Estava na minha décima terceira temporada no Hawaii quando o pessoal da marca Fish me convocou para fazer uma viagem à Fernando de Noronha (PE).
Na mesma hora, um filme passou pela minha cabeça. Tenho 13 temporadas havaianas, seis na Indonésia, oito no Chile, 14 no Tahiti, seis na Austrália e somente uma em Noronha, uma! como pode isso?!
Não pensei duas vezes, antecipei minha vinda ao Brasil e fiquei dois dias em casa matando a saudade.
Chegando na ilha, toda uma estrutura foi montada para recepcionar a equipe Fish, com direito a van nos esperando no aeroporto e estadia na pousada do Marcílio. O fotógrafo internacional Clemente Coutinho ficou encarregado de registrar todos os nossos passos.
A rotina na ‘pérola do Atlântico’ não variava muito das minhas outras trips. Acordar antes do sol nascer, pegar altas ondas, voltar e tomar café da manhã. Voltar para a praia, passar o resto do dia pegando altas onda até o corpo não aguentar mais.
A galera local era ponta firme. Dudu, Nego Noronha, Kaya, Galeguinho e Yaponã gritavam para eu remar quando subia uma onda boa.
O dia que mais me marcou foi o terceiro. Conheci o poder da laje da Cacimba. As ondas estavam em torno de 2 metros e o Terral soprava forte.
Nos dez dias que passei na ilha, curti momentos simples com amigos, mar e natureza. Conheci uma nova cultura e terei boas lembranças do lugar e dos amigos que ficaram pra trás.
Aliado a isso, ainda tem o tom da água. De todos os lugares que já surfei, Noronha tem a água mais cristalina e bonita do mundo.
Queria agradecer Wagner Beta, Marcelo e Bruno da Fish, Adriano Silveira, Léo, Paulo Fleury, Wilson Nora, Clemente Coutinho, toda a galera da pousada da Pousada do Marcílio e, em especial ao Cenourinha, que fez o melhor sashimi de atum que eu já comi. Agradeço também aos meus patrocinadores Gênesis, Fish e Alexandre Backdoor.










