The Happening

Festival vai além das ondas

Festival australiano The Happening une surf, música, arte, cinema e fotografia em um evento só. Foto: Dudu Braga.

Arte de Scott Rich, Festival The Happening. Foto: Dudu Braga.

Se no Brasil o futebol está no sangue, na Austrália o surf está no ar. E na terra dos cangurus se respira surf dia e noite.

Todos os anos, o evento The Happening (O Acontecimento) celebra a cultura surf na Austrália e seu alcance além das ondas em forma de música, arte, cinema e fotografia.

Este ano não foi diferente. O festival aconteceu dos dias 26 a 31 de marco em Sydney, Brisbane e Melbourne, e mais uma vez serviu de vitrine para exibir o que o surf representa para aqueles que fazem dele uma escolha de vida.

O The Happening teve inicio em 2002, quando Chris e Emmett Malloy, velhos conhecidos por seus clássicos filmes de surf (Thicker Than Water, Shelter, September Sessions, entre outros) resolveram juntar três elementos até então distantes na cultura surf – arte, cinema e música – em um só lugar.

No evento, artistas de diferentes partes do mundo emprestam sua visão sobre o surf para estimular a memória e histórias daqueles que passam por lá.

 

Este ano as amostras de arte ficaram por conta da vasta coleção da “The Surf Gallery”, galeria de arte e cultura surf de Laguna Beach, Sul da Califórnia (EUA).

A música foi comandada pelos artistas do selo Brushfire Records, fundado por Jack Johnson. Artistas de diferentes nacionalidades abriram o show para a atração da noite, o compositor californiano Matt Costa, conhecido por vários duetos com Johnson e trilhas sonoras de filmes de surf.

O som tranquilo e de qualidade, bem no estilo “after surf”, ditou o tom da noite e garantiu a diversão do seleto público de aproximadamente 200 pessoas.
 
Lá pelo fim da noite, depois de todos os shows e com um clima tranquilo, as luzes se apagaram e o céu estrelado iluminou os jardins do Bondi Pavilion, local destinado para o evento em Sydney.

Luzes apagadas e para delírio do público, a primeira cena foi de um tubo de quase um minuto retirado de um dos filmes do lendário George Greenough, pioneiro de imagens por dentro do tubo em filmes de surf.

Logo depois seguiram amostras de filmes como “180 South”, documentário sobre uma jornada de 5000 milhas em busca de montanhas intocadas e picos secretos na Patagônia, e “Under Great White Northern Lights”, documentário sobre a turnê da banda White Stripes por cidades remotas do Canadá, exibindo um lado não tão surf até então desconhecido do diretor e surfista Emmet Malloy.

 

Luzes acesas e tudo acabado, mas não para os sortudos que permaneceram no local por mais alguns minutos e se surpreenderam com um ‘pocket show’ de Matt Costa, que no meio da área destinada à exposição sacou seu violão, trocou ideia com a galera, atendeu a pedidos e relaxou no melhor estilo luau na praia! Enfim, uma bela celebração daquilo que o surf tem de melhor pra oferecer: diversão e paz!

 

Dudu Braga é músico, surfista e apreciador de tudo que o surf tem para oferecer além das ondas. Para obter mais informações sobre seu trabalho, envie mensagem para [email protected].


Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.