Baía de Waimea quebra insana

Na última sexta-feira (9/1), às 20 horas, as ondas não passavam de 1,5 metros, na praia em frente a casa do Rômulo Fonseca. E a previsão apontava ondas de 20 a 30 pés para o dia seguinte. Ninguém estava acreditando.

 

De repente, às 21 horas, a bóia deu a primeira reagida com 9 pés e 20 segundos. Quando acordamos ainda a noite, por volta de uma hora da manhã, a bóia apontava 25 pés e 17 segundos.

 

Todo mundo na casa estava meio tenso. Era o primeiro swell grande de verdade da temporada.

 

No carro fomos eu, Thiago Noremberg, Evaristo Ferreira e Rômulo Fonseca. Quando descíamos o morro de Waimea, a primeira visão foi da baía fechando inteira. Ao passar pelo estacionamento, mais um choque: nem o Rômulo, que mora no Hawaii há vários anos, tinha presenciado o estacionamento fechado.

 

Rômulo começou a achar que não seria possível surfar, pois eram 7 horas e a baía já estava fechando. E o swell ainda não havia chegado ao seu auge.

 

Mas, logo alguns surfistas começaram a entrar e acabei indo no vácuo. Estava difícil. Era preciso saber o momento certo de entrar, caso contrário seria varrido para o Shore Break. No total, foram oito surfistas resgatados por jet ski nesse dia. E a baía fechou pelo menos umas quatro vezes durante a manhã.

 

Por volta das 10 horas, entrou uma onda de 25 pés rodando quadrada, enquanto eu voltava pelo canal. Jogou uma baforada imensa e sem dúvida essa foi a cena mais impressionante que eu já vi.

      

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