Quiksilver Pro France

Brazucas jogam duro

980x654

Miguel Pupo é o primeiro brasileiro a avançar no Quiksilver Pro France 2016. Foto: © WSL / Cestari.

 

Depois de dois dias de espera, o Quiksilver Pro France voltou a entrar em cena na costa francesa.

A primeira fase teve continuidade em boas ondas de até 1,5 metro em Culs Nus, Hossegor, com cinco brasileiros avançando direto à terceira fase.

O primeiro a vencer sua bateria foi Miguel Pupo. Em um duelo com poucas ondas, Pupo somou 4.17 e 4.40 para derrotar o australiano Matt Wilkinson (2o) e o convidado italiano Leonardo Fioravanti.

“Estava tentando ampliar as minhas notas na bateria inteira, mas está muito difícil lá fora. A formação da onda está um pouco gorda, com pouco lip para manobrar”, analisou Pupo. “No fim da bateria da bateria eu remei em uma onda e perdi a prioridade, eles pegaram duas ondas e eu não pude vê-los, então somente esperei pelo melhor e por sorte eu passei. É muito importante escapar da repescagem quando você está na minha posição, em 22o no ranking, mas eu trabalho melhor sob pressão”, revelou o paulista.

Logo na sequência, Gabriel Medina mandou bem e descolou 7.27 e 6.23 na estreia, deixando para trás o australiano Ryan Callinan e o havaiano Dusty Payne.

“Eu adoro a França, é um bom beach break e estou empolgado em voltar”, diz Medina. “Tenho surfado muito e passei um tempo em casa, então me sinto ótimo. Estou tentando dar o meu melhor novamente aqui, neste campeonato. Temos três pela frente e espero que tudo dê certo e finalize bem no Havaí”, disse Medina.

Atual líder do Tour, o havaiano John John Florence teve muito trabalho para bater o convidado francês Joan Duru. John John reagiu nas últimas ondas e levou a melhor com 7.37 e 8.73, contra 7.17 e 8.17 de Duru. Em terceiro ficou o norte-americano Conner Coffin.

980x654

Gabriel Medina manda bem na estreia. Foto: © WSL / Cestari.

 
Os brasileiros voltaram ao outside na oitava bateria, com Italo Ferreira superando os compatriotas Alex Ribeiro e Wiggolly Dantas. Uma nota 8.33 de Italo desequilibrou o confronto.

“Eu cometi alguns erros quando comecei a bateria”, admitiu Italo. “Tentei mandar alguns aéreos e caí, quebrei a minha prancha e machuquei a perna. Está difícil porque a onda está muito complicada, então estou feliz por passar essa bateria e seguir em frente”, comentou o potiguar.

Em seguida, Caio Ibelli venceu uma batalha acirrada contra o aussie Julian Wilson e o catarinense Alejo Muniz. Caio se livrou da repescagem com 6.83 e 6.53, seguido por Julian, autor de 6.23 e 6.53, e Alejo, que obteve 4.67 e 7.43.

Na 11a bateria, Filipe Toledo não conseguiu superar o australiano Davey Cathels e foi para a repescagem junto com Josh Kerr. O brasileiro teve 5.97 e 2.83 nas duas melhores ondas, contra 7.17 e 6.43 de Cathels.

980x654

Italo Ferreira vence duelo 100% brasileiro. Foto: © WSL / Cestari.

 
Finalizando a primeira fase, Adriano de Souza dominou o outside e não deu mole aos adversários. Com 7.27 e 6.73, o atual campeão mundial deixou o australiano Adam Melling e o taitiano Michel Bourez em situação complicada.

“Está muito difícil lá fora com a maré bem baixa. A onda quebra muito rápida, às vezes não dá espaço para duas ou três manobras”, contou Adriano. “Estou muito feliz por essa vitória, ela me dá mais motivação para a próxima fase e quero encontrar o meu ritmo de volta. Tive duas derrotas na repescagem – Taiti e Trestles – e precisei dar uma pequena parada e voltar a trabalhar, então estou amarradão por essa bateria ter dado certo”, finalizou o brasileiro.

Ao término da primeira fase masculina, a World Surf League (WSL) promove a estreia das meninas no Roxy Pro France.

Previsão das ondas – Um swell oriundo do Atlântico Norte proporciona ondas de oeste / noroeste com bom tamanho. Um reforço com a mesma direção dará sequência até o fim de semana.

Confira mais detalhes em nossas próximas atualizações.

Veja Gabriel Medina em ação:

Veja imagens de Davey Cathels e Filipe Toledo:

Veja mais imagens desta quinta-feira:

767x495

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)