Oi Rio Pro

Federação comenta polêmica

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Escolha dos wildcards para o Oi Rio Pro gera grande polêmica. Foto: WSL / Alexandre Salem.

 

Devido à grande polêmica gerada pelo critério de escolha dos wildcards para o Oi Rio Pro 2016 – etapa brasileira do Championship Tour -, a Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ) enviou uma nota oficial nesta quarta-feira.

Na nota, a entidade comenta os critérios utilizados desde que o Mundial voltou de Santa Catarina para o Rio de Janeiro, em 2011, e explica a mudança ocorrida em 2016, quando o conselho de atletas da FESERJ optou pela realização de uma triagem com 16 surfistas, entre eles o campeão brasileiro profissional (que nos últimos anos tinha vaga garantida no evento).

Confira abaixo a íntegra da nota.

“A FESERJ, sempre atenta às críticas e reivindicações que tomamos conhecimento e em respeito às diferentes interpretações manifestadas nas mídias sociais, vem esclarecer o seguinte:

Histórico das indicações

Em 2011, quando o WCT voltou a ser realizado no Rio de Janeiro, a FESERJ foi informada pela ASP (hoje WSL), através do Sr. Xandi Fontes, que teríamos direito a indicar apenas um atleta para entrar no evento principal do WT Rio 2011, na vaga de wildcard.

Na ocasião, não havia um critério pré-estabelecido ou uma regra definida pela ASP, nem pela ABRASP, nem pela FESERJ ou CBS para este caso.

Sendo assim, a diretoria da FESERJ e as associações envolvidas com a etapa de 2011 aqui no Rio de Janeiro (Associação de Surfe da Barra da Tijuca, Arpoador Surfe Clube e Favela Surfe Clube) decidiram colocar em votação para definir o critério de indicação da vaga destinada pela ASP a Federação do Rio.

A decisão foi a seguinte:
 
Realização de uma bateria de 25 minutos, com quatro atletas, antes da primeira bateria oficial do WT. O vencedor entra no evento principal.
 
Cada uma das quatro entidades envolvidas diretamente com o evento teria direito a indicar um atleta para essa única bateria de triagem.

Os quatro atletas indicados pelas entidades foram os seguintes:
 
Jean da Silva – campeão brasileiro de 2010 – vaga da Abrasp;
Igor Morais – campeão carioca de 2010 – vaga da Feserj;
Simão Romão – indicado pelo Arpoador Surfe Clube e Favela Surfe Clube;
Leandro Bastos – indicado pela Associação de Surfe da Barra da Tijuca;

Em 2012, o critério foi modificado em função de uma votação entre todas as associações filiadas à FESERJ com direito a voto e a regra estabelecida e introduzida ao livro de regras da Feserj foi o Seguinte:

E) Será cedida a vaga da FESERJ de convidado / competidor no WT do Rio 2012 para o atleta campeão brasileiro 2011; a segunda vaga será do campeão estadual profissional de 2011. Posteriormente a isso, se houver a terceira vaga, esta será preenchida pelo vencedor de uma triagem entre os competidores das praias que estarão sendo sede desta respectiva competição. Caso ainda haja a quarta vaga, esta será cedida ao segundo colocado do ranking brasileiro de 2011; se houver a quinta vaga, será preenchida pelo segundo colocado no ranking profissional do estado do Rio de Janeiro; tendo a sexta vaga disponível para a FESERJ, a mesma será cedida ao atleta que ficar em segundo na triagem, e assim sucessivamente.   

Em 2013, 2014 e 2015, foram adotados os mesmos critérios de 2012.

Agora em 2016, atendendo a uma reivindicação do conselho de atletas da Feserj, em reunião realizada no dia 26 de maio de 2015, um novo critério foi determinado e introduzido ao livro de eegras da FESERJ de 2016:

“1. Classificatória “trials” com número máximo de 16 atletas.
2. Campeão brasileiro com direito a uma vaga.
3. Campeão carioca com direito uma vaga, mais seis surfistas subsequentes do ranking carioca, com total de 7 atletas.
4. Os quatro cariocas melhores colocados no ranking brasileiro
5. Os dois cariocas melhores ranking WSL (QS)
6. Um indicado da associação local da praia onde será realizado o evento, desde que seja um atleta profissional com representatividade e que a respectiva associação esteja com suas obrigações legais em dia.
7. Caso haja uma praia secundária diferente do palanque principal, um indicado da associação local da praia secundária ao evento, desde que seja um atleta profissional com representatividade e que a respectiva associação esteja com suas obrigações legais em dia. Caso não haja praia secundária, a associação local indicará as duas vagas.
* Caso haja sobreposição de vaga, será seguido o ranking carioca até a 16a posição. Passando a 16a posição, a vaga irá para o carioca melhor colocado no ranking Pro Junior da WSL.
* Caso não haja circuito carioca, as 8 vagas serão reavaliadas pelo conselho de atletas da FESERJ.
* Caso haja um terceiro local, será subtraída uma vaga do ranking carioca.
* A vaga é destinada ao campeão da classificatória
* Caso o campeão fique impedido de participar por qualquer motivo, a vaga vai automaticamente ao segundo colocado, e assim sucessivamente, conforme colocação.
* Caso a WSL disponibilize mais vagas, será respeitada a ordem de colocação da classificatória”

Respaldo Legal

No dia 8 de outubro de 2011, em Palmares do Sul (RS), por iniciativa da FESERJ, que solicitou que o assunto fosse colocado em pauta, foram definidos, durante a assembleia ordinária da CBS (Confederação Brasileira de Surf), “os critérios para a realização de eventos internacionais nas praias do litoral brasileiro”, que definiu o seguinte:

“Item 5: uma das vagas de wildcard destinada à federação local”.

Vagas de wildcard

A etapa masculina do WCT no Rio de Janeiro tem 36 atletas. Destes, 32 são integrantes da elite mundial. Os outros quatro competidores são wildcards, ou seja, convidados. A primeira vaga vai para um surfista que se contundiu e não conseguiu pontos suficientes para se qualificar para o circuito. Outras duas são da World Surf League internacional e costumam ser destinadas a atletas bem colocados no ranking. A última vai para a federação local, respeitando os critérios estabelecidos pela CBS.

Conclusão

Uma das vagas de wildcard oferecida pela WSL, de acordo com a determinação da Confederação Brasileira de Surf, tem que ser destinada à federação local onde o evento ocorrer. Se a vaga é destinada à federação local, cabe a ela por direito definir qual o critério para a indicação da mesma.

Abílio Fernandes

Presidente da FESERJ”

 

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