Barca da Galera

Bruno Orcy curte Nias

Quando planejamos a trip pelo sudeste asiático, tínhamos pouca noção do que seria a viagem e do tempo que ficaríamos isolados da civilização. Estávamos largando tudo pra viver as ondas perfeitas que existem nas ilhas da região e não poderíamos deixar de incluir a Indonésia no roteiro. Chegando perto do começo da viagem decidimos ir pra ilha de Nias, no norte da Sumatra, local de tsunamis e terremotos.

 

Aos poucos a trip foi começando e mal podíamos imaginar que o universo estava conspirando a nosso favor. Ainda na Austrália, conhecemos um neozelandês chamado Steve, que era casado com uma local da praia de Sorake, em Nias. Ao chegarmos, fomos recebidos pela família dela, que já nos aguardava ansiosamente. Passamos um mês inteiro lá regado a Bintangs e swells. Por sermos convidados de um integrante do clã, éramos tratados como parte da família. Isso ajudou muito a conhecer melhor as pessoas que habitam o lugar, além de nos colocar em total imersão nos costumes locais.

 

Na cerimônia de despedida do casal de amigos, que estava voltando das férias para Sydney, fomos os únicos gringos convidados para o banquete. Quando chegamos lá, ficamos surpresos com o fato de não haver talheres. Somente poderíamos nos servir em um prato fundo e comer tudo com as mãos. Foi realmente uma experiência.

 

Ao longo dos trinta dias que ficamos na ilha, pegamos três swells grandes e no máximo dois dias flat, que foram bons para curar as tatuagens feitas nos corais. Nesse paraíso conhecemos muitos locais que paravam para conversar com a gente e tentar vender mercadorias. Sempre com um bom papo e Bintangs geladas, tornamos nossa humilde casa num lugar de confraternização e reunião, o que permitiu fortalecer os laços e deixar as portas abertas para quando voltarmos.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

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Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

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