Em 2007, com as mudanças no formato do Circuito Brasileiro Super Surf, ficou ainda mais apertado o cronograma, com uma média de 20 baterias por dia. Para se ter uma idéia, enquanto o WCT Masculino tem dez dias para acontecer, o Super Surf é obrigado a resolver em cinco dias (e com o acréscimo do Feminino!)
Isso torna impossível que o evento aconteça nas melhores condições. É necessário o dia inteiro de baterias, em uma maratona desgastante para todos.
Para resolver essa questão, algumas alternativas estão sendo cogitadas para 2009. Aumentar o número de dias do evento é uma delas. Por outro lado, a mais real seria diminuir o número de baterias. Neste caso, a proposta da direção da Abrasp seria acabar com as fases de repescagem.
No Feminino, depois da primeira fase de seis baterias, as meninas seriam divididas em quatro baterias de três atletas cada.
Na seqüência, as oito classificadas serão divididas em quatro baterias, já no sistema homem-a-homem. Das 23 baterias disputadas hoje, passariam a ser 17 baterias. Uma economia de cerca de duas horas e meia.
No Masculino, seriam 16 baterias a menos, com a primeira fase classificando dois dos três competidores. São seis horas e quarenta minutos de economia de tempo.
Assim, em um dia com condições ruins, quando a previsão informa sobre melhora para um período próximo será possível aguardar. Uma utilização mais racional do tempo, proporcionando as melhores ondas para os melhores surfistas.
Um outro benefício é a possibilidade de utilizar esse tempo ?extra? para ações especiais, como Tag Team, baterias especiais etc. Uma forma de agregar valor ao evento e abrir outras alternativas para patrocinadores, mídia e competidores.
Cabe aos surfistas colocarem na balança se essa segunda chance vale mais do que eventos alternativos que podem atrair a mídia. Se essa segunda chance tem mais valor do que a possibilidade de competir nas melhores condições.
