Karen e Stella

Gatinhas inspiram Super Lucy

Karen Rodrigues conta com o patrocínio da Super Lucy. Foto: Divulgação Super Lucy.

A marca paulistana Super Lucy, “irmã” da consagrada Lucy in the Sky, com seu jeito despojado e pelo amor à natureza, foi conferir o campeonato Petrobras de Surf Feminino que rolou na praia do Tombo, Guarujá (SP), no último fim de semana.

 

Engajada com a natureza e com o desafio de aproveitar sempre os melhores momentos da vida com muita paz e alegria, a marca Super Lucy deu seu apoio para as talentosas Karen Rodrigues e Iara Stella. 

 

Karen já nasceu no lugar certo. Natural de Santos, ela sempre conviveu com essa ótima vibração na areia.

 

Iara morava em São Bernado e só curtia a praia quando conseguia descer a serra. Há dois anos sua família resolveu ficar de vez no litoral.  

 

Iara Stella também reforça a marca paulistana. Foto: Divulgação Super Lucy.

Agora, as duas curtem uma vida regada a muito surf nas ondas do Guarujá com o surfista, professor e técnico Paulo Matos, que, junto com a marca Super Lucy, vai treinar as atletas Karen e Iara para competirem nos principais eventos do país.

Em um papo descontraído, as meninas contam um pouco mais de suas rotinas, sonhos e histórias.
 
Karen Rodrigues
 
Quando começou a surfar?

Comecei a surfar aos 13 anos, na escolinha de Paulo Matos, que sempre me pilhou para eu enfrentar os meus medos e seguir em frente.

 

Quem é sua inspiração no surf?

A minha inspiração é Paulo Matos, foi ele quem fez com que eu começasse a surfar. Curto muito o surf dele, ele tem um surf de linha muito bonita e um estilo de dar inveja (risos). Entre as meninas, além de Silvana Lima, é a Monik Santos, que tem um surf bem agressivo. Gosto muito do surf dela.

E ondê você treina?

Treino sempre na praia do Tombo, às vezes até vou para Pitangueiras, mas gosto mesmo do Tombo.

Como o seu dia-a-dia e o surf se encontram?

 

Surfo todos os dias de manhã e vou para o trabalho à tarde. Morei um ano na Gold Coast, Austrália, para aperfeiçoar meu surf. Lá as ondas são perfeitas.

Quais seus objetivos profissionais?

Quero muito levar o surf como minha carreira, é o que eu amo, mas fica meio difícil sem patrocínio. É preciso que alguém invista nesse sonho. Vou trabalhar para isso, mas independente. Ano que vem começo a fazer faculdade de Medicina Veterinaria.

Qual sua relação com a natureza e o meio ambiente?

Sempre que vejo lixo na areia, no mar, tiro e jogo no lugar certo, especialmente na temporada em que fica muito poluído. O meu contato com a natureza é muito forte por causa do surf. Toda vez que vou surfar saio da água com as energias renovadas.

Como seria a praia perfeita pra você?

A praia do Tombo, com o Canto do Forte quebrando igual Snapper Rocks, água quente e sol todos os dias, principalmente sem crowd (risos).

Quais os campeonatos que você pretende participar?

Guarujaense, Petrobras de Surf Feminino, Brasileiro Amador e Pro Junior.

Para terminar, qual foi seu momento mais marcante no surf?

Meu primeiro dia de surf na escola de Paulo Matos foi um dos mais marcantes, mas cada dia de surf é uma história. São vários momentos.
 
Iara Stella
  
Quando começou a surfar?

Comelei a surfar quando eu tinha 9 anos, com uma amiga que conheci no Guarujá. Combinamos que eu a ensinaria a jogar capoeira e ela me ensinaria a surfar. Hoje em dia ela se mudou e não nos vemos muito, mas continuamos amigas.

Quem é a sua inspiração no surf?

 
A minha inspiração vem do quanto o meu treinador, Paulo Matos, me incentiva a sempre querer dar o meu melhor. Entre as meninas, a Silvana Lima surfa muito, é uma das melhores do país e representa o Brasil no World Tour.

E onde você treina?

Treino na praia do Tombo, Guarujá. Acho legal ir para outras praias para aprender a surfar outros tipos de onda.

Como o seu dia-a-dia e o surf se encontram?

Vou para a aula de manhã e à tarde vou treinar com o Paulo.

Tirando o surf, o que curte fazer?

Adoro comer e dormir (risos). A dança vem em segundo lugar, depois do surf. Também amo jogar capoeira à noite.

Quais seus objetivos profissionais?

Gosto muito de surfar, mas ainda não tenho nada planejado. Se tivesse de escolher, acho que faria uma faculdade de Direito, pois gosto bastante.

Qual sua relação com o meio ambiente?

Vejo a natureza como um ídolo que trato com muito amor e respeito. O mar é perfeito e cada dia está de um jeito, faz você esquecer do tempo e dos problemas. Em casa, separamos o lixo para reciclagem e sempre volto do mar com vários saquinhos presos no meu biquíni. Vou amarrando todos para quando sair da água jogar fora.

Qual o lugar dos seus sonhos para surfar?

 

Jamaica. Muita gente não gosta, mas eu acho perfeito, as ondas são muito boas.

Como seria sua praia perfeita?

Ondas não muito grandes, sem crowd, só eu, a Karen e o Paulo (risos).

Quais campeonatos que você já participou?

 

Guarujaense e outros de nível pequeno e beneficente. O Petrobras é o primeiro de nível alto que vou correr.

Para terminar, qual foi seu momento mais marcante no surf?

Sempre tem o lado bom e ruim. O mais legal foi quando comecei a surfar com uma amiga em um long e o pior foi o primeiro caldo que voltei em uma onda que eu iria passar.

 

Para conferir mais fotos da dupla, visite o blog Superlucyintheskywordpress.com .

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)