Na manhã desta terça-feira, o programa Bom Dia Brasil, da Globo, exibiu uma reportagem sobre os tiros disparados contra o atleta profissional Ricardo dos Santos, na Guarda do Embaú (SC).
A reportagem conversou com Nicolau dos Santos, avô do atleta, e Mauro da Silva, tio de Ricardinho. Segundo eles, o policial militar Luiz Paulo Mota Brentano, 25 anos, teria estacionado o carro em cima de um cano que estava em obra, em frente à casa de Nicolau.
“Quando nós chegamos aqui, o carro estava bem em cima da instalação. O avô de Ricardinho pediu para que saíssem e a obra pudesse continuar, mas o policial se recusou. “Daqui eu não saio. Estava aqui e tenho que ficar aqui”, conta Nicolau.
Ricardinho teria tirado satisfação com o policial, e em seguida virou as costas e saiu. De acordo com Marcos, tio do atleta, o policial e seu irmão pareciam embrigados. “O cara simplesmente sacou a arma e atirou. Sem motivo, sem falar nada”.
Em seguida, Ricardinho teria gritado para que o tio fizesse alguma coisa e corresse atrás do policial e do irmão. Marcos conseguiu anotar a placa do Citroën C4.
Segundo o delegado Marcelo Arruda, o irmão do policial alegou que os tiros foram efetuados por legítima defesa. Até o momento, o PM não prestou depoimento oficial. Luiz Paulo Mota Brentano permanece preso em quartel da Polícia Militar em Florianópolis.
“São duas versões conflitantes. Uma parte diz que seria legitima defesa, a outra diz que os disparos foram injustificados, que não houve nenhuma agressão que motivasse esses disparos”, disse o delegado.
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