De Volta Pro Futuro

Bali das antigas

Foi no fim dos 70, mais precisamente em 1979, quando decidi ir surfar no outro lado do mundo com o meu irmão Alberto. Eu estava com 19 anos de idade e o Alberto com 14 anos. O destino era uma longínqua ilha chamada Bali, num país remoto conhecido como Indonésia, numa época em que não existia o fax, a internet, o celular e nem uma telefonia decente.

Tudo começou depois de chegar às minhas mãos uma revista americana “Surfing”, por volta de 1977 ou 1978, que mostrava o surfista havaiano Gerry Lopez numa remota onda no oriente, nas bandas do Vietnã, chamada de Ulé, matéria intitulada “Scenes From The Paradise”, que documentava uma ilha paradisíaca, com visuais incríveis, um povo exótico e ondas de desenho de caderno com tubos para esquerda perfeitos e longos, água do mar da cor azul cintilante, num point que, para o surfista ingressar na onda, era obrigatório descer por escada de bambú numa exótica caverna por onde se acessava o pico. Isso era o “must do must”.

Aí, vinha a interrogação: onde poderia ser esse paraíso e como fazer para chegar a esse local tão distante e sem coordenadas? Eu não tinha a mínima noção, lembrando que naquela época não existia o Google e a internet para ajudar, apenas a Barsa ou a encyclopedia Britânica, ou as revistas de surfe que na época não entregavam o local. E foi na base do instinto e pesquisas que acabei descobrindo que essa onda estava numa pequena ilha chamada Bali e que se chamava Uluwatu.

Uma vez com algumas informações sobre o destino, procurei uma agência de viagens aqui de São Paulo, e eles, na agência, nunca tinham enviado alguém para essa tal de Bali, mas conseguiram agilizar nossas passagens e vistos, que previa uma temporada antes na Austrália, em Sidney, via Los Angeles, Califórnia. Com uma prancha cada um – o Alberto com uma Atlantic Coast 5’6” biquilha que eu shapei, e eu com uma prancha Costa Norte 5.7”, também biquilha -, fechamos as nossas malas, com mil dólares cada um, sem seguro de viagem ou algo do gênero.

Essa adrenalina pré surf trip que leva ao desconhecido é muito forte, e tudo ficou mais tranquilo quando entramos naquele voo da Pan Am rumo a Los Angeles. Uma vez bem acomodados no avião, em nossas cabeças todos pensamentos giravam em torno dos nossos destinos, Austrália e Indonésia. Lembro que no voo Los Angeles – Sidney estavam os surfistas cariocas Gustavo Kronig e Ianzinho, que se dirigiam para a Austrália para as competições em Gold Coast, e esse trecho foi muito longo.

Entre umas dormidas e outras, muitas vezes ficava observando o azul do Oceano Pacífico, que só foi quebrado quando começamos a sobrevoar a Grande Barreira de Coral, The Great Barrier Reefs, no norte da Austrália, com seus mais variados tons de azul, desde o clarinho ao escuro, devido à diferença de profundidade e tipos de fundos que variavam de coral a bancos de areia.

Ao chegar na terra de OZ, ficamos no estado de New South Wales, ou Nova Gales do Sul, onde surfamos ótimas ondas em Manly Beach, New Port, Queenscliff, Dee Why e Winki Pop (o de Manly), e pudemos conhecer o campeão mundial Barton Lynch ainda moleque e no início de sua carreira, e o surfista e pianista Kinsley Looker, local de Quennscliff Manly, outro surfista que se tornou de peso e top 16 anos mais tarde.

Tivemos acessos a incríveis surf shops, que deixavam a gente babando, mas, como a verba era pouca, apenas adquri um colete Rip Curl e uma prancha com base de troca na minha costa Norte, uma Cruzier 5’6”, modelo needle nose, uma tendência que ainda não havia chegado ao Brasil, onde as pranchas possuiam mais área no bico, obrigando o surfista a surfar com o pé na frente. Tive que reaprender a surfar, pois a needle nose não tinha área no bico, e a base do pé era mais para trás. Esse modelo de prancha chegou ao Brasil um ano e meio a dois anos depois, se não me engano com o Gary Linden.

Depois de uma ótima temporada australiana, onde fizemos bons amigos do Manly Surf Club, fomos em shows de australian music e aquecemos nossas turbinas nas boas ondas surfadas, partimos para Bali sem qualquer informação sobre o lugar, apenas que lá existia uma onda chamada Uluwatu e que a cultura local era bem exótica.

A nossa chegada a Bali foi deslumbrante, lembro bem que era uma tarde ensolarada, e do alto do avião, pude observar uma ilha muito tropical, com muito verde, um mar azul cheio de corais e com ondas quebrando, algumas aldeias inseridas nesse contexto, sonho dos sonhos, e foi uma conquista chegar ali e estávamos prestes a pousar.

Ao chegar ao pequeno e precário aeroporto, que lembrava o atual aeroporto de Nias, pude sentir, na saída do avião, aquele bafo de calor de uma ilha tropical. Logo na saída, fui abordado por um balinês que me deu boas vindas, pois eu usava uma camisa do Brasil de futebol e ele falava “Bagus, Brasil! Bagus, Brasil!” (Brasil bom). Depois de uma negociação, pegamos um táxi que estava ali estacionado e ele nos nos levou na casa de parentes, numa bucólica aldeia de praia chamada Kuta. Chegando na casa, que ficava a um quarteirão do famoso Bimo Corner, entendi que ali não tinha muitas opcões de hotelaria, mas gostei da família, descemos nossas bagagens e deixamos as malas e pranchas num pequeno quartinho nos fundos da casa, onde fiquei morando por 45 dias.

Uma vez alojados, saímos para dar uma volta a pé na aldeia, conhecer a praia e aproveitar para esticar o corpo e exercitar as pernas. Kuta possuía apenas algumas ruas asfaltadas e as restantes era de terra. Chegamos a ir até a praia de Kuta, e estava quase deserta e as ondas eram de beach break e não despertaram nossa atenção. Depois do reconhecimento, fomos alugar uma moto 125 cc, e na manhã do dia seguinte nos dirigimos a Denpasar, a capital de Bali, uma cidade caótica e barulhenta, para tirar a carteira de motorista de moto. Passei brilhantemente.

Logo que voltamos à nossa casa, pegamos as pranchas e apetrechos, e enfim, livres e prontos para descobrir onde estavam as ondas e onde seria a lendária Uluwatu. Partimos com tudo, com duas pranchas e o Alberto da garupa, no meio das aldeias e ruas de terra, tentando se comunicar com as pessoas que não falavam o inglês, e foi com muita dificuldade que conseguimos chegar a Nusa Doa, num lado da ilha paradisíaco, cheio de reefs de coral, água azul, com ondas que quebravam outside, predominantermente direitas.

Chegamos à praia e a nossa estreia não podia ser melhor: Sol, terral, 1,5 metro e opção de direitas e esquerdas. Optamos por surfar em Nusa Doa Left, um reef de outside com esquerdas muito perfeitas e tubos largos. Voamos nessa esquerda e a minha Crozier era muito veloz e segura.

Nessa época, Bali era praticamente desprovido de crowd de surfistas que se ajuntavam em Kuta Beach, e um pouco em Nusa Doa, Sanur e Canggu, e menos em Uluwatu, pois chegar lá era uma verdadeira epopeia, pois de Kuta se gastava no mínimo uma hora de moto até o templo de Uluwatu, onde as motos deviam ficar estacionadas, para em seguida iniciar uma caminhada de 40 minutos, ou mais, por uma trilha que seguia sobre os penhascos e nos obrigava a pular várias cercas de fazendas, driblar bois nervosos e observar macacos, até chegar à lendária onda conhecida na época como Ulé.

Havia apenas dois velhos warungs (cabana de palha) no pico e ondas solitárias. De vez em quando apareciam alguns australianos na água. Em nossa primeira ida a Uluwatu, com ondas surfáveis e vento terral, pudemos enfim descer na majestosa e sinistra caverna por uma escada de bambú, que terminava do saguão dessa caverna, que era o ponto de contato com as água do mar.

Na matéria da Surfing, uma imagem me impressionou. Era de um surfista gravemente acidentado nos corais, sendo levado carregado por essa escada. Com o coração na boca de tanta emoção e adrenalina, afinal era naquele mesmo local em que Peter Mccabe, Gerry Lopez e Rory Russell estiveram, estávamos nós ali, não mais sonhando, mas vivendo na carne, prontos para se lançar numa das melhores ondas do planeta, num dia de sol em que as águas dentro da caverna reluziam e as ondas quebravam de forma espetacular no outside corner.

Bom lembrar que “pedra do sul” é a tradução de Uluwatu, e o templo foi construído em homenagem a uma tribo que foi emboscada por outra no alto dos penhascos, e para não serem capturados, todos se suicidaram em massa, diz a lenda. Surfar ali, nessa época, era mais que um simples surfe, era pegar ondas num lugar geograficamente espetacular e com uma história estarrecedora.

O retorno de Uluwatu para Kuta era uma outra epopeia, pois, cansados, tudo era mais difícil. Lembro de uma vez que, de tanto surfar e olhando o brilho do sol no mar (ali o sol se põe na cara), voltei completamente cego e saindo pus das vistas. Andei tudo aquilo pulando as cercas das fazendas, e não sei até hoje como consegui dirigir uma moto à noite, sem ver quase nada, com um irmão de 14 anos na garupa segurando as duas pranchas.

Já no quarto, cego, entrei em pânico e comecei a esmurrar as paredes, e ainda por cima tropecei nas pranchas e caí no chão. O meu irmão conseguiu com os vizinhos remédios para dormir sem os quais eu não poderia descansar. A sorte foi que havia um casal ao lado e a mulher era enfermeira na Nova Zelândia e tinha remédios à base de cortisona contra infecção de vistas, e com o uso pude me reabilitar e voltar a enxergar direito depois de três dias no quarto. Peguei essa infecção do ar, por dirigir a moto sem óculos. A minha vista só foi curar de verdade no Brasil.

Todo dia de surfe em Bali era muito desgastante, pelo calor e pela falta de estrutura local para comer e beber quando se saía de Kuta. Porém, a volta era sempre bem recompensadora, ou melhor, restauradora, pois podíamos tomar um banho frio ao chegar em casa, colocar um sarong balinês, ouvir num toca-fitas – que troquei por uma calça – o som de Eric Clapton, que tocou todos os dias, e depois sair para comer a pé pelas escuras ruas do povoado. Sempre íamos no restaurante Dayu II, do amigo Oka, comer um prato quente que repetimos em toda a temporada: chicken cahsnuts, suco de papaya e garlic bread. Depois da jantar, só nos restava dormir, sonhar, e sonhar, para acordar para mais um dia de surfe, com o mesmo café da manhã que se repetiu por 45 dias: uma banana, um sanduíche de banana e chá.

Depois de uma semana em Kuta, o nosso estado de espírito era outro. Tínhamos emagrecido bem, estávamos mais cansados, mas felizes e empolgados, tanto por causa das ondas espetaculares como pela cultura local, das danças Barong e Legong que nos hipnotizavam, teatros de sombras que assistíamos com os aldeões, músicas primitivas em aldeias, tudo em cerimônias locais e não para turistas, como acontece hoje em dia.

Era um bucolismo sem igual, expresso nos costumes simples e elegantes nas remotas aldeias e seus personagens tribais, pelo vestuário colorido e exótico, e também pela natureza exuberante – as matas com árvores centenárias, os coqueirais gigantes nas orlas das praias, os arrozais cinematográficos com seus terraços, os vulcões e templos, e uma infinidade de cheiros emanados pelo variados incensos, flores, e dos cigarros de cravo Gudang Garam, e por fim, os majestosos pores do sol, sempre no mar, cada dia um espetáculo de cores variadas e vibrantes, e ainda por cima com poucos turistas nas areias.

A natureza, como disse, tomava conta, e para se ter uma ideia, a Legian Road, hoje muito conhecida por seus bares, lojas e hotéis e prostituição, era nessa época nada mais do que uma selva com povoados nativos. A road era apenas uma estradinha de terra no meio da selva, com suas travessas ou picadas que sumiam na mata. Uma vez me embrenhei de noite na selva, à procura de uma boate chamada Rumble Jungle. Era muito esquisito dirigir naquela escuridão no meio da floresta, entre aldeias primitivas, e de repente chegar a um local cheio de malucos europeus e surfistas australianos tomando umas brejas e dançando no meio da selva ao som de “Cocaine”, de Eric Clapton.

A ilha era tão tribal que hoje penso comigo mesmo, em última análise, que estávamos ali invadindo uma cultura ancestral com nossos “modus viventes” ocidental. Para mim, um moleque de 19 anos, e meu irmão de 14, viver aquilo foi como estar dentro de um um filme do Laos, Camboja ou Vietnã, só que sem a guerra. Cada dia naquela ilha era uma nova aventura, seja para um simples surfe em Kuta ou para explorar o interior da ilha e suas aldeias, templos e paisagens, em paragens que os turistas não aventuravam normalmente.

Dentro das nossas explorações, fomos de moto até Medewi, uma esquerda perfeita com fundo de pedra redonda a uns 100 quilômetros de Kuta, onde pudemos pegar altas ondas. Nesse pico, ao sair do mar, me defrontei com a minha moto rodeada por nativos que não falavam nem o Inglês e que não haviam ainda visto uma prancha de surfe. Fomos também surfar em Canggu no dia do ano novo deles, que são Hindu-Budistas, onde pudemos presenciar todos os povos do interior chegando nas praias com suas oferendas. Exploramos também, já no interior, uma remota aldeia localizada dentro da cratera do Vulcão Kintamani, a quase 2000 metros de altitude, onde existe um enorme lago. Conseguimos uma canoa e fomos remando por três longas horas, sob uma neblina, até um povoado onde as pessoas mortas não eram enterradas e sim colocadas sobre a terra como oferenda aos deuses. Chegamos nesse local sob muita tensão, acompanhados por alguns nativos mal encarados, e pudemos observar corpos dentro de gaiolas de bambu, alguns recentes, com a pele preta grudada nos ossos e ainda com a roupa, e outros antigos, apenas os esqueletos. Ao tentar tirar uma foto, o meu irmão quase foi agredido e tivemos que sair dali às pressas.

Em muitas picadas que eu entrava com a moto, sempre encontrava alguma aldeia, e por incrível que pareça, alguns velhos me abordavam, e em Inglês perguntavam: “Where do you from?” Eu respondia “Brasil”, e os mesmos falavam “Pelé”. Incrível como eles sabiam do Pelé e um pouco de Inglês, se nesses lugares não havia energia elétrica e nem televisão.

Voltando ao surfe, como o vento em Bali sopra de Trade Wind, numa época sopra em uma direção e em outra época soprava em uma outra direção, tivemos a sorte de usufruir dos dois ventos e surfar dos dois lados da ilha. Quando estava terral em Uluwatu, Kuta Reef e Padang, era maral nas ondas do lado oposto, em geral direitas, e vice-versa. Quando soprava maral em Kuta, sabíamos que o nosso destino era o lado de Sanur.

Surfamos ondas incríveis em Nusa Doa Left e Nusa Doa Right inside e outside, na praia ao lado que chamamos de Cogumas Point por causa de uma formação rochosa que ficava no meio do caminho da direita e que parecia um cogumelo, e na outra praia ao lado, num pico de direita que quebrava na borda de um canal, que os locais chamavam de Sri Lanka. Hoje, nessas praias, estão grandes hotéis que recebem turistas do mundo inteiro, como um Cancún de Bali, mas nessa época era totalmente deserto e com alguns poucos surfistas que apareciam em Nusa Doa. Um pequeno warung na frente servia um suco de papaya e omelets.

Nos dias que se sucediam, conhecemos dois cariocas, o Oscar Janequine e um amigo – senão me engano era o Beto -, e um paulista que surfava o Guarujá, o Avi. Encontrar brasileiros nessa parte do mundo e naquela época era muito raro, o que nos aproximou muito e ficamos bem amigos. Todas as noites nos encontrávamos no restaurant Dayu II para jantar e atualizar as aventuras que cada um viveu naquele dia, pois cada dia era uma aventura.

Vivemos incríveis momentos ali, inclusive fomos juntos surfar numa ilha chamada Nusa Lembongan, um paraíso tropical com ondas perfeitas. Havia apenas um pequeno alojamento para ficar e passamos dois dias incríveis. Foi doído e eletrizante num fim de tarde jogar bola com os nativos, numa areia de pedras de coral quebrados, e os nativos não usavam nem tênis e eu tentei imitar. O meu pé doía tanto ao chutar pedras de coral, mas foi muito divertido!

A praia era cheio de conchas Shell gigantes largadas, conchas que poderiam envolver uma criança, mas que infelizmente foram todas exploradas e vendidas anos depois. Havia ondas para a esquerda e direita nos reefs de frente à praia. Surfamos boas ondas ali sem crowd algum. Da ilha, avistávamos os grandes vulcões de Bali e um por do sol indescritível.

Depois de um longo tempo junto com o meu irmão, ele teve de ir embora ao Brasil. Eu resolvi ficar mais um tempo e estendi o meu visto. Lembro-me como se fosse hoje, eu levando aquele garoto de 14 anos ao aeroporto de Bali e o enviando ao Brasil. No aeroporto eu dei todas as instruções necessárias de como agir no Japão, de como ingressar no voo aos EUA, das conexões Los Angeles a Miami, depois Galeão e, enfim, Congonhas. Despachei o garoto com apenas 14 anos de volta ao Brasil, e ao sair com a moto na escuridão, voltando para a casa, ouvi e vi o avião voando e me deu um aperto no coração, uma pela falta que ele iria fazer e outra pelo risco de mandar um garoto só ao Brasil daquele lugar do mundo. Eu só fui saber se ele chegou, e bem, uns 15 dias depois, quando liguei para a minha família na volta do Japão.  Fiquei 45 dias sem falar com o pessoal de casa pela dificuldade que existia em ligar ao Brasil, completamente isolado.

Uma vez sozinho em Bali, mudei um pouco meus costumes de dormir cedo e passei conhecer uma outra ilha. Na época, Bali era o destino dos loucos europeus, era onde malucos iam motivados a fazer uma viagem exótica movida a drogas e álcool. Um país onde as leis anti drogas não eram tão rigorosas como são hoje, e que cogumelos azuis, os blue minis, cultivados no estrume das vacas “sagradas”, eram vendidos em restaurantes sem luz elétrica, como pratos exóticos. No Made Warung, um bar que ficava a um quarteirão do Bimo Corner, era o local de encontro de tudo quanto é tipo de gente maluca do mundo. Ali, no Made Warung, diz a lenda que estiveram comendo no ano anterior os Rollings Stones, que de certa forma deu o start a esse turismo crazy.

Depois de uma temporada incrível em Bali, tive que retornar ao Brasil e entrei naquele aeroporto minúsculo rumo ao Japão, bem diferente de quando cheguei, seja na forma de pensar ou fisicamente. Eu estava com um cabelo louro até os ombros, uns 8kg mais magro, uma infecção no olho que não cessava, carregando alguns parasitas orientais no estômago que foram se manifestar no Brasil, e uma camisa florida, uma bolsa feita de saco de arroz, com apenas 60 dólares no bolso e sem cartão de crédito. Era tudo o que eu tinha.

Essa temporada em Bali foi muito mais que uma simples viagem de surfe. Foi uma experiência de vida, um aprendizado que guardo como uma universidade da vida. Conhecemos bons amigos, como o australiano Brad, que perdemos contato; o sueco Thomas, que foi ao Kintamani com a gente e anos mais tarde nos visitou no Brasil; o carioca Oscar e o paulista Avi.

Vivemos uma experiência sem igual, inseridos no dia a dia da ilha, participando com espectadores de teatros e danças nas aldeias semi primitivas ao redor de Kuta e em aldeias mais isoladas e primitivas no centro da ilha, vivenciando uma cultura que ainda era tribal 20 anos antes da nossa ida, uma cultura cheia de beleza, um povo alegre e pacífico.

Quanto ao surfe, pudemos surfar ondas de verdade, pegar tubos de verdade, sem crowd e sem aborrecimentos. Pudemos ainda conhecer paisagens estarrecedoras, tanto de praia como de montanhas, sentir a liberdade total, a liberdade que o surfe sempre me proporcionou, pois só mesmo a busca pelas ondas nos motiva a sair das nossas casas e nos isolar literalmente numa ilha do outro lado do mundo e sem conforto por 45 dias e longe de tudo.

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    Poucas pessoas no mundo sobreviveram a um acidente como esse. Depois de ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava em Pavones, na Costa Rica, o catarinense Fabiano Duarte da Costa voltou ao Brasil e contou ao Waves como escapou da morte, enfrentou duas paradas cardíacas e por que pretende voltar ao mar. Local de Itajaí (SC), Fabiano tem uma longa relação com o mar. Além de surfar desde garoto, ele pratica natação em águas abertas e toca um clube de canoa havaiana em sua terra natal, chamado Kaikala, onde realiza travessias e participa de competições da modalidade. O catarinense conta que estava no último dia de uma barca inesquecível com 15 amigos, desfrutando das famosas esquerdas de Pavones quando sofreu o acidente que mudou sua vida. O clima era de dever cumprido após dias intensos de surfe. Ele estava tranquilamente sentado na prancha, no outside, apenas esperando a próxima série entrar, quando o impacto brutal e silencioso aconteceu. O bico rígido e afiado do peixe-agulha perfurou seu tórax com a força de um projétil. Para se ter uma ideia da gravidade do acidente, foi como se o surfista catarinense tivesse sido apunhalado no peito. “Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida” Fabiano Duarte Apesar de não ser agressivo, o peixe-agulha costuma nadar próximo à superfície e pode realizar saltos em alta velocidade, o que explica acidentes raros como esse quando cruza a trajetória de embarcações ou surfistas. Em 2024, a surfista italiana Giulia Manfrini morreu após ser atingida no peito por um peixe da mesma espécie enquanto surfava nas Ilhas Mentawai, na Indonésia. No caso de Fabiano, porém, o desfecho foi diferente graças a uma sucessão de circunstâncias que acabaram salvando sua vida. Ele teve a sorte de ter sido atendido na praia por um médico antes de ser encaminhado ao hospital, onde viria a sofrer uma parada cardíaca e precisaria ser reanimado. Fabiano conta que não se lembra de absolutamente nada do acidente. Sua última lembrança é de um cenário de pura celebração com amigos na água: “A minha memória do trauma em si apagou, o cérebro bloqueou essa parte”, relata. “A última lembrança que carrego daquele momento é a energia incrível da água, o sol baixando e a alegria de estar ali dividindo o pico com meus grandes amigos. De repente, tudo mudou”. Entre a vida e a morte, com o peito perfurado, os primeiros instantes foram cruciais para que essa história não terminasse em tragédia. A gravidade do ferimento exigia ação imediata, e foi a irmandade do surfe que entrou em cena. Seus amigos perceberam o acidente e o retiraram da água, com a ajuda de surfistas locais, em uma corrida contra o tempo. Na areia, o que se viu foi uma sucessão de milagres. Fabiano sofreu uma parada cardíaca que durou longos dois minutos. Foi nesse momento que o destino interveio: um médico alemão, que estava na praia por um acaso absoluto, assumiu os primeiros socorros e conseguiu estabilizá-lo o suficiente para o resgate. “Como eu e minha família processamos essa sorte? É algo que transcende a explicação. Ter um médico ali, de prontidão na areia, foi a pessoa certa no lugar exato. Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história”, pondera. Mas a luta pela vida estava apenas começando. Devido à extrema gravidade da lesão no coração, Fabiano precisou ser transferido às pressas, de avião, para um hospital em San José, capital da Costa Rica. Lá, ele foi submetido a uma cardiorrafia de emergência, uma cirurgia delicadíssima para suturar o músculo cardíaco cortado pelo acidente. O procedimento foi conduzido pelo cirurgião Dr. Carlos Bolaños, que precisou massagear o coração de Fabiano diretamente com as mãos para mantê-lo batendo após outra parada cardíaca na sala de cirurgia. Fabiano conta que o médico e seus assistentes comemoram como se fosse um gol em uma partida de futebol o momento em que seu coração voltou a bater. O reencontro entre o surfista e o médico, dias depois, foi registrado em vídeo por um canal de TV e emocionou o mundo do surfe. “Se não fossem meus amigos me tirando da água e esse médico alemão, eu não estaria aqui para contar a história” Fabiano Duarte “Acordar no hospital, cheio de tubos, e entender a gravidade de tudo foi um choque imenso”, revela o catarinense. “Mas ver as imagens da minha própria cirurgia, saber que o Dr. Bolaños segurou meu coração nas mãos… Poder abraçar o homem que literalmente fez meu coração voltar a bater foi o momento mais indescritível da minha vida”, ele completa. O retorno ao mar e a nova perspectiva Hoje, de volta ao conforto de sua casa em Itajaí, Fabiano celebra cada amanhecer ao lado da esposa, Priscilla. Como educador físico e surfista de alma, o oceano sempre foi seu refúgio e seu ambiente natural. Um trauma tão raro e severo poderia afastar qualquer um da água, mas para ele, o efeito foi de profunda transformação espiritual. “O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade” Fabiano Duarte “Compreendi o valor da vida de uma forma totalmente inédita. O mar continua sendo minha casa. Não há mágoa com a natureza, foi uma fatalidade. Já existe aquela ansiedade gostosa para voltar a remar, sentir a água salgada, mas agora eu volto com uma gratidão imensa. A mensagem que deixo para a comunidade que torceu por mim é simples: celebrem cada dia, cada onda e as pessoas que estão ao seu redor. A vida é um sopro”, finaliza. Pouco tempo antes de tudo acontecer, Fabiano estava apenas sentado na prancha, esperando a próxima série entrar em uma das ondas mais icônicas da Costa Rica. Agora, depois de sobreviver a um acidente quase impossível, espera ansiosamente pela próxima oportunidade de voltar ao mar, desta vez com uma perspectiva completamente diferente sobre a vida.

    Brasileiro conta como sobreviveu após ter o coração perfurado por um peixe-agulha enquanto surfava na Costa Rica.

    Yago Dora é o campeão do Vivo Rio Pro 2026. O brasileiro derrotou o italiano Leonardo Fioravanti em uma final acirrada, impulsionado pela forte presença da torcida que lotou as areias de Itaúna, mesmo debaixo de chuva e frio. Com mar balançado e ondas com cerca de um metro e meio nas séries, Fioravanti, que chegou à decisão já com o status de novo líder do ranking mundial, repetiu a estratégia da semifinal. O italiano impôs um ritmo forte logo no início da disputa, enquanto Yago optou por ser mais paciente e seletivo na escolha de suas ondas. A tática de Fioravanti rendeu frutos iniciais, deixando-o com um somatório provisório de 8.17 (notas 5.67 e 2.50). No entanto, aos 13 minutos de bateria, Yago Dora encontrou a rampa perfeita, executou um lindo aéreo rodando e levantou a praia ao arrancar um excelente 8.50 dos juízes. Minutos depois, já na metade do confronto, o brasileiro voou novamente. Com outro aéreo bem executado, recebeu um 6.50 e fechou seu somatório em imbatíveis 15.00 pontos. Pressionado, Fioravanti passou a precisar de 9.33 para assumir a liderança. A cinco minutos do fim, o italiano arriscou um ótimo aéreo (sem rotação completa) e diminuiu a diferença com um 7.50. Nos instantes finais, ele precisava de um 7.51 para a virada, mas o mar não colaborou e ele não conseguiu surfar mais nenhuma onda, selando a vitória e o título de Yago Dora pelo placar final de 15.00 a 13.37. Com esse resultado, Yago pulou para o segundo lugar na classificação geral do CT, ficando atrás somente de Fioravanti. Italo Ferreira agora cai para a terceira posição, enquanto Gabriel Medina, eliminado na estreia em Saquarema, ocupa o quarto lugar, seguido por Miguel e Samuel Pupo. Na final feminina, a norte-americana Sawyer Lindblad superou o “fenômeno francês” Tya Zebrowski com duas ondas de pontuações ligeiramente superiores (3.90 e 3.77), fechando seu somatório em 7.67 pontos. Lidando com condições difíceis no mar durante a bateria, Zebrowski lutou bastante e surfou um número muito maior de ondas que sua adversária, em uma tentativa incessante de reverter o placar. No entanto, Tya teve que se contentar com uma pontuação total de 6.10 (3.47 e 2.63) em suas duas melhores apresentações. O esforço não foi suficiente para garantir sua primeira vitória no Championship Tour aos 15 anos de idade, feito que teria estabelecido um recorde histórico da categoria. Adotando uma postura mais estratégica, Sawyer Lindblad vibrou muito com a conquista de sua primeira vitória na carreira no CT. Com o resultado, a surfista norte-americana dá um salto importante e assume a terceira colocação no ranking mundial feminino. Semifinais masculinas A primeira bateria a entrar na água foi a semifinal entre João Chianca e Leo Fioravanti. O italiano abriu o confronto em um ritmo forte, surfando quatro ondas em menos de 10 minutos. Nas três primeiras tentativas, garantiu um 7.00 como sua melhor nota. Na sequência, apostou em um aéreo reverse e arrancou um 6.00 dos juízes. Com isso, Fioravanti pôde se dar ao luxo de descartar um 4.00 e um 5.17, enquanto o brasileiro somava apenas 3.00 pontos naquele momento. Chianca tentou reagir restando pouco mais de 20 minutos para o encerramento da bateria. Depois de aumentar sua nota de descarte para 3.67, o brasileiro pegou uma onda intermediária e executou três rasgadas expressivas para anotar 6.27. Com isso, passou a precisar de um 6.74 para a virada. A poucos minutos do fim, ele arriscou em uma onda com pouco potencial e recebeu apenas um 3.83, pontuação insuficiente para reverter o placar. Com a classificação para a final, Fioravanti garantiu 7.800 pontos e chegou a 33.930 no total, ultrapassando Italo Ferreira (que caiu nas oitavas de final e soma 33.845) e assumindo a liderança do ranking do CT. Vindo de um título inédito em El Salvador, o italiano mostrava grande inspiração na busca pela segunda conquista de sua carreira. O grande obstáculo, no entanto, seria Yago Dora, que chegou à final igualmente embalado após derrotar o australiano Ethan Ewing na outra semifinal com um placar confortável de 14.30 contra 11.67. Isso sem mencionar o forte apoio da torcida brasileira. Quartas de final masculino e semifinais feminino Após uma pausa no domingo, o Vivo Rio Pro retornou à ação na segunda-feira (22) para o seu terceiro dia de competições. Ao longo do dia, a Praia de Itaúna viu definidas as finalistas da categoria feminina e os semifinalistas do masculino, deixando o palco pronto para o aguardado “Finals Day”. A previsão se mostrou muito melhor do que o esperado logo nas primeiras horas. O dia começou com ondas limpas com pouco mais de um metro e meio, permitindo um surfe de alta performance. No entanto, com o passar das horas, o mar perdeu força e as séries ficaram escassas, forçando a organização a paralisar o evento e adiar as baterias decisivas para o próximo chamado. Impulsionado pela energia vibrante da areia, o herói local João Chianca encontrou total sintonia com o oceano. Ele surfou duas excelentes ondas em sequência para colocar a pressão sobre o australiano Morgan Cibilic, que embora tenha surfado a melhor onda da bateria, não foi o suficiente para alcançar o somatório do brasileiro, que garantiu sua primeira semifinal da temporada. O atual campeão do evento, Yago Dora, protagonizou um duelo eletrizante e de notas excelentes contra o compatriota Miguel Pupo. Em uma troca crucial, Pupo arrancou um 8.00 dos juízes, mas Dora respondeu na onda seguinte com um brilhante ataque de frontside que lhe rendeu um 8.50, selando sua classificação para a semifinal. Dora enfrentaria o australiano Ethan Ewing, que virou sua bateria contra Kauli Vaast nos segundos finais, reeditando a grande final do Vivo Rio Pro de 2023. O italiano Leonardo Fioravanti manteve o embalo de sua vitória em El Salvador e frustrou a torcida local ao eliminar Samuel Pupo na primeira bateria do dia. Fioravanti adotou a estratégia de começar forte e manter o ritmo, construindo uma estratégia que Pupo não conseguiu reverter antes do tempo esgotar. Com o melhor

    Etapa brasileira do Championship Tour termina com vitória de Yago Dora. Sawyer Lindblad vence entre as mulheres e Leonardo Fioravanti assume liderança do ranking mundial da WSL, na etapa de Saquarema.

    Uma das solicitações mais frequentes desde o lançamento da nova plataforma foi o retorno dos comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial. Por isso, a Waves volta a abrir o espaço para a comunidade acompanhar, comentar e trocar opiniões ao longo das baterias. Clique aqui para assistir ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre a etapa de Saquarema Clique aqui para conhecer a nova fase da Waves Durante muitos anos, esse encontro entre surfistas fez parte da cobertura dos eventos na Waves. Agora, a tradição retorna renovada, mantendo o que sempre foi mais importante: a participação da comunidade. Feita de surfista para surfista, a Waves acredita que acompanhar uma etapa vai muito além de assistir às baterias. É também comentar o que acontece nas entrelinhas, discutir as notas, defender seus favoritos e trocar ideias com outros apaixonados por surfe. O Vivo Rio Pro 2026 abre a janela de competições em Saquarema (RJ) nesta sexta-feira (19). Assista às baterias, compartilhe suas opiniões e participe dos debates ao vivo com outros apaixonados por surfe em nosso fórum abaixo. Campeões das etapas da Elite Mundial do Surfe realizadas no Brasil Ano Campeão Masculino Campeã Feminina 2025 Cole Houshmand (EUA) Molly Picklum (AUS) 2024 Italo Ferreira (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2023 Yago Dora (BRA) Caitlin Simmers (EUA) 2022 Filipe Toledo (BRA) Carissa Moore (HAV) 2019 Filipe Toledo (BRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2018 Filipe Toledo (BRA) Stephanie Gilmore (AUS) 2017 Adriano de Souza (BRA) Tyler Wright (AUS) 2016 John John Florence (HAV) Tyler Wright (AUS) 2015 Filipe Toledo (BRA) Courtney Conlogue (EUA) 2014 Michel Bourez (FRA) Sally Fitzgibbons (AUS) 2013 Jordy Smith (RSA) Tyler Wright (AUS) 2012 John John Florence (HAV) Sally Fitzgibbons (AUS) 2011 Adriano de Souza (BRA) Carissa Moore (HAV) 2010 Jadson André (BRA) — 2009 Kelly Slater (EUA) — 2008 Bede Durbidge (AUS) Sally Fitzgibbons (AUS) 2007 Mick Fanning (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2006 Mick Fanning (AUS) Layne Beachley (AUS) 2005 Damien Hobgood (EUA) — 2004 Taj Burrow (AUS) — 2003 Kelly Slater (EUA) — 2002 Taj Burrow (AUS) Melanie Bartels (HAV) 2001 Trent Munro (AUS) Samantha Cornish (AUS) 2000 Kalani Robb (EUA) Layne Beachley (AUS) 1999 Taj Burrow (AUS) Andrea Lopes (BRA) 1998 Peterson Rosa (BRA) Pauline Menczer (AUS) 1997 Kelly Slater (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1996 Taylor Knox (EUA) Pauline Menczer (AUS) 1995 Barton Lynch (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1994 Shane Powell (AUS) Pauline Menczer (AUS) 1993 Dave Macaulay (AUS) Neridah Falconer (AUS) 1992 Damien Hardman (AUS) Wendy Botha (AUS) 1991 Flavio Padaratz (BRA) — 1990 Fabio Gouveia (BRA) — 1989 Dave Macaulay (AUS) — 1988 Dave Macaulay (AUS) — 1982 Terry Richardson (AUS) — 1981 Cheyne Horan (AUS) — 1980 Joey Buran (EUA) — 1978 Cheyne Horan (AUS) — 1977 Daniel Friedmann (BRA) Margo Oberg (EUA) 1976 Pepê Lopes (BRA) — Vivo Rio Pro 2026 Masculino Round 1 1 Ramzi Boukhiam (MAR) 7.00 x Lucas Chianca (BRA) 6.432 Matthew McGillivray (AFS) 11.67 x 5.13 Luke Thompson (AFS)3 Weslley Dantas (BRA) 9.67 x Seth Moniz (HAV) 9.074 Eli Hanneman (HAV) 9.17 x Oscar Berry (AUS) 6.50 Round 2 1 Jack Robinson (AUS) 14.33 x Rio Waida (IND) 12.532 Samuel Pupo (BRA) 11.07 x Alan Cleland (MEX) 8.503 Leonardo Fioravanti (ITA) 12.27 x Weslley Dantas (BRA) 11.604 Liam O’Brien (AUS) 13.93 x Jake Marshall (EUA) 10.835 Morgan Cibilic (AUS) 9.44 x Connor O’Leary (JAP) 9.306 Matthew McGillivray (AFS) 13.53 x Gabriel Medina (BRA) 13.137 João Chianca (BRA) 14.84 x Griffin Colapinto (EUA) 7.178 George Pittar (AUS) 15.00 x Joel Vaughan (AUS) 6.539 Italo Ferreira (BRA) 14.33 x Ramzi Boukhiam (MAR) 10.9710 Kauli Vaast (FRA) 13.73 x Crosby Colapinto (EUA) 11.5011 Ethan Ewing (AUS) 12.66 x Alejo Muniz (BRA) 10.3012 Kanoa Igarashi (JAP) 12.23 x Cole Houshmand (EUA) 11.7713 Yago Dora (BRA) 13.83 x Eli Hanneman (HAV) 12.9014 Marco Mignot (FRA) 12.74 x Barron Mamiya (HAV) 10.4315 Callum Robson (AUS) 14.93 x Filipe Toledo (BRA) 13.0016 Miguel Pupo (BRA) 12.97 x Mateus Herdy (BRA) 10.94 Round 3 1 Samuel Pupo (BRA) 15.84 x 9.94 Jack Robinson (AUS)2 Leonardo Fioravanti (ITA) 16.50 x 13.33 Liam O’Brien (AUS)3 Morgan Cibilic (AUS) 13.40 x 11.50 Matthew McGillivray (AFS)4 João Chianca (BRA) 14.30 x 13.26 George Pittar (AUS)5 Kauli Vaast (FRA) 14.17 x 12.87 Italo Ferreira (BRA)6 Ethan Ewing (AUS) 14.33 x 12.27 Kanoa Igarashi (JAP)7 Yago Dora (BRA) 15.00 x 10.33 Marco Mignot (FRA)8 Miguel Pupo (BRA) 14.03 x 12.17 Callum Robson (AUS) Quartas de Final 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.23 x 12.50 Samuel Pupo (BRA)2 João Chianca (BRA) 13.27 x 12.76 Morgan Cibilic (AUS)3 Ethan Ewing (AUS) 13.07 x 12.84 Kauli Vaast (FRA)4 Yago Dora (BRA) 15.67 x 13.33 Miguel Pupo (BRA) Semifinais 1 Leonardo Fioravanti (ITA) 13.00 x 10.10 João Chianca (BRA)2 Yago Dora (BRA) 14.30 x 11.67 Ethan Ewing (AUS) Final Yago Dora (BRA) 15.00 x 13.17 Leonardo Fioravanti (ITA) Feminino Round 1 1 Sally Fitzgibbons (AUS) 14.50 x Vahine Fierro (FRA) 7.002 Erin Brooks (CAN) 11.26 x Anat Lelior (ISR) 9.503 Nadia Erostarbe (ESP) 10.83 x Yolanda Hopkins (POR) 9.104 Isabella Nichols (AUS) 12.50 x Francisca Veselko (POR) 11.705 Tya Zebrowski (FRA) 8.67 x Stephanie Gilmore (AUS) 7.336 Brisa Hennessy (CRC) 12.00 x Alyssa Spencer (EUA) 7.167 Bella Kenworthy (EUA) 10.10 x Bettylou Sakura Johnson (HAV) 8.938 Tatiana Weston-Webb (BRA) 11.00 x Tyler Wright (AUS) 10.46 Round 2 1 Carissa Moore (HAV) 14.50 x Erin Brooks (CAN) 13.302 Tya Zebrowski (FRA) 14.33 x Lakey Peterson (EUA) 11.033 Nadia Erostarbe (ESP) 8.40 x Molly Picklum (AUS) 7.674 Caitlin Simmers (EUA) 15.10 x Bella Kenworthy (EUA) 13.605 Gabriela Bryan (HAV) 17.33 x Sally Fitzgibbons (AUS) 13.266 Caroline Marks (EUA) 14.00 x Tatiana Weston-Webb (BRA) 13.007 Luana Silva (BRA) 12.47 x Isabella Nichols (AUS) 12.208 Sawyer Lindblad (EUA) 14.03 x Brisa Hennessy (CRC) 9.67 Quartas de Final 1 Tya Zebrowski (FRA) 12.70 x Carissa Moore (HAV) 7.772 Nadia Erostarbe (ESP) 15.83 x Caitlin Simmers (EUA) 12.233 Caroline Marks (EUA) 13.04 x Gabriela Bryan (HAV) 11.904 Sawyer Lindblad (EUA) 12.86 x Luana Silva (BRA) 12.26 Semifinais 1 Tya

    Atendendo a um dos pedidos mais frequentes da comunidade, a Waves traz de volta os comentários e debates em tempo real durante as etapas do Circuito Mundial.

    A janela para a etapa brasileira do Circuito Mundial abre nesta sexta-feira (19) e se estende até o dia 27 de junho. Com um período de espera curto, de apenas nove dias, a organização precisará aproveitar ao máximo as condições para o surfe na Praia de Itaúna, que felizmente tem previsão de receber swell com potencial logo no início do evento. Para o dia de abertura da competição espera-se o ápice de uma boa ondulação de sul. Com a primeira chamada diária marcada para às 7h, o evento em Saquarema (RJ) promete disputas acirradas, especialmente com os surfistas brasileiros chegando como grandes favoritos após a etapa de El Salvador. Clique aqui para ver a previsão das ondas Clique aqui para participar dos debates No cenário masculino, o Brasil domina o topo da tabela, ocupando cinco das seis primeiras posições do ranking mundial. Italo Ferreira veste a lycra amarela de líder (30.525 pontos), seguido de perto por Gabriel Medina (2º) e Yago Dora (4º). Os irmãos Miguel e Samuel Pupo fecham o pelotão de elite na 5ª e 6ª colocações. João Chianca, que atualmente ocupa a 23ª colocação no ranking, compete em casa e precisa de um bom resultado, uma combinação de fatores que podem fazer dele um dos sufistas mais perigosos nessa etapa. A organização já divulgou os primeiros embates, que reservam fortes emoções para a torcida. Weslley Dantas está confirmado no round 1, assim como Lucas Chumbo, ambos anunciados como convidados do evento. Além disso, o chaveamento já antecipa um duelo 100% nacional no round 2, colocando frente a frente Miguel Pupo e Mateus Herdy em uma bateria eliminatória de alto nível. Mas, apesar da hegemonia brasileira na ponta da tabela, não podemos baixar a guarda. O principal nome a ser observado entre os visitantes é o italiano Leonardo Fioravanti. Atual 3º colocado no ranking, ele desembarca no Rio de Janeiro embalado após conquistar o título da etapa de El Salvador. Outros adversários que exigem atenção são os australianos George Pittar (7º) e Ethan Ewing (9º), conhecidos por um surfe de borda polido que se encaixa muito bem nas ondas de Itaúna, além do atual defensor do título da etapa, Cole Houshmand, que mesmo não estando em grande fase, é sempre perigoso em beach breaks. Jack Robinson (14ª), o “mais brasileiro dos gringos”, é sempre uma pedra no sapato de seus adversários e se sente à vontade competindo no Brasil. O japonês Kanoa Igarashi (8º) e o norte-americano Griffin Colapinto (10º) completam a lista de estrangeiros no Top 10 com arsenal técnico suficiente para surpreender os donos da casa. Previsão das ondas Já no primeiro dia de janela, nesta sexta-feira (19), as séries podem ultrapassar os 2 metros, criando condições de alto nível para a competição, mas também impondo desafios extras aos atletas e à organização. O vento deve soprar terral (norte-nordeste) pela manhã, virando para maral (leste) ao longo do dia, o que pode prejudicar um pouco a formação, mas ainda assim mantendo o mar em condições razoavelmente boas. A previsão Waves aponta sexta e sábado como os dias mais favoráveis para a competição. A ondulação de sul deve diminuir para a faixa de 1,5 metro pela manhã, com vento terral fraco, oferecendo boas condições para o surfe de alta performance. No entanto, a formação pode se deteriorar à tarde, com a entrada de ventos do quadrante oeste e posteriormente de sul. Tudo indica que no domingo o mar estará menor, com séries com menos de 1 metro, com vento terral variável pela manhã e ventos moderados de sul-sudeste à tarde. Se a previsão se confirmar, a realização de baterias matinais no domingo será uma incógnita para a organização. Na segunda e terça-feira as condições podem piorar e, o meio da janela de espera, especialmente entre quarta e quinta-feira, um novo swell pode surgir com ventos não tão favoráveis, porém com a possibilidade de bons momentos. Para o último dia do evento (27), há potencial para o alinhamento de todos os fatores necessários. Contudo, levando em consideração a distância dessa data, os modelos de previsão ainda podem apresentar algum ajuste sobre como as condições se desenrolarão ao final da próxima semana. Além disso, deixar a definição do evento para o último dia da janela representa um risco para a organização. Traremos mais atualizações ao decorrer da janela. Cenário Feminino Entre as mulheres, a havaiana Gabriela Bryan lidera o circuito, seguida de perto pela compatriota Carissa Moore, que também vem de vitória em El Salvador e é sempre uma das favoritas nas ondas potentes de Itaúna. A australiana Molly Picklum (3ª) e o forte esquadrão norte-americano completam a lista de estrangeiras perigosas. Para o Brasil, a grande esperança no topo da tabela é Luana Silva, atual 4ª colocada e vice-campeã da etapa em 2025. O time brasileiro ganha um peso extra com o retorno de Tatiana Weston-Webb. Após abrir mão de competir no início do circuito, a brasileira entra como convidada do evento e terá um desafio duro logo de cara: enfrentará a experiente australiana Tyler Wright (9ª) em uma das baterias mais aguardadas da primeira fase. Para a atual temporada, a WSL anunciou que os vencedores das categorias masculina e feminina receberão, além da premiação oficial em dinheiro da etapa, um veículo avaliado em R$ 342 mil. Com a soma dos valores, o campeão e a campeã poderão acumular uma recompensa próxima de R$ 750 mil. Este montante estabelece um novo marco, tornando-se a maior premiação individual já oferecida em uma etapa do Circuito Mundial disputada em território brasileiro. A premiação histórica, no entanto, é mais um capítulo de um lugar carregado de tradição quando o assunto é surfe brasileiro. Muita história em Saquarema A vocação de Saquarema para o esporte começou a ser forjada no início da década de 1970. Na época, surfistas que desbravavam o litoral fluminense encontraram na então pacata vila de pescadores de Itaúna um cenário de ondas perfeitas e potentes. Durante alguns anos, as ondas do lugar permaneceram um segredo bem guardado entre surfistas

    Palco da etapa brasileira da elite mundial, Saquarema reúne tradição, ondas icônicas, torcida única e uma premiação inédita, que pode render quase R$ 750 mil aos campeões.

    São 28 anos na missão de dar suporte para que os fissurados em ondas estejam no lugar certo, na hora certa. Indicando o caminho, presente no dia a dia dos surfistas brasileiros, o logo da Waves tornou-se reconhecido nacionalmente, e também em âmbito internacional. Bastava ser identificado para que se soubesse que se tratava de conteúdo surfe com a mais alta credibilidade. Neste sentido, tornou-se um ícone, daqueles atrelados para sempre a um significado de compreensão imediata. Mas nem por isso imune à evolução. Foi respeitando a força já consolidada, mas buscando dar mais significado ainda às suas formas, que o recém-assumido líder criativo da plataforma Waves, Felipe Garone, se debruçou sobre o logo. O desafio consistia em tentar melhorar o que já era ótimo, com muita humildade. “Precisávamos respeitar todo um legado construído ao longo de 28 anos. A Waves sempre foi uma marca que pautou cultura, então o rebranding precisava ser sutil, sem perder conexão. Trouxemos fluidez ao logo: o W e as letras, antes muito blocadas, agora respeitam esse movimento, essa fluidez. Atualizamos as cores e deixamos a marca condizente com os tempos atuais. O logo flui, o logo surfa”, observa Felipe Garone. É verdade, como uma ondulação chegando, o novo logo da Waves convida ao surfe. A que o observador deslize por suas formas agora mais arredondadas, lembrando o movimento de sobe e desce do meio líquido que tanto prazer proporciona aos surfistas. É como se a misteriosa energia que cruza oceanos para dar tanto prazer aos surfistas, pudesse agora ser visualizada também no logo.  Para deixar ainda mais claro, Felipe Garone preparou o vídeo acima, no qual divide com os usuários da Waves como esse processo criativo ocorreu. O novo logo integra o conjunto de transformações apresentadas pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Pegue essa onda e drope o novo logo da Waves.

    Elemento chave do novo projeto gráfico da plataforma, o icônico logo da Waves ganha forma de ondulação.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, desde a era dos nomes falsos e placas pichadas ao campo de treino que ajudou a moldar Gabriel Medina, passando pelo trágico acidente de Taiu Bueno. Toda onda tem uma história. Algumas são escritas em campeonatos, outras em imagens que atravessam décadas. Algumas nascem de momentos de glória, outras carregam marcas deixadas por tragédias que o tempo jamais apaga. Poucas ondas brasileiras reúnem tantos capítulos quanto a Paúba. Ela pertence a uma categoria especial de lugares que habitam conversas de estacionamento, capas de revista, vídeos compartilhados entre amigos e sessões imaginadas durante anos. Há lugares que, mesmo sem terem sido vistos de perto, já ocupam um espaço especial dentro de quem sonha com ondas. Para muitos brasileiros, Paúba é um desses lugares. Escondida entre o mar e a serra no litoral norte paulista, a pequena praia construiu uma reputação capaz de atravessar gerações. Seus tubos pesados, a bancada rasa e as condições frequentemente desafiadoras transformaram o pico em um dos lugares mais respeitados e temidos do surfe nacional. Foi ali que Gabriel Medina desenvolveu parte importante da técnica que o ajudaria a conquistar três títulos mundiais e enfrentar alguns dos tubos mais perigosos do planeta. Foi ali também que o big rider Taiu Bueno sofreu o acidente que mudaria sua vida para sempre. Por trás da fama da Paúba existe uma coleção de histórias. Histórias de pescadores e caiçaras. De fotógrafos, bodyboarders e surfistas. De amizades construídas dentro e fora d’água. De dias perfeitos e acidentes que marcaram profundamente a memória do surfe brasileiro. Durante muitos anos, a localização da Paúba foi protegida como um segredo. Revistas utilizavam nomes falsos para não entregar o pico. Placas eram pichadas para confundir visitantes. Quem encontrava aqueles tubos preferia mantê-los longe dos holofotes. Agora, chegou a hora de contar essa história. Paúba foi escolhida para inaugurar O Pico, nova série documental da Waves criada para explorar algumas das ondas mais emblemáticas do Brasil através das pessoas que ajudaram a construir suas identidades. A série integra o conjunto de novos produtos apresentados pela Waves em sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso). Para contar essa trajetória, a equipe reuniu personagens que viveram diferentes momentos da evolução do pico. Gente que testemunhou a transformação de uma praia quase desconhecida em um dos lugares mais respeitados do surfe nacional. Gente que viu Gabriel Medina chegar ainda menino. Gente que ajudou a escrever capítulos que jamais apareceriam em rankings, resultados ou manchetes. Ao longo do episódio, personagens como Sebastian Rojas, Felipe Paúba, JP Costa, Ditinho, Lúcia Frigerio, Ian Gouveia, Caio Costa, Zecão Rennó e outros nomes que fazem parte da memória da praia ajudam a reconstruir essa trajetória através de relatos raramente registrados em um mesmo lugar. As gravações aconteceram durante um grande swell que atingiu a região no início de maio. Com apoio da previsão do Waves Pro, a equipe mobilizou cinegrafistas locais e registrou um dos maiores dias do ano na Paúba até então. As ondas apareceram exatamente como gostam de se apresentar por lá: agressivas, imprevisíveis, desafiadoras, porém lindas e mágicas ao mesmo tempo. O resultado é um mergulho em uma história que fala de muito mais do que surfe. Fala sobre pertencimento, comunidade e coragem, porque a verdadeira história de uma onda raramente está apenas dentro d’água. Ela vive nas pessoas que cresceram ao seu redor. Nas amizades construídas ao longo dos anos. Nos medos superados. Nas vacas inesquecíveis. Nos tubos que ninguém viu. E nas histórias contadas depois que o mar acalma. Pegar um tubo na Paúba faz parte do imaginário de gerações de surfistas brasileiros, mas para entender de verdade por que esse pequeno trecho de areia exerce tamanho fascínio, é preciso conhecer as histórias que quebram junto com suas ondas. Aperte o play e descubra por que Paúba não é para qualquer um.

    Episódio de estreia da série documental O Pico revela a história da Paúba, dos tempos de segredo e nomes falsos ao pico que ajudou a formar Gabriel Medina e marcou para sempre a vida de Taiu Bueno.

    Feliz. Esse é o melhor adjetivo para descrever o momento que John John Florence vive. Quando ele deixou o Circuito Mundial, logo após conquistar seu terceiro título mundial, escolheu um novo rumo para sua carreira, sem garantia nenhuma de que a difícil decisão iria dar certo. Mas deu, e muito.  É justamente sobre exemplos e escolhas que girou boa parte da descontraída conversa do havaiano com o jornalista Adrian Kojin, que pode ser conferida no primeiro episódio do Wavescast. O podcast, que está sendo lançado pela maior plataforma surfe do Brasil como um dos produtos em destaque na sua nova fase (veja matéria Uma nova onda, o mesmo compromisso), chega para oferecer aos usuários da Waves o que pensam os maiores nomes do surfe mundial. Ter John John estrelando o primeiro episódio foi sem dúvida um privilégio. Escutar John John explicando que não foram os títulos mundiais de Tom Curren o que mais o marcou na trajetória do lendário californiano, mas sim sua coragem de escolher caminhos diferenciados do que se esperava dele, é revelador. “Eu admirava que ele conseguia fazer o que parecia certo para ele, sem estar preso a uma coisa ou outra”, diz ele ao reverenciar Curren como sua maior influência. Tem também John John celebrando seus outros dois grandes ídolos no surfe. Sobre Kelly Slater, ele se declara impressionado com sua capacidade de continuar performando num nível tão alto, “é incrível que ele consiga, na idade dele, ainda surfar do jeito que surfa”. Quanto ao que sentia ao testemunhar Andy Irons em ação, ele destaca a originalidade nas linhas traçadas, que o deixavam com a “sensação de que ele era imprevisível no que ia fazer na onda”.  No que diz respeito aos surfistas brasileiros no Tour, John John é só elogios. Para ele, a tempestade brasileira continua forte e a chance de mais um título mundial verde amarelo é grande. Sobre sua disputa particular com Gabriel Medina, para ver quem chega ao quarto título mundial antes – que deixou de acontecer esse ano quando ele resolveu partir para outra volta ao mundo velejando com a família – John disse sorrindo que “teria sido muito divertido, Gabriel tem sido um dos melhores. Ele me faz focar de verdade”. São 45 minutos de papo rolando solto e os assuntos são muitos. Dos perigos de surfar sozinho em lugares isolados, ao desejo de avistar o Cristo Redentor do deck de seu catamarã, John John demonstra sempre uma grande satisfação com o estilo de vida que optou em seguir. Ele conta que tem saudades do Tour, mas que não troca nada pelas experiências pelas quais tem passado ao lado da sua mulher e filho de dois anos de idade. Liberdade acima de tudo. Vale muito conferir.

    Estreia do Wavescast traz o tricampeão mundial John John Florence direto do seu veleiro enquanto navega pelo Pacífico, falando de Tom Curren, Kelly Slater, Andy Irons, Gabriel Medina e muito mais.

    Tentar explicar a sensação de surfar para quem não pega onda é uma tarefa complicada. Não sem razão uma das frases mais clássicas de nosso universo tão particular é aquela que diz que “Só um surfista conhece o sentimento”. Desde sempre foi uma das favoritas entre a equipe que faz a Waves. Mas, não faz muito tempo, alguém trouxe outra frase genial escutada para uma reunião de pauta, uma descrição tão apurada do nosso comportamento que ficamos absolutamente fascinados com sua sutileza e precisão: “Nós gastamos anos perseguindo segundos”. Tempo é o bem mais valioso que um ser humano pode ter. Se ele ou ela for um surfista, multiplique por muitas vezes esse valor. Surfistas precisam gastar muito tempo para poder sentir aquela sensação que dura uns poucos, ínfimos e efêmeros, segundos.  Mas é aí que reside o verdadeiro milagre do surfe. Na capacidade que a interação entre homem, prancha e ondas possui de alterar a percepção do tempo. Shaun Tomson, o sul-africano campeão mundial em 1977, considerado um dos maiores embaixadores que o surfe já teve, segue, aos 70 anos de idade, brilhando os olhos ao explicar que “o tempo se expande dentro do tubo”. Enquanto Gerry Lopez, eterno rei de Pipeline, que ainda entuba fundo e com muito estilo, celebra o efeito câmera lenta. “Quanto mais rápido eu deslizo, mais lentamente as coisas parecem acontecer.” Hoje a plataforma Waves pega uma nova onda, em disparada ao futuro, mas sem nunca deixar de reverenciar a essência do surfe. Todo surfista sonha com a onda perfeita, é onde ele quer estar. Por 28 anos esse foi o compromisso da Waves com seus usuários. Agora mais do que nunca. Quando a onda digital despontou no horizonte do surfe, a Waves remou forte e se tornou o primeiro veículo especializado no Brasil a botar pra baixo. Muitas séries vieram depois, e nunca amarelamos.  Mas chegou um momento em que percebemos que o lipe estava ameaçando correr mais veloz do que nossa capacidade de aceleração. Hora de reavaliar o posicionamento, se certificar de que as ferramentas utilizadas estão em sintonia com o desafio à frente e buscar entender ainda mais como podemos ser úteis a quem busca nossos serviços. É isso mesmo, a vocação da Waves é a de servir a comunidade do surfe. Informando, inspirando, indicando quando e onde as melhores ondas estarão acontecendo. Economizando tempo, para garantir mais segundos de onda. Na nossa prioridade é o usuário quem manda, e nesse novo momento estamos abrindo canais para que essa interação aconteça da forma mais eficiente possível.  Atualizamos o visual do site, facilitando a maneira como os surfistas interagem com a previsão, que foi expandida para 16 dias no Waves Pro. Vamos seguir publicando matérias com nossa reconhecida credibilidade, mas buscando ainda mais profundidade. Preservar e fomentar a rica cultura do surfe é um dever nosso, como principal veículo de mídia surfe na América Latina. Nesses tempos velozes, nosso Instagram receberá uma atenção ainda mais apurada, para divulgar o que de mais relevante está acontecendo no universo surfe. Ao mesmo tempo em que destacamos as frases, imagens, tópicos mais significativos de nossa produção editorial.  Nesse sentido, a TV Waves, nosso canal no YouTube, está sendo reinaugurada. Já estão disponíveis o primeiro episódio de “O Pico” e do Wavescast. Teremos muito mais conteúdo preenchendo a grade. Para começar, fomos à praia da Paúba retratar um dia de ondas grandes no campo de treino do tricampeão mundial Gabriel Medina e aproveitamos para contar a história de uma onda na qual tragédia e glória estão próximas demais uma da outra.  No nosso programa de entrevistas, o havaiano tricampeão mundial, John John Florence, responde do meio do Oceano Pacífico às perguntas feitas por Adrian Kojin, que quis entender o que o levou a abandonar as competições para viver com a família a bordo de um catamarã, cruzando os mares do planeta. Estamos apenas no início dessa nova onda que decidimos dropar com toda nossa energia. Muita coisa bacana está sendo programada para que a plataforma Waves se torne cada vez mais o centro em torno do qual gravita uma comunidade de surfistas, que tem as ondas como prioridade em suas vidas. Cada segundo surfado possui um valor enorme. E nós queremos que esses segundos virem minutos, horas, dias, uma vida dentro d’água. Sabemos que isso é impossível, mas nós gostamos de sonhar. Fica o convite para você sonhar com a gente.  NO LUGAR CERTO NA HORA CERTA É ONDE TODO SURFISTA SONHA EM ESTAR A FELICIDADE VEM EM ONDAS E NÓS SABEMOS ONDE E QUANDO

    Em nova fase e com visual remodelado, Waves evolui plataforma, expande seus produtos e reafirma o compromisso de quase três décadas: garantir que os surfistas estejam no lugar certo, na hora certa.