O atleta paulistano Robson “Careca” de Souza, 38, sofreu um acidente automobilístico em 1988 quando voltava para casa depois de uma sessão de surf em Ubatuba (SP).
Mas este acontecimento inesperado não tirou de Robson a vontade de viver. A partir desta data, além da prancha, ele passou a ser visto com mais um novo adereço: a cadeira de rodas.
Desde então, Souza passou a ser conhecido como o primeiro portador lesadomedular a surfar deitado no Brasil. Mas ele queria mais. Por isso, estimulou outros cadeirantes a surfarem e remar deitados.
Hoje, ele é o fundador e presidente da ONG Surf Especial que visa a inclusão social ao portador de necessidades especiais ao mundo do esporte.
“Meu objetivo é incentivar pessoas, e portadores de algum tipo de deficiência ou locomoção reduzida, a praticarem um esporte ou remadas adaptadas em prancha. Quero incentivar a saúde o bem estar, pois o esporte aproxima as pessoas, aumenta a autoestima, companheirismo, respeito, qualidade de vida e amor ao próximo”, afirma Robson Careca.
O Censo do IBGE de 2000 aponta que o país possui cerca de 60 milhões de deficientes físicos. Destes, mais de 937 mil dependem da cadeira de rodas para se locomover.
“Com a ajuda de pessoas qualificadas e avaliações periódicas todo mundo, independentemente de sua necessidade, consegue surfar”, diz Careca que sugere a prática da remada deitado quando o mar está calmo.
De acordo com o atleta, o surf é um dos esportes mais completos e indicados para a recuperação física. “O sol e o mar, em si, já ajudam a obter energias positivas. E, como este é um esporte que envolve a natureza isso influência e colabora na parte interna e externa do nosso corpo, facilitando a recuperação”.