Santa Catarina

Fuga secreta ao Norte

A previsão de um swell consistente de Sul, com vento fraco e um sol tímido entre as nuvens, me fez levantar bem cedo em pleno meio de semana.

Acordei a Natália e saímos em busca de algum pico para fazer umas filmagens. Pensei em pegar umas ondas aqui perto de casa, pois imaginei que estaria legal devido às condições.

Ao checar o quintal vi que as ondas estavam bem cheias. Grandes, mas cheias! Olhei para a Natália e concordamos: Não tá bom pro bodyboard não!.

Pegamos o carro, fomos até a região Sul de Florianópolis (SC) e não encontramos nada muito animador.

Então tocamos para o Leste da ilha. Estávamos apressados, pois nosso desejo insaciável por ondas perfeitas já havia nos tomado horas preciosas.

Por obra do destino encontramos o Daniel Tinelli (fotógrafo de surf) na praia da Joaquina. Ele assobiou e nos mostrou algumas esquerdas muito boas, vindo de trás do costão passando pela pedra careca e abrindo até o inside.

Um crowd fazia a cabeça, disputando as séries que balançavam o horizonte. Nada muito gigante, mas com tamanho e força suficiente para gerar imagens do feeling de descer paredes d´água.
 
“Brother, um amigo me ligou agora e disse que lá no Norte tem altas! Vocês têm algum compromisso? Se a gente sair daqui agora, a uma hora da tarde a gente ta na água! Partiu?”, falou Daniel instigado.

Pegamos o Felipe Oliveira (um brother que chamamos para completar a barca) e dirigimos até a praia. Não levou muito tempo e chegarmos ao outside na hora imaginada.

O sol mostrou a cara e o cenário que encontramos foi de ondas com 1 metro na série e formação perfeita para o bodyboard. Crowd? Só de golfinhos dando show de acrobacias na arrebentação.
 
Natália se posicionou nas pedras para filmar, Daniel foi ao meio da praia fazer umas fotos da areia, enquanto eu e o Felipe corremos para o mar.

A maré secou por volta das 15 horas, o que tornou as ondas incrivelmente ocas. Foi quando o Jorge Baggio apareceu para dividir os tubos conosco.

Em uma das minhas melhores ondas, perdi um dos pés-de-pato e sai em busca dele, mas depois de ver a galera em algumas séries, desisti da busca para voltar ao outside.

Espichamos a session até onde as pernas aguentaram e ainda ficamos um tempinho a mais para curtir as saideiras da galera.

O sorriso no rosto e ansiedade para ver as imagens dominou a viagem de volta à Florianópolis.

Não havíamos combinado esta trip e tivemos um dia alucinante! Acredito que seja a recompensa do mar àqueles que gostam de pegar ondas e vivem em harmonia com o ambiente!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.