No esporte existem sempre dois caminhos: dentro das regras, ou fora das regras. Um de meus atletas me fez a seguinte pergunta:
“Paulinho, você acha possível competir em igualdade de condições; um atleta que treina muito, mas não usa nenhuma substância especial para aumento de performance, contra outros atletas que usam substâncias proibidas consideradas doping no meio olímpico?”
A minha resposta foi a seguinte: Não é questão de ser possível ou não competir contra esses atletas que usam substâncias que chamam de “ajuda” quando algumas estão na lista de substâncias proibidas pelo COI, mas, neste caso, não temos igualdade de condições e não é uma competição justa. No meu entender trata-se de uma forma de enganar a si próprio, uma forma desonesta e que ultrapassa o bom senso de vida saudável, vira uma obsessão de vaidade extrema e exagerada.
Não sejamos ingênuos, pois a todo momento temos ao nosso lado vários atletas que seguem este caminho. Sou contra e jamais indicarei este caminho para qualquer atleta.
Gabriel Medina estrala campanha contra o doping promovida pelo Minstrério do Esporte:
Aqui vai meu alerta, pois muitos atletas querem que alguns de seus esportes se tornem olímpicos, mas vários usam substâncias proibidas, ou irregulares e também por vezes usam drogas que consideram “normais” no dia a dia. O nome diz tudo “droga é droga”.
No ambiente olímpico o controle é regular em período de treinos com efeito surpresa e em competições como normal. Portanto, o melhor mesmo é não usar drogas ou substâncias proibidas.
* Paulo Prass foi Técnico Chefe da Seleção Brasileira de Remo nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 e hoje desenve o trabalho de paddle coach da Walea Canoa localizada na Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre (RS).