Atual campeão do WCT, o australiano Mick Fanning não consegiu repetir a atuação das últimas temporadas e teve o pior resultado dos últimos dois anos.
Na última terça-feira, o australiano foi derrotado pelo niteroiense Bruno Santos na segunda fase do Billabong Pro Tahiti 2008, que teve início depois de seis dias de espera em ondas de até 2 metros, em Teahupoo.
Depois de perder na primeira fase para o havaiano Pacho Sullivan por uma diferença de um décimo, Fanning não encontrou seu ritmo e foi surpreendido pelo niteroiense nos segundos finais da bateria da repescagem.
?As coisas poderiam ter sido melhores. Toda onda era uma batalha para descolar notas 4 e 5. As ondas não estavam abrindo muito, então ou eu estava muito fundo ou muito na boca do tubo. Não consegui encontrar uma boa intermediária, mas acontece. As ondas estavam boas, eu é quem não estava bem?, fala o australiano para o boletim de imprensa distribuído pela ASP.
No ano passado, Fanning terminou a etapa de Teahupoo em segundo lugar, além de chegar pelo menos até a semifinal em 11 das 13 etapas do circuito. A 33ª colocação nesta terceira etapa iguala seu pior resultado, que também foi em Teahupoo, há dois anos. Vale lembrar que ao final do circuito, os atletas têm direitos a dois descartes.
?Agora vou ter que descartar este resultado. Ainda faltam muitas etapas para o fim, então vou voltar para casa e me concentrar novamente?, planeja Fanning.
Durante toda a bateria da repescagem, Bruninho esteve muito perto no marcador, precisando apenas de 3.34 para virar o resultado. Na contagem regressiva, Bruninho descolou nota 4.17 para totalizar 10.00 pontos no somatório e eliminar o atual campeão do WCT, autor de 9.17 pontos.
?Realmente foi uma bateria péssima. Pois as ondas estavam ótimas, mas não consegui pegar nenhuma melhor que 5.00 pontos. Apesar da bateria ter sido ruim, encontrei um tubinho no final e consegui a virada?, comenta Bruno Santos.
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O norte-americano oito vezes campeão mundial, Kelly Slater também teve que encarar a segunda fase, depois de perder na primeira rodada para o convidado local, o taitiano Manoa Drollet.
Slater, que venceu a etapa de Teahupoo em 2000, 2003 e 2005, pegou bons tubos na repescagem para somar 18.70 e derrotar o havaiano Jamie O?Brien, autor de 13.90 pontos.
?Jamie O?Brien é um excelente surfista e um dos melhores tube riders de todos os tempos, então eu sabia que seria uma bateria difícil?, revela Slater.
No ano passado, Slater passou pela repescagem somente uma vez. Nesta temporada o floridiano perdeu apenas uma bateria e venceu as duas primeiras etapas do circuito.
?Com certeza uma seqüência de vitórias é muito bom. Mas toda seqüência chega ao fim. O segredo é aprender com as derrotas. Agora com a prioridade das ondas posso ser mais seletivo, levar o tempo que precisar e pegar a onda que eu quiser. Provavelmente devo ter pegado umas oito fechadeiras na primeira bateria porque precisava andar bem fundo a todo o momento?, explica Kelly Slater, atual líder do ranking WCT.
Slater encara o taitiano Manoa Drollet mais uma vez na terceira fase, porém o surfista local entra na água com toda confiança depois de vencer o atual líder do circuito logo na rodada de abertura da prova.
?Vencer o Kelly Slater é excelente. Sinto-me mal porque ele ficou um pouco chateado. Mas isto é uma competição. Tive sorte de pegar as duas melhores ondas da bateria. Kelly pegou uma boa no final e quase virou o placar. Neste evento, o cara que pegar as boas vencerá a bateria. Foi o que aconteceu comigo?, fala o taitiano Manoa Drollet.
Drollet é o único surfista local na edição deste ano. Apesar dos taitianos eliminarem so tops da competição, nenhum local já venceu a prova.
?Fiquei em terceiro uma vez, quando o C.J. Hobgood me eliminou na semifinal. Isso foi há nove anos. Claro que eu sonho com a vitória, mas sei que todos os competidores são muito bons e conhecem a onda tanto quanto eu. A estratégia é se concentrar em uma onda de cada vez?, conta Drollet.
A bateria do dia foi a do paulista Adriano Mineirinho, que surfou dois profundos tubos para totalizar 19.53 pontos de 20 possíveis e mandou o australiano Kieren Perrow e o francês Mikael Picon para a repescagem. Este foi o maior somatório do paulista em três anos na divisão de elite do surf mundial.
?Há muitos anos venho ao Tahiti e sempre pego boas ondas, mas nunca consegui mostrar isso nas baterias. Por isso estou muito feliz. É o meu dia. Estou amarradão por conseguir notas tão altas. Espero manter a mesma determinação e concentração na próxima fase para tentar chegar até a final?, comemora Mineirinho.
