O USBA Sandy Beach Pro rolou no penúltimo fim de semana em uma das praias mais populares da comunidade do bodyboard na ilha de Oahu, Hawaii.
Clique aqui para ver as fotos
Sandy Beach está para os bodyboarders no verão, assim como Pipeline está para os bodyboarders no inverno.
Berço de lendas vivas do bodyboard havaiano como Ben Severson e Haoli Reeves, Sandy Beach foi palco do primeiro campeonato internacional de bodyboard feminino em 1988, quando as brasileiras chegaram arrasando e Glenda Koslovsky sagrou-se a primeira campeã mundial.
Pois é galera, história do bodyboard feminino. Vinte anos depois, isso mesmo, 20 anos, me vi competindo em Sandy Beach mais uma vez, junto com Cláudia Ferrari, que também estava presente naquele primeiro campeonato.
Em 1988, parti do Brasil rumo ao Hawaii, com autorização de viagem por escrito dos meus pais e sob a responsabilidade de Tony Koslowsky, pai da Glenda. Em 2008, morando no Hawaii, e com uma “pessoinha” de dois anos sob minha responsabilidade, a vida se repetia…
Em 1988, o time de primeiríssima linha era formado por Isabela e Mariana Nogueira, Cláudia Saboia, Tanira e Andréia Guimarães, Tatiana Van-Hemerick, Stephanie Pettersen e Cristine Trovão. Meninas que partiram do Brasil rumo a Sandy Beach e de lá para o mundo!
Essa segunda geração (segunda, pois a primeira vocês sabem quem foram – Gica Vargas, France Hazar, Daniela Figueiredo, Maju, Nina, entre outras) de bodyboarders brasileiras abriu os olhos da comunidade internacional, que nunca tinha visto tamanho talento!
É verdade. No ano seguinte, fomos competir na Austrália e a Belinha ganhou, se não me engano do Ben Severson, numa bateria mista em Mainly Beach. As meninas tinham se profissionalizado naquele ano e tiveram que competir contra os homens.
Esse curto pedaço de história, que eu me senti inspirada em dividir com vocês, veio a minha lembrança quando começava a escrever um release sobre o campeonato, e de repente, me toquei: Caramba, são 20 anos de bodyboard em minha vida.
E ainda tem mais, o campeonato mundial de Sandy Beach em 1988 foi em julho ou agosto, no auge do verão havaiano, exatamente como o do fim de semana passado.
Depois disso, eu acho que nunca mais surfei em Sandy’s, pois só voltava ao Hawaii para a temporada de inverno, de vovembro a fevereiro.
Quis escrever para tentar dar mais inspiração a nova geração, dizer que o amor ao esporte não acaba, e que muitas vezes, quando você compete sem pressão, como no meu caso, você pode se dar melhor nos campeonatos.
O USBA Sandy Beach Pro foi a terceira etapa do circuito norte-americano e contou ainda com a presença de outras brasileiras que moram no Hawaii, como Carol Casemiro, Juliana Freitas, Roberta Bitzer, Andréa Carvalho e Elizabete Pereira. As meninas, mais uma vez fizeram bonito durante todo o evento.
Carol Casemiro perdeu por muito pouco na semifinal e Juliana Freitas teve a maior nota do primeiro dia do campeonato, botando para dentro de um tubão e saindo lá na frente, quando ninguém esperava.
Eu fui vice-campeã do evento, ganhando de duas japonesas da nova geração, Ayako Ancheta e Aki Oguda. Fiqeui atrás da campeã, Claudia Ferrari, grande legend do esporte, exemplo de dedicação, e mais do que tudo, de muito amor ao bodyboard.
Cláudia Ferrari sagrou-se bicampeã do evento, com a maior nota da final. É isso aí, 20 anos depois, ela continua arrebentando.
Elas são demais! Essas bodyboarders brasileiras são demais, concordam?
Para concluir segue uma mensagem às competidoras: Relaxem mais e surfem o que vocês sabem sem pressão, assim o resultado virá.
E para todos os bodyboarders: Nos vemos dentro d’água, porque uma vez bodyboarder, sempre bodyboarder.
Para finalizar, termino com uma passagem extraída do blog Produto Cultural, que é muito legal e resume essa história que eu contei para vocês.
“Quando eu tiver 70 anos – então vai acabar esta adolescência – vou largar da vida louca – e terminar minha livre docência. Vou fazer o que meu pai quer, começar a vida com passo perfeito. Vou fazer o que minha mãe deseja, aproveitar as oportunidades, de virar um pilar da sociedade – e terminar meu curso de direito. Então ver tudo em sã consciência – quando acabar esta adolescência?, Paulo Leminski, escritor, poeta e professor brasileiro.

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.
0 comentários
Seja o primeiro a comentar.
Carregando comentários…