Noa Portes

Grommet santista

Noa Portes Danucalov é uma criança que estava entre os milhares de surfistas que se emocionaram com a vitória de Gabriel Medina no Circuito Mundial de 2014. Filho de Márcia Portes, longboarder carioca que já correu Circuito Brasileiro e Mundial, e Marcello Árias Danucalov, renomado professor e surfista, Noa carrega em seu DNA os genes que se manifestam em surfistas de alma salgada.

Noa nasceu há dez anos, em Santos (SP), cidade berço do surfe nacional, mas divide seu amor com outra cidade 100% surfe, o Rio de Janeiro, berço de sua mãe e onde passa suas férias ao lado dos amigos e avós. Ao que tudo indica, este menino parece ter um belo futuro pela frente. Apesar de ser filho de surfistas, Noa nunca foi insistentemente incentivado a surfar, tampouco lhe foi negada esta possibilidade. Os pais almejam que o pirralho seja feliz fazendo aquilo que escolher, e o surfe tem sido uma dessas livres escolhas. Noa é apaixonado por surfe e pelo oceano desde que era um bebezinho.

 
O santista acostumou-se a surfar ondas verdadeiramente grandes na ponta do longboard do pai. Não foram poucos os mares de mais de 2 metros que Noa entrou quando ainda era um menininho de cinco anos. Picuruta Salazar afirma que nunca viu um Petit fazer o que o Noa fazia quando pequenino. Aliás, Noa adora brincar com todos dentro do mar, principalmente com Picuruta, Almir Salazar, Jair Oliveira, Andrew Serrano, entre outros, que sempre que podem também repassam dicas valiosas para o seu surfe.
 
Quanto às competições, os pais sempre foram um pouco cuidadosos, nunca o incentivando em demasia. No ano de 2014 ele teve suas primeiras experiências na categoria Petit, e conseguiu bons resultados e alguns pódios. Todavia, os pais veem isso com cautela, pois na idade em que está querem que, acima de tudo, Noa divirta-se com o surfe.  
 
Noa sabe que o surf deve ser levado como uma diversão, um encontro com amigos, por isso não existe cobrança ao seu redor, muito menos dele próprio, pois como ele mesmo diz  “o melhor surfista é aquele que mais se diverte”. Sua evolução tem sido muito rápida e parte dela se deve ao fato de Noa surfar com vários tipos de pranchas, desde monoquilhas, fishes, biquilhas, pranchinhas. Quando o mar está pequeno gosta de pegar o longboard da mãe emprestado, para imitá-la caminhando até o bico. Já quando o mar sobre, Noa já prescinde do auxílio do pai e encara as grandes ondas sozinho, impressionando marmanjos que se acostumaram a vê-lo em ressacas realmente enormes e deleitam-se com sua evolução diária.
 
Uma característica do Noa é sua pró-atividade e, porque não dizer, profissionalismo. Noa conta com vários apoios atualmente e todos eles foram fechados pelo próprio Noa, sem intervenção dos pais, pois Noa sabe como poucos fazer uso das mídias sociais para estabelecer suas parcerias e conquistar apoiadores que acreditam em seu futuro, tais como o shaper Almir Salazar da Salazar pro; Carioca Soul; Wet Dreams Brazil; Tábua Havaiana Alaia e Shapes Artesanais; Da Praia Açaí Burguer e Beer; Fu Wax Brasil; Pura Vida Sucos e Aloha Eyewear.

Para o ano de 2015, Noa está treinando forte para o Circuito Santos Surf, que acontecerá entre os dias 28 de março a 5 de abril, no Quebra-Mar de Santos (SP), no qual se inscreveu em duas categorias: Iniciante e Estreante.

Foto de capa Foto Molhada

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)