Na última semana de maio, depois da passagem de mais um ciclone extratropical pelo litoral brasileiro, uma forte ondulação de Sudeste trouxe altas ondas para a maioria das praias do país.
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Algumas quebraram sem condições, mas outras fizeram a alegria daqueles que souberam aproveitar os vários dias da ondulação.
A maioria das praias de Santa Catarina está fechada para a pesca da tainha, porém, aqui no litoral Norte, são poucas as praias impróprias para o surf.
Neste dia fomos conferir uma praia ao Norte da Ilha de São Francisco do Sul. Quando chegamos, com a maré subindo, as ondas fechavam rápidas e inteiras no inside, os tubos eram a única saída.
Eram 12 horas e o crowd não aparecia. Surfamos por muito tempo com cinco, seis pessoas na água, um verdadeiro dia clássico. Nesta hora, a maré chegou ao auge da cheia. O vento que já era terral parou, o mar ficou liso e a maré logo entrou na vazante.
Estávamos cansados da remada, pois, apesar das ondas não estarem grandes, o pico fica ao lado da Baía da Babitonga, onde o canal do Porto inicia. A força da enchente carrega você para o final da praia, é necessário se manter nos bancos para achar as boas da série, que não paravam de bombar.
Decidi sair da água e comer algo. Como estou sempre com a câmera a tiracolo, aproveitei um dos melhores momentos de mais um dia clássico.
Foi quando o surfista Paulo Henrique entrou na água e aproveitou as melhores ondas do dia. Naquele momento todas as ondas estavam perfeitas, algumas fechavam na saída do tubo, mas em outras era só encaixar e sentir o que o surf tem de bom: o tubo.
No total foram cinco dias de altas ondas em um local preservado. Para chegar até lá é preciso passar por uma bela caminhada, somente com o som da natureza e das ondas com seus tubos perfeitos. Agora só nos resta esperar o próximo ciclone.
O fotógrafo Luciano Saraiva registra surf trips em Santa Catarina. Para obter mais informações sobre seu trabalho, acesse o site Cia Saraiva.