Tempestade subtropical

Deni se aproxima da costa

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O modelo GFS indica rajadas de vento de até 100 km/h contornando a baixa, mas com rápido deslocamento para o oceano, sem interferência próximo à costa. Foto: Reprodução.

 

A Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha emitiu alerta meteorológico em virtude do aprofundamento de um sistema de baixa pressão atmosférica sobre o Oceano Atlântico, na altura do litoral do Rio de Janeiro e São Paulo.

O órgão advertiu para a possibilidade de ressaca e vento forte, desde o litoral sul fluminense até o litoral sul catarinense, cobrindo toda a extensão litorânea do Paraná e São Paulo.

Simulações computadorizadas chegaram a prever um sistema inicial totalmente tropical e logo em seguida subtropical se transformando em um ciclone extratropical, e já se afastando da costa brasileira.

O modelo GFS indica rajadas de vento de até 100 km/h contornando a baixa, mas com rápido deslocamento para o oceano, sem interferência próximo à costa. A região do litoral norte de São Paulo seria a possível área mais afetada por rajadas de vento.

A carta sinótica elaborada pela própria Marinha do Brasil à 0UTC desta quarta-feira identificou a atuação da tempestade subtropical “Deni”, com núcleo de 998 hPa rente à costa de São Paulo.

Outra carta sinótica, elaborada pelo Cptec/Inpe, também identificou a tempestade subtropical “Deni” no Atlântico, onde seus reflexos foram sentidos na região de Ubatuba, no litoral norte paulista, com rajadas de vento e agitação marítima.

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A carta sinótica elaborada pela própria Marinha do Brasil identificou a atuação da tempestade subtropical “Deni”. Foto: Reprodução.

 
Desde 2011, a Marinha do Brasil, órgão oficial e responsável pelo monitoramento, previsão e alerta de sistemas no Oceano Atlântico Sul e em área pertencente ao Brasil, optou por designar nomes em linguagem Tupi Guarani para melhor classificar os sistemas subtropicais e tropicais. “Deni” é a quarta tempestade subtropical ao se formar sobre águas brasileiras desde 2011.

Em 14 de março de 2011, a tempestade subtropical “Arani” se formou cerca de 140 quilômetros da costa do Espírito Santo, onde chuvas volumosas de até 400 milímetros provocaram estragos com alagamentos e enchentes em cidades capixabas.

Em 6 de fevereiro de 2015, formou-se a tempestade subtropical “Bapo”, onde ventos de 80 km/h levaram muita chuva e ressaca ao litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Municípios registraram danos por conta da chuva e do vento forte.

Em 10 de março de 2015, a tempestade subtropical “Cari” provocou estragos em cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, com ventos de até 100 km/h, muita chuva e ressaca, com ondas de até cinco metros.

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Outra carta sinótica, elaborada pelo Cptec/Inpe, também identificou a tempestade subtropical “Deni” no Atlântico, onde seus reflexos foram sentidos na região de Ubatuba, no litoral norte paulista, com rajadas de vento e agitação marítima. Foto: Reprodução.

 
E agora, portanto, em 16 de novembro de 2016, é classificada a tempestade subtropical “Deni”, que já provocou chuva forte e ressaca em parte do litoral de São Paulo nas últimas horas.

Os próximos nomes empregados para novas tormentas subtropicais/tropicais serão Eçaí, Guará, Iba, Jaguar, Kamby e Mani.

Embora não haja risco para o continente, a Marinha mantém o alerta para vento forte e ressaca na orla até sexta-feira (18) entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina.

(Crédito das imagens: Reprodução/Marinha/NOAA/YR/NCEP/Ventusky)

Fonte: De Olho No Tempo Meteorologia

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