De Volta Pro Futuro

Bali das antigas

Foi no fim dos 70, mais precisamente em 1979, quando decidi ir surfar no outro lado do mundo com o meu irmão Alberto. Eu estava com 19 anos de idade e o Alberto com 14 anos. O destino era uma longínqua ilha chamada Bali, num país remoto conhecido como Indonésia, numa época em que não existia o fax, a internet, o celular e nem uma telefonia decente.

Tudo começou depois de chegar às minhas mãos uma revista americana “Surfing”, por volta de 1977 ou 1978, que mostrava o surfista havaiano Gerry Lopez numa remota onda no oriente, nas bandas do Vietnã, chamada de Ulé, matéria intitulada “Scenes From The Paradise”, que documentava uma ilha paradisíaca, com visuais incríveis, um povo exótico e ondas de desenho de caderno com tubos para esquerda perfeitos e longos, água do mar da cor azul cintilante, num point que, para o surfista ingressar na onda, era obrigatório descer por escada de bambú numa exótica caverna por onde se acessava o pico. Isso era o “must do must”.

Aí, vinha a interrogação: onde poderia ser esse paraíso e como fazer para chegar a esse local tão distante e sem coordenadas? Eu não tinha a mínima noção, lembrando que naquela época não existia o Google e a internet para ajudar, apenas a Barsa ou a encyclopedia Britânica, ou as revistas de surfe que na época não entregavam o local. E foi na base do instinto e pesquisas que acabei descobrindo que essa onda estava numa pequena ilha chamada Bali e que se chamava Uluwatu.

Uma vez com algumas informações sobre o destino, procurei uma agência de viagens aqui de São Paulo, e eles, na agência, nunca tinham enviado alguém para essa tal de Bali, mas conseguiram agilizar nossas passagens e vistos, que previa uma temporada antes na Austrália, em Sidney, via Los Angeles, Califórnia. Com uma prancha cada um – o Alberto com uma Atlantic Coast 5’6” biquilha que eu shapei, e eu com uma prancha Costa Norte 5.7”, também biquilha -, fechamos as nossas malas, com mil dólares cada um, sem seguro de viagem ou algo do gênero.

Essa adrenalina pré surf trip que leva ao desconhecido é muito forte, e tudo ficou mais tranquilo quando entramos naquele voo da Pan Am rumo a Los Angeles. Uma vez bem acomodados no avião, em nossas cabeças todos pensamentos giravam em torno dos nossos destinos, Austrália e Indonésia. Lembro que no voo Los Angeles – Sidney estavam os surfistas cariocas Gustavo Kronig e Ianzinho, que se dirigiam para a Austrália para as competições em Gold Coast, e esse trecho foi muito longo.

Entre umas dormidas e outras, muitas vezes ficava observando o azul do Oceano Pacífico, que só foi quebrado quando começamos a sobrevoar a Grande Barreira de Coral, The Great Barrier Reefs, no norte da Austrália, com seus mais variados tons de azul, desde o clarinho ao escuro, devido à diferença de profundidade e tipos de fundos que variavam de coral a bancos de areia.

Ao chegar na terra de OZ, ficamos no estado de New South Wales, ou Nova Gales do Sul, onde surfamos ótimas ondas em Manly Beach, New Port, Queenscliff, Dee Why e Winki Pop (o de Manly), e pudemos conhecer o campeão mundial Barton Lynch ainda moleque e no início de sua carreira, e o surfista e pianista Kinsley Looker, local de Quennscliff Manly, outro surfista que se tornou de peso e top 16 anos mais tarde.

Tivemos acessos a incríveis surf shops, que deixavam a gente babando, mas, como a verba era pouca, apenas adquri um colete Rip Curl e uma prancha com base de troca na minha costa Norte, uma Cruzier 5’6”, modelo needle nose, uma tendência que ainda não havia chegado ao Brasil, onde as pranchas possuiam mais área no bico, obrigando o surfista a surfar com o pé na frente. Tive que reaprender a surfar, pois a needle nose não tinha área no bico, e a base do pé era mais para trás. Esse modelo de prancha chegou ao Brasil um ano e meio a dois anos depois, se não me engano com o Gary Linden.

Depois de uma ótima temporada australiana, onde fizemos bons amigos do Manly Surf Club, fomos em shows de australian music e aquecemos nossas turbinas nas boas ondas surfadas, partimos para Bali sem qualquer informação sobre o lugar, apenas que lá existia uma onda chamada Uluwatu e que a cultura local era bem exótica.

A nossa chegada a Bali foi deslumbrante, lembro bem que era uma tarde ensolarada, e do alto do avião, pude observar uma ilha muito tropical, com muito verde, um mar azul cheio de corais e com ondas quebrando, algumas aldeias inseridas nesse contexto, sonho dos sonhos, e foi uma conquista chegar ali e estávamos prestes a pousar.

Ao chegar ao pequeno e precário aeroporto, que lembrava o atual aeroporto de Nias, pude sentir, na saída do avião, aquele bafo de calor de uma ilha tropical. Logo na saída, fui abordado por um balinês que me deu boas vindas, pois eu usava uma camisa do Brasil de futebol e ele falava “Bagus, Brasil! Bagus, Brasil!” (Brasil bom). Depois de uma negociação, pegamos um táxi que estava ali estacionado e ele nos nos levou na casa de parentes, numa bucólica aldeia de praia chamada Kuta. Chegando na casa, que ficava a um quarteirão do famoso Bimo Corner, entendi que ali não tinha muitas opcões de hotelaria, mas gostei da família, descemos nossas bagagens e deixamos as malas e pranchas num pequeno quartinho nos fundos da casa, onde fiquei morando por 45 dias.

Uma vez alojados, saímos para dar uma volta a pé na aldeia, conhecer a praia e aproveitar para esticar o corpo e exercitar as pernas. Kuta possuía apenas algumas ruas asfaltadas e as restantes era de terra. Chegamos a ir até a praia de Kuta, e estava quase deserta e as ondas eram de beach break e não despertaram nossa atenção. Depois do reconhecimento, fomos alugar uma moto 125 cc, e na manhã do dia seguinte nos dirigimos a Denpasar, a capital de Bali, uma cidade caótica e barulhenta, para tirar a carteira de motorista de moto. Passei brilhantemente.

Logo que voltamos à nossa casa, pegamos as pranchas e apetrechos, e enfim, livres e prontos para descobrir onde estavam as ondas e onde seria a lendária Uluwatu. Partimos com tudo, com duas pranchas e o Alberto da garupa, no meio das aldeias e ruas de terra, tentando se comunicar com as pessoas que não falavam o inglês, e foi com muita dificuldade que conseguimos chegar a Nusa Doa, num lado da ilha paradisíaco, cheio de reefs de coral, água azul, com ondas que quebravam outside, predominantermente direitas.

Chegamos à praia e a nossa estreia não podia ser melhor: Sol, terral, 1,5 metro e opção de direitas e esquerdas. Optamos por surfar em Nusa Doa Left, um reef de outside com esquerdas muito perfeitas e tubos largos. Voamos nessa esquerda e a minha Crozier era muito veloz e segura.

Nessa época, Bali era praticamente desprovido de crowd de surfistas que se ajuntavam em Kuta Beach, e um pouco em Nusa Doa, Sanur e Canggu, e menos em Uluwatu, pois chegar lá era uma verdadeira epopeia, pois de Kuta se gastava no mínimo uma hora de moto até o templo de Uluwatu, onde as motos deviam ficar estacionadas, para em seguida iniciar uma caminhada de 40 minutos, ou mais, por uma trilha que seguia sobre os penhascos e nos obrigava a pular várias cercas de fazendas, driblar bois nervosos e observar macacos, até chegar à lendária onda conhecida na época como Ulé.

Havia apenas dois velhos warungs (cabana de palha) no pico e ondas solitárias. De vez em quando apareciam alguns australianos na água. Em nossa primeira ida a Uluwatu, com ondas surfáveis e vento terral, pudemos enfim descer na majestosa e sinistra caverna por uma escada de bambú, que terminava do saguão dessa caverna, que era o ponto de contato com as água do mar.

Na matéria da Surfing, uma imagem me impressionou. Era de um surfista gravemente acidentado nos corais, sendo levado carregado por essa escada. Com o coração na boca de tanta emoção e adrenalina, afinal era naquele mesmo local em que Peter Mccabe, Gerry Lopez e Rory Russell estiveram, estávamos nós ali, não mais sonhando, mas vivendo na carne, prontos para se lançar numa das melhores ondas do planeta, num dia de sol em que as águas dentro da caverna reluziam e as ondas quebravam de forma espetacular no outside corner.

Bom lembrar que “pedra do sul” é a tradução de Uluwatu, e o templo foi construído em homenagem a uma tribo que foi emboscada por outra no alto dos penhascos, e para não serem capturados, todos se suicidaram em massa, diz a lenda. Surfar ali, nessa época, era mais que um simples surfe, era pegar ondas num lugar geograficamente espetacular e com uma história estarrecedora.

O retorno de Uluwatu para Kuta era uma outra epopeia, pois, cansados, tudo era mais difícil. Lembro de uma vez que, de tanto surfar e olhando o brilho do sol no mar (ali o sol se põe na cara), voltei completamente cego e saindo pus das vistas. Andei tudo aquilo pulando as cercas das fazendas, e não sei até hoje como consegui dirigir uma moto à noite, sem ver quase nada, com um irmão de 14 anos na garupa segurando as duas pranchas.

Já no quarto, cego, entrei em pânico e comecei a esmurrar as paredes, e ainda por cima tropecei nas pranchas e caí no chão. O meu irmão conseguiu com os vizinhos remédios para dormir sem os quais eu não poderia descansar. A sorte foi que havia um casal ao lado e a mulher era enfermeira na Nova Zelândia e tinha remédios à base de cortisona contra infecção de vistas, e com o uso pude me reabilitar e voltar a enxergar direito depois de três dias no quarto. Peguei essa infecção do ar, por dirigir a moto sem óculos. A minha vista só foi curar de verdade no Brasil.

Todo dia de surfe em Bali era muito desgastante, pelo calor e pela falta de estrutura local para comer e beber quando se saía de Kuta. Porém, a volta era sempre bem recompensadora, ou melhor, restauradora, pois podíamos tomar um banho frio ao chegar em casa, colocar um sarong balinês, ouvir num toca-fitas – que troquei por uma calça – o som de Eric Clapton, que tocou todos os dias, e depois sair para comer a pé pelas escuras ruas do povoado. Sempre íamos no restaurante Dayu II, do amigo Oka, comer um prato quente que repetimos em toda a temporada: chicken cahsnuts, suco de papaya e garlic bread. Depois da jantar, só nos restava dormir, sonhar, e sonhar, para acordar para mais um dia de surfe, com o mesmo café da manhã que se repetiu por 45 dias: uma banana, um sanduíche de banana e chá.

Depois de uma semana em Kuta, o nosso estado de espírito era outro. Tínhamos emagrecido bem, estávamos mais cansados, mas felizes e empolgados, tanto por causa das ondas espetaculares como pela cultura local, das danças Barong e Legong que nos hipnotizavam, teatros de sombras que assistíamos com os aldeões, músicas primitivas em aldeias, tudo em cerimônias locais e não para turistas, como acontece hoje em dia.

Era um bucolismo sem igual, expresso nos costumes simples e elegantes nas remotas aldeias e seus personagens tribais, pelo vestuário colorido e exótico, e também pela natureza exuberante – as matas com árvores centenárias, os coqueirais gigantes nas orlas das praias, os arrozais cinematográficos com seus terraços, os vulcões e templos, e uma infinidade de cheiros emanados pelo variados incensos, flores, e dos cigarros de cravo Gudang Garam, e por fim, os majestosos pores do sol, sempre no mar, cada dia um espetáculo de cores variadas e vibrantes, e ainda por cima com poucos turistas nas areias.

A natureza, como disse, tomava conta, e para se ter uma ideia, a Legian Road, hoje muito conhecida por seus bares, lojas e hotéis e prostituição, era nessa época nada mais do que uma selva com povoados nativos. A road era apenas uma estradinha de terra no meio da selva, com suas travessas ou picadas que sumiam na mata. Uma vez me embrenhei de noite na selva, à procura de uma boate chamada Rumble Jungle. Era muito esquisito dirigir naquela escuridão no meio da floresta, entre aldeias primitivas, e de repente chegar a um local cheio de malucos europeus e surfistas australianos tomando umas brejas e dançando no meio da selva ao som de “Cocaine”, de Eric Clapton.

A ilha era tão tribal que hoje penso comigo mesmo, em última análise, que estávamos ali invadindo uma cultura ancestral com nossos “modus viventes” ocidental. Para mim, um moleque de 19 anos, e meu irmão de 14, viver aquilo foi como estar dentro de um um filme do Laos, Camboja ou Vietnã, só que sem a guerra. Cada dia naquela ilha era uma nova aventura, seja para um simples surfe em Kuta ou para explorar o interior da ilha e suas aldeias, templos e paisagens, em paragens que os turistas não aventuravam normalmente.

Dentro das nossas explorações, fomos de moto até Medewi, uma esquerda perfeita com fundo de pedra redonda a uns 100 quilômetros de Kuta, onde pudemos pegar altas ondas. Nesse pico, ao sair do mar, me defrontei com a minha moto rodeada por nativos que não falavam nem o Inglês e que não haviam ainda visto uma prancha de surfe. Fomos também surfar em Canggu no dia do ano novo deles, que são Hindu-Budistas, onde pudemos presenciar todos os povos do interior chegando nas praias com suas oferendas. Exploramos também, já no interior, uma remota aldeia localizada dentro da cratera do Vulcão Kintamani, a quase 2000 metros de altitude, onde existe um enorme lago. Conseguimos uma canoa e fomos remando por três longas horas, sob uma neblina, até um povoado onde as pessoas mortas não eram enterradas e sim colocadas sobre a terra como oferenda aos deuses. Chegamos nesse local sob muita tensão, acompanhados por alguns nativos mal encarados, e pudemos observar corpos dentro de gaiolas de bambu, alguns recentes, com a pele preta grudada nos ossos e ainda com a roupa, e outros antigos, apenas os esqueletos. Ao tentar tirar uma foto, o meu irmão quase foi agredido e tivemos que sair dali às pressas.

Em muitas picadas que eu entrava com a moto, sempre encontrava alguma aldeia, e por incrível que pareça, alguns velhos me abordavam, e em Inglês perguntavam: “Where do you from?” Eu respondia “Brasil”, e os mesmos falavam “Pelé”. Incrível como eles sabiam do Pelé e um pouco de Inglês, se nesses lugares não havia energia elétrica e nem televisão.

Voltando ao surfe, como o vento em Bali sopra de Trade Wind, numa época sopra em uma direção e em outra época soprava em uma outra direção, tivemos a sorte de usufruir dos dois ventos e surfar dos dois lados da ilha. Quando estava terral em Uluwatu, Kuta Reef e Padang, era maral nas ondas do lado oposto, em geral direitas, e vice-versa. Quando soprava maral em Kuta, sabíamos que o nosso destino era o lado de Sanur.

Surfamos ondas incríveis em Nusa Doa Left e Nusa Doa Right inside e outside, na praia ao lado que chamamos de Cogumas Point por causa de uma formação rochosa que ficava no meio do caminho da direita e que parecia um cogumelo, e na outra praia ao lado, num pico de direita que quebrava na borda de um canal, que os locais chamavam de Sri Lanka. Hoje, nessas praias, estão grandes hotéis que recebem turistas do mundo inteiro, como um Cancún de Bali, mas nessa época era totalmente deserto e com alguns poucos surfistas que apareciam em Nusa Doa. Um pequeno warung na frente servia um suco de papaya e omelets.

Nos dias que se sucediam, conhecemos dois cariocas, o Oscar Janequine e um amigo – senão me engano era o Beto -, e um paulista que surfava o Guarujá, o Avi. Encontrar brasileiros nessa parte do mundo e naquela época era muito raro, o que nos aproximou muito e ficamos bem amigos. Todas as noites nos encontrávamos no restaurant Dayu II para jantar e atualizar as aventuras que cada um viveu naquele dia, pois cada dia era uma aventura.

Vivemos incríveis momentos ali, inclusive fomos juntos surfar numa ilha chamada Nusa Lembongan, um paraíso tropical com ondas perfeitas. Havia apenas um pequeno alojamento para ficar e passamos dois dias incríveis. Foi doído e eletrizante num fim de tarde jogar bola com os nativos, numa areia de pedras de coral quebrados, e os nativos não usavam nem tênis e eu tentei imitar. O meu pé doía tanto ao chutar pedras de coral, mas foi muito divertido!

A praia era cheio de conchas Shell gigantes largadas, conchas que poderiam envolver uma criança, mas que infelizmente foram todas exploradas e vendidas anos depois. Havia ondas para a esquerda e direita nos reefs de frente à praia. Surfamos boas ondas ali sem crowd algum. Da ilha, avistávamos os grandes vulcões de Bali e um por do sol indescritível.

Depois de um longo tempo junto com o meu irmão, ele teve de ir embora ao Brasil. Eu resolvi ficar mais um tempo e estendi o meu visto. Lembro-me como se fosse hoje, eu levando aquele garoto de 14 anos ao aeroporto de Bali e o enviando ao Brasil. No aeroporto eu dei todas as instruções necessárias de como agir no Japão, de como ingressar no voo aos EUA, das conexões Los Angeles a Miami, depois Galeão e, enfim, Congonhas. Despachei o garoto com apenas 14 anos de volta ao Brasil, e ao sair com a moto na escuridão, voltando para a casa, ouvi e vi o avião voando e me deu um aperto no coração, uma pela falta que ele iria fazer e outra pelo risco de mandar um garoto só ao Brasil daquele lugar do mundo. Eu só fui saber se ele chegou, e bem, uns 15 dias depois, quando liguei para a minha família na volta do Japão.  Fiquei 45 dias sem falar com o pessoal de casa pela dificuldade que existia em ligar ao Brasil, completamente isolado.

Uma vez sozinho em Bali, mudei um pouco meus costumes de dormir cedo e passei conhecer uma outra ilha. Na época, Bali era o destino dos loucos europeus, era onde malucos iam motivados a fazer uma viagem exótica movida a drogas e álcool. Um país onde as leis anti drogas não eram tão rigorosas como são hoje, e que cogumelos azuis, os blue minis, cultivados no estrume das vacas “sagradas”, eram vendidos em restaurantes sem luz elétrica, como pratos exóticos. No Made Warung, um bar que ficava a um quarteirão do Bimo Corner, era o local de encontro de tudo quanto é tipo de gente maluca do mundo. Ali, no Made Warung, diz a lenda que estiveram comendo no ano anterior os Rollings Stones, que de certa forma deu o start a esse turismo crazy.

Depois de uma temporada incrível em Bali, tive que retornar ao Brasil e entrei naquele aeroporto minúsculo rumo ao Japão, bem diferente de quando cheguei, seja na forma de pensar ou fisicamente. Eu estava com um cabelo louro até os ombros, uns 8kg mais magro, uma infecção no olho que não cessava, carregando alguns parasitas orientais no estômago que foram se manifestar no Brasil, e uma camisa florida, uma bolsa feita de saco de arroz, com apenas 60 dólares no bolso e sem cartão de crédito. Era tudo o que eu tinha.

Essa temporada em Bali foi muito mais que uma simples viagem de surfe. Foi uma experiência de vida, um aprendizado que guardo como uma universidade da vida. Conhecemos bons amigos, como o australiano Brad, que perdemos contato; o sueco Thomas, que foi ao Kintamani com a gente e anos mais tarde nos visitou no Brasil; o carioca Oscar e o paulista Avi.

Vivemos uma experiência sem igual, inseridos no dia a dia da ilha, participando com espectadores de teatros e danças nas aldeias semi primitivas ao redor de Kuta e em aldeias mais isoladas e primitivas no centro da ilha, vivenciando uma cultura que ainda era tribal 20 anos antes da nossa ida, uma cultura cheia de beleza, um povo alegre e pacífico.

Quanto ao surfe, pudemos surfar ondas de verdade, pegar tubos de verdade, sem crowd e sem aborrecimentos. Pudemos ainda conhecer paisagens estarrecedoras, tanto de praia como de montanhas, sentir a liberdade total, a liberdade que o surfe sempre me proporcionou, pois só mesmo a busca pelas ondas nos motiva a sair das nossas casas e nos isolar literalmente numa ilha do outro lado do mundo e sem conforto por 45 dias e longe de tudo.

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    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chegou na última sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia (EUA). A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. Clique aqui para ver ao vivo no site da WSL A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Em Inglês: Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x Luke Thompson (AFS)10 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12

    Próxima chamada nesta quinta-feira (17) às 11h (de Brasília). Confira ao vivo a etapa do Circuito Mundial da WSL em Trestles e participe dos debates em nosso fórum.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.