J., 22 anos, poderia ter sido superado por vários surfistas mais experientes como Mark Occhilupo e Sunny Garcia por exemplo, que lutavam pelo bicampeonato mundial. Mas, definitivamente Sunny não se dá muito bem em Sunset, e a sorte estava mesmo do lado do jovem e talentoso americano que, para garantir o título, teve apenas que sentar na areia e assitir de camarote todos os seus adversários serem eliminados. A começar pelo Occy, que apesar de ter levado o caneco em 99, parece que nasceu mesmo com o estigma do vice e mais uma vez é o número “2” do mundo.

Carrasco havaiano

Myles Padaka foi o grande carrasco havaiano. Ceifou todos que passaram no seu caminho e com certeza foi a maior zebra deste fim de ano. Chegou ao ápice de sua carreira com um desempenho que entrou para a história do surf local. Mas quem me surprendeu mesmo este ano foi o Mick Fanning. Não importa a praia, o tamanho das ondas, o adversário, não importa nada, ele quebra do mesmo jeito e raramente faz menos de 20 pontos quando entra numa bateria.

E já está pegando o jeito nas baterias homem a homem. A nova geração vem chegando com tudo, e se o C.J. venceu este ano, Mick pode ser uma boa aposta para a próxima temporada, porque o cara é ” Fanning”.

Também é tetra

#Enquanto isso em Honolua, Layne Beachley confirmou as expectativas e
conquistou o título novamente. Com esse título, igualou o feito de Lisa Andersen e tornou-se tetracampeã mundial e agora pretende bater o recorde. Apesar da torcida, ainda não foi a vez da Tita. Mas resta um consolo: a Layne tem mais de 30 anos, enquanto que a nossa baixinha tem apenas 26 (mais nova que a australiana quando iniciou a proeza de conquistar seus quatro títulos).

Além disso, apesar do Bin Laden estar por aí, o mundo não acaba amanhã. Então é se preparar novamente porque em breve começa outra temporada.

De bem com as ondas…

#Renatinho Wanderley estava de bem com as ondas e passou todas as suas baterias em primeiro lugar. Quebrou na final, e não deu chances para Cecel (Anselmo Côrrea) fazendo uma das maiores médias da competição (22,67 x 15,21).

Lucinho Lima também mostrou sua boa fase chegando até as quartas e firmando sua posição entre os melhores do Super Trials deste ano. Mas um nome que gostaria de destacar é Daison Pereira: em seu segundo ano como profissional, Daison é Top 5 do Super Trials, e acaba de se tornar campeão gaúcho 2001 após garantir a terceira colocação nesta última etapa.

A hora da decisão

Claudemir conseguiu chegar nas oitavas e ainda contou com a sorte de Victor Ribas ter rodado de cara, o que acabou deixando a disputa pelo título ainda mais acirrada. Esta semana, na Prainha, a conta é simples: Vitinho ainda está na frente, mas com apenas 37 pontos de vantagem (8.600 x 8.563) sobre Bibi, e quem chegar na frente este fim de semana é o campeão.

Poderíamos dizer que o mando de campo é do cabofriense, que já conquistou muitos títulos na Prainha e conhece muito bem o pico. Pressão total para Bibi que também disputa, simultâneamente, outra decisão esta semana, na mesma bat hora e local (Prainha): a disputa é pelo título carioca profissional contra o local Dadazinho (Alexandre Almeida) que também pode ser considerado o favorito porque vai competir no quintal de casa.

Será que o Bibi mais uma vez vai ser a zebra? Bem, ele precisa de um pouco daquela sorte do C.J. e ainda tem dar nó em pingo dágua, mas como no futebol, baterias de surf são como uma caixinha de surpresas…

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.