Organizador do Maresia Surf International desde 1998, o catarinense Bira Schauffert é só alegria na nova edição de umas principais provas do calendário sul-americano.
Depois de promover a etapa durante dois anos em Itajaí, litoral Norte de Santa Catarina, Bira trouxe a competição de volta à praia Mole, onde a prova aconteceu nos anos de 1998, 1999 e 2000.
“Pra mim facilita bastante como organizador porque sou daqui da região e conheço todo mundo. Nesse sentido facilita bastante pra mim. Para a Maresia, acredito que tenha sido uma grande estratégia trazer o evento de volta ao lugar em que ele nasceu”, afirma Bira.
Para o empresário, a praia Mole representa muito para a Maresia, os surfistas e as pessoas de Florianópolis. “De qualquer forma, é importante ressaltar o fato de o evento ter sido disputado dois anos lá em Itajaí. Também foi um grande sucesso e a descoberta de uma nova opção para fazer um bom campeonato de surf”, continua Bira.
“Em virtude do que ocorreu com a cidade, com as enchentes do último ano, acredito que as prioridades do município estejam voltadas para a reconstrução da cidade e nesse sentido o esporte sempre fica meio que em segundo plano”, acredita o catarinense.
“A gente não pode correr esse risco de fazer um evento num local em que as prioridades neste momento são outras. Nesse caso temos que buscar uma alternativa. Nós, da organização, acreditamos que os maiores problemas são os problemas que ocorreram com a cidade de Itajaí”, diz Bira.
“Para a Maresia, é mais uma estratégia de marketing mover o evento deles e sempre estar em lugares diferentes. Acho que acertamos e, com certeza, o Maresia deste ano é um sucesso garantido porque a praia Mole é um palco perfeito para fazer uma competição de surf”, afirma.
De acordo com o empresário, existe a possibilidade de a etapa tornar-se móvel e ganhar o status de Prime a partir do próximo ano.
“Nós já temos um aval positivo por parte da ASP, pela tradição de o evento ser disputado há vários anos, por Florianópolis ter sido palco do primeiro WQS disputado no mundo. Quando o circuito mundial foi dividido, tivemos a felicidade de ser o primeiro lugar a sediar uma etapa do WQS. Daí teve início uma história de mais de 25 campeonatos de WQS que ocorreram aqui”, afirma Bira.
“Então, por toda esse histórico de ter a Maresia como patrocinador e esse compromisso que ela tem com o esporte, temos essa possibilidade de fazer, quem sabe já no próximo ano, um evento Prime. Temos boas opções e acredito que se houver um esforço conjunto por parte da organização, o apoio governamental com patrocínio da Maresia e outras empresas que possam se agregar a esse projeto, a gente pode ter em 2010 um Prime não só para homens, como também um evento contemplando as mulheres”, conclui.
