O carveboard é um esporte recente. Criado há cerca de 12 anos, nasceu em 1997, quando o surfista norte-americano Brad Gerlach e seu pai Joe idealizaram na Califórnia uma prancha para o treinamento de algumas manobras do surf no asfalto, além de terem uma alternativa de diversão nos dias de mar flat.
Não demorou muito para que o carveboard cativasse os mais diferentes fãs de surf por todo o mundo. No Brasil, é ainda mais recente, com menos de 10 anos da chegada dos primeiros carves gringos.
O carveboard aparece com um novo conceito nos esportes praticados sobre prancha e une técnicas do surf e snowboard, bem diferente de um skate normal.
A Urban Surf boards é uma empresa formada for surfistas da capital de São Paulo, que para matar a fissura do surf durante a semana criaram o Urban Surf Carveboard, uma espécie de simulador do surf 100% nacional.
O US carveboard é um tipo de skate, mas totalmente voltado para quem pega onda. Carve vem de cavada. Seus eixos possuem um sistema de suspensão formado por molas, que se inclinam a 45º, proporcionando cavadas e rasgadas muito semelhantes ao surf.
O equipamento possui também pneus com câmaras de ar, que possibilitam o “surf” em qualquer terreno, um role muito macio, além também, de subir guias de calçadas, e poder controlar a velocidade do drop com os pneus mais cheios ou mais vazios.
O coeficiente de atrito da borracha dos pneus no asfalto é muito semelhante ao das quilhas da prancha na água. Seu shape é uma verdadeira pranchinha, podendo ter rabeta swallon ou squash, que é claro, só influencia no visual.
Ele funciona em qualquer ladeira, deixa o cutback afiadíssimo, além de permitir rasgadas de front e backside que só faltam abrir aquele leque d´água. Aquelas passadas para passar a seção são praticamente iguais e dependendo do lugar até tubo você acha.
Enfim, sem dúvida é um ótimo treino para manter o rip fora d´água, seja longe da praia ou em um dia flat. É só achar uma ladeira e se jogar, claro que com equipamentos de proteção, pois a vaca é no asfalto. O coral está sempre exposto.
Já existe uma galera que vem abusando do carveboard. Ele é ótimo para o condicionamento das pernas, e o aprimoramento dos movimentos que são muito similares ao surf.
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Juiz de Fora e Brasília estão concentrados a maior parte dos surfistas do asfalto, mas na verdade o carve está conquistando adeptos no Brasil inteiro. Basta uma ladeira com asfalto em condições razoáveis que a brincadeira está garantida.
Em São Paulo, a galera costuma dropar picos como Alphaville, em que as ladeiras possuem cerca de dois quilômetros de extensão, passando por diversos tipos de seções, desde as mais inclinadas até as mais tranquilas.
Há sempre quem brinque dizendo que Alphaville deixa Chicama ou Pavones no chinelo, devido à extensão que a laderia pode ser surfada.
Confira no vídeo acima o que a galera anda fazendo por aí com os carveboards Urban Surf.
Para obter mais informações, visite o site da Urban Surf Boards.