No último dia 11 de julho, depois de ter feito minha última prova no Colégio Icaro (onde estou cursando o terceiro ano), parti direto para o aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, onde peguei um vôo com destino a San Jose, Costa Rica, passando pelo Panamá.
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Cheguei a San Jose por volta das 8 horas da noite e passei o primeiro perrengue da trip esperando o transfer para Playa Hermosa até as 23 horas.
Lá eu encontrei dois amigos meus e o pai de um deles. No dia seguinte, logo cedo, surfei nas rápidas marolas de Playa Hermosa e em seguida partimos para Pavones.
Depois de pegarmos uma grande tempestade na estrada, chegamos ao ferry-boat que dá acesso a Pavones, porém, pela forte correnteza, o ferry estava fechado e tivemos que dormir em um hotel de beira de estrada em Golfitos.
Na manhã seguinte, seguimos para Pavones e, ao chegarmos lá, tivemos uma pequena decepção pelo tamanho do mar, então aproveitei para preparar minhas pranchas com calma. À tarde a maré havia enchido e o mar deu um balanço, proporcionando uma ótima sessão de surf só com os meus dois amigos na água.
As expectativas eram boas, pois havia uma previsão de um swell grande no decorrer da semana. Assim, a notícia se espalhou e começaram a chegar surfistas de todos os cantos do planeta.
Resultado: crowd total no pico e altas ondas. A solução para fazer um surf tranqüilo foi pegar um barco e partir em direção a Matapalo, onde eu e meus amigos pegamos ondas de 2 metros sozinhos.
Durante oito dias surfamos direitas alucinantes em Matapalo e esquerdas perfeitas em Pavones. Em seguida, o nosso destino foi Malpais, onde chegamos tarde da noite e descolamos um hotel em frente ao pico. No dia seguinte peguei altas ondas nesse pico que eu desconhecia. Quando tudo parecia perfeito, minha trip quase foi interrompida, pois tive minhas duas principais pranchas roubadas dentro do Hotel Luz de Vida, onde eu estava hospedado.
Depois de registrar queixa na delegacia de polícia local com a esperança de encontrar minhas pranchas, ou de receber uma indenização do hotel, fui surfar com a única prancha que havia sobrado. Porém, ela trincou em quatro partes durante a session e na mesma hora eu pensei “acabou minha viagem!”.
Liguei para casa e pedi que meus pais providenciassem minha volta ao Brasil imediatamente. No dia seguinte recebi várias mensagens no Orkut avisando que meu pai e meu técnico Allan Gandra se mobilizaram junto com meu shaper Daniel Friedman e com o Marcelo da Superglass, e prepararam dois foguetes em tempo recorde.
Minhas pranchas ficaram prontas em dois dias e o maluco do meu pai pegou o primeiro vôo para me encontrar em Malpais; chegou lá no sábado, 26 de julho. Nos encontramos e fomos direto para Playa Negra, onde aprovei totalmente os foguetes. Minha viagem na verdade estava só comecando. Dois dias depois estávamos partindo para Roca Bruja e Ollies Point com o fotógrafo profissional local Alfonso Petrirena, que registrou nossa session dentro e fora da água.
Depois de quatro dias naquela região, fomos direto para Boca Barranca, onde ficamos do dia 31 de julho a 11 de agosto, pois, quando chegamos lá, as ondas estavam muito boas e existia uma previsão de um swell grande, que surfamos e registramos, com ondas de 2 metros e mais de um 1 quilômetro de distância.
