Surf city baiana

Encantos de Itacaré

No litoral Sul da Bahia, uma pequena cidade, uma rua principal, poucas praças, muitas pousadas, vários surfistas, praias paradisíacas e sim, muita onda.

Com essa descrição fica fácil adivinhar que estou falando de Itacaré. Nos arredores, alguns points de qualidade. Mas é a pequena grande Tiririca que ganha a preferência da maioria dos locais e turistas que procuram boas ondas.

Depois de muita correria envolvendo as competições mundiais no Sul do país, troquei o frio de Floripa pelo calor do sol baiano. Nos meses de inverno ondulações maiores de Leste e Sudeste são constantes nessa parte da Bahia. Particularmente em Itacaré, elas atravessam grande plataforma continental, o que faz com que as ondas cheguem com bastante força e tamanho na região. 

Neste ano não foi diferente. Em meu segundo inverno na região, pude confirmar que esta é a melhor estação para o surf, quando as ondas mostram todo seu potencial. Com novas lentes e uma caixa estanque pronta para estrear, passei três semanas fotografando de perto a ação na Tiririca, não deixando de fazer também imagens mais artísticas, aproveitando a água clara e quente, os coqueiros e todo o visual das praias baianas.

Apesar de outros ótimos surfistas locais, o destaque nas fotos vai para a galera mais nova. Icaro Ageu, Leandro Prado, Willy Correa, Iago Silva e Male mostraram bastante talento com altos e modernos aéreos, manobras fortes, invertendo tudo nas ondas da Tiririca.

À exceção de Iago, nenhum deles conta com um bom patrocínio no momento – o que dificulta ainda mais o caminho desses surfistas para a carreira profissional. Falta o apoio de grandes marcas e instituições para trazer mais eventos, premiações, mídias e patrocínios, contribuindo para o desenvolvimento tanto dos atletas como da associação local.

Mas esta situação aos poucos pode ir mostrando sinais de mudança. De forma consciente e respeitando a natureza local, a pequena cidade tem tudo para se transformar em uma verdadeira surf city.

Quanto aos seus surfistas… esses terão que continuar aprimorando técnicas e estilo nessa pista de treinamento, deixando de ser promessa para se tornar revelação, ou impressionando apenas com o free surf.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.