O Rip Curl Pro Portugal começou com cinco vitórias brasileiras em Peniche. Em ondas de 1 metro e formação regular, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Adriano de Souza, Jadson André e Wiggolly Dantas avançaram direto à terceira fase na praia de Supertubos.
Destaque para Italo, que encerrou o dia com o maior somatório ao registrar 15.90 pontos. O potiguar perdia a sua bateria, mas investiu nos aéreos para arrancar 8.67 e 7.23, deixando para trás os havaianos Sebastian Zietz e Dusty Payne.
Quem também chegou aos 15.90 foi o australiano Josh Kerr, que teve muito trabalho para superar o brasileiro Alejo Muniz em um dos duelos mais eletrizantes do dia.
Faltando pouco mais de quatro minutos, Alejo precisava de 8.08 para virar e acertou um belo aéreo rodando de frontside, mas obteve 7.93. Ele já havia obtido 7.83 em um alley oop segurando as bordas da prancha, seguido de um snap. Já Josh descolou 8.33 em um aéreo rodando de frontside e teve 7.67 em um tubo de backside.
Logo na sequência, Adriano de Souza encarou uma batalha muito acirrada e conseguiu a vitória com 6.87 e 7.30. O australiano Jack Freestone ficou em segundo com 7.67 e 5.83, enquanto Caio Ibelli foi o terceiro com 6.67 e 4.57.
Também com uma atuação expressiva, Miguel Pupo venceu o quarto confronto do dia com notas 6.17 e 8.17, deixando para trás os australianos Ryan Callinan e Matt Wilkinson, com 13.20 e 7.63, respectivamente.
“Eu sinto uma grande pressão, mas tenho já estive nessa posição antes e consegui me reclassificar. Esta é uma onda que eu gosto muito, mas nunca fui bem, então pode ser este ano, talvez. Estou tentando não apressar as coisas, acho que é isso que tenho de fazer e foi assim que surfei na última bateria. Esperei pelas ondas e tentei sentir o oceano”, diz Pupo.
Na sexta bateria, Jadson André desbancou o atual líder do ranking mundial, John John Florence, e o convidado português Miguel Blanco.
Jadson começou forte com 6.67 em uma esquerda agredida com uma rasgadas e duas batidas. Em sua segunda onda, o potiguar acertou uma batida passando e uma pancada na junção para descolar 6.53 e ampliar ainda mais o somatório.
Blanco também investiu nas esquerdas e somou 6.10 e 5.07, terminando em segundo, enquanto John John somou 4.67 e 5.27.
“Eu definitivamente não quero estar nessa posição todo ano, mas às vezes você não tem escolha. Tive duas contusões no início do ano que realmente me derrubaram”, conta Jadson. Miguel (Pupo) e eu somos os únicos dois caras que acho que têm estado nessa situação todo ano, então podemos ter um pouco de vantagem. Adoro Portugal, sempre me dei bem aqui e espero que eu possa vencer mais umas duas baterias”, finaliza o potiguar.
O forte ritmo brasileiro foi mantido por Wiggolly Dantas, que levou a melhor no duelo com o conterrâneo Filipe Toledo e o australiano Adam Melling.
Guigui mandou 5.67 e 5.27, contra 4.70 e 4.83 de Filipinho, que defende o título da etapa portuguesa.
Mais dois brasileiros foram para a água nesta terça-feira. Vice-líder do ranking mundial, Gabriel Medina foi superado pelo wildcard português Frederico Morais. O brazuca ficou em segundo lugar com notas 4.73 e 5.03, contra 5.57 e 5.80 de Frederico, que mostrou um backside afiado e chegou a descartar uma nota (5.27) superior a todas as notas obtidas pelos adversários.
No mesmo confronto, o norte-americano Conner Coffin terminou em terceiro com 3.90 e 4.13.
Ao término da bateria, Frederico Morais falou sobre a vitória. “Eu não tenho nada a perder, então apenas surfo. As condições estão bem difíceis e há muitas fechadeiras, você precisa pegar muitas ondas para fazer algumas boas, revela o português. “Quero me classificar, mas todo mundo sabe a dificuldade que é o QS. Estou em 38o e teremos mais três eventos. Adoro o Havaí, o big surf, então espero que possa ir bem lá e talvez me garantir no próximo ano”, diz Frederico.
Outro que se deu mal foi Alex Ribeiro. O paulista não conseguiu entrar em sintonia com as ondas e terminou em terceiro com 3.00 e 4.23, atrás do californiano Koloh Andino (1o) e do havaiano Keanu Asing.
A próxima chamada acontece às 4 horas (horário de Brasília) desta quarta-feira e a tendência é de que a repescagem seja iniciada em boas ondas.
PREVISÃO DAS ONDAS – Os ventos associados ao Furacão Nicole vão proporcionar um período alto no swell de oeste que ganha força na tarde de terça-feira e continua até sexta-feira, geralmente com ventos leves e condições favoráveis.
O Atlântico Norte apresenta potencial para ondulações mais fortes de noroeste / oeste – noroeste entre o fim de semana e o meio da semana seguinte, mas os ventos e condições parecem arriscados neste momento.
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