Temporada 2010

ASP organiza calendário

Praia da Vila recebe o tour em abril. Foto: Aleko Stergiou.

Etapa de Teahupoo passa para agosto. Foto: Aleko Stergiou.

O Waves antecipa e apresenta em primeira mão a proposta de calendário da Association of Surfing Professionals (ASP) para a temporada 2010.

 

A principal mudança é a unificação dos rankings do World Tour e do WQS para definir o campeão mundial da temporada.

 

As mudanças não param por aí. No lugar de provas com disputa de 48 atletas, os campeonatos terão um novo formato de 32 competidores e mais 4 wildcards (convidados pelo patrocinador), no sentido de reduzir os dias de prova e aproveitar as melhores condições de mar possíveis.

 

A premiação também será mais atraente e cada etapa vai distribuir US$ 400 mil no lugar dos atuais US$ 340 mil. O circuito feminino também tem uma elevação nos prêmios em dinheiro de US$ 630 mil para US$ 800 mil por ano.

 

Além dos prêmios por etapa, o campeão masculino terá um bônus de US$ 100 mil. Já a campeã leva US$ 30 mil pelo título mundial no encerramento da temporada. Outro benefício oferecido pela ASP é a adoção de um seguro e um plano de aposentadoria para os atletas.

 

As principais mudanças no calendário do ASP World Tour são a antecipação da prova brasileira de junho para abril e a mudança da etapa taitiana, que rola nos temidos tubos de Teahupoo e agora deixa de ser a terceira etapa para ser a quinta e acontece somente em agosto.

 

Estre as etapas brasileiras da divisão de acesso, a principal novidade fica por conta do SuperSurf, que agora vale como WQS e trará quatro etapas a mais no calendário para aqueles que buscam vaga na elite.

 

Na última semana de janeiro, o Ceará também ganha uma etapa do WQS de nível 6 estrelas, que acontece em Paracuru.

 

Por outro lado, o World Tour Feminino não terá nenhuma etapa no Basil.

 

Confira abaixo o calendário completo.

 

World Tour Masculino 2010

 

Fev 27 a Mar 10, Gold Coast, Qld – Austrália, Quiksilver Pro, US$ 400 mil    
Mar 30 a Abr 10, Bells Beach, Victoria – Austrália, Rip Curl Pro, US$ 400 mil    
Abr 21 a Mai 2, Santa Catarina – Brasil, Hang Loose Santa Catarina Pro, US$ 400 mil    
Jul 15 a 25, Jeffreys Bay – África do Sul, Billabong Pro, US$ 400 mil    
Ago 25 a Set 5, Teahupoo, Taiarapu – Tahiti, Billabong Pro Teahupoo, US$ 400 mil    
Set 12 a 21, Trestles, Califórnia – EUA, Hurley Pro, US$ 400 mil    
Set 22 a Out 3, South Oeste Coast – França, Quiksilver Pro France, US$ 400 mil    
Out 4 a 16, Mundaka, Euskadi – Espanha, Billabong Pro, US$ 400 mil    
Out 30 a Nov 10, Em algum lugar, Rip Curl Search, US$ 400 mil    

Dez 8 a 20, Banzai Pipeline, Oahu – Hawaii, Billabong Pipeline Masters, US$ 400 mil    

World Tour Feminino 2010

Fev 27 a Mar 10, Gold Coast, Qld – Austrália, Roxy Pro, US$ 100 mil    
Mar 30 a Abr 5, Bells Beach, Victoria – Austrália, Rip Curl Women’s Pro presented by Ford New Fiesta, US$ 100 mil    
Abr 14 a 18, Surf Highway 45 – Taranaki – Nova Zelândia, Taranaki Women’s Surf Festival, US$ 100 mil Abr 21 a 26, Dee Why, Northern Beaches,  NSW – Austrália, Commonwealth Bank Beachley Classic, US$ 100 mil    
(data indefinida) Lobitos – Peru, Movistar Peru Classic presented by Rip Curl, US$ 100 mil    
Out 30 a Nov 10, Em algum lugar, Rip Curl Search, US$ 100 mil    
Nov 24 a Dez 6, Sunset Beach, Oahu – Hawaii, Gidget Pro, US$ 100 mil    
Dez 8 a 20, Honolua Bay, Maui – Hawaii, Billabong Pro, US$ 100 mil    

WQS Masculino 2010

 

1 Estrela, Jan 15 a 17, San Bartolo, Lima – Peru, Movistar Pro Peru, US$ 10 mil    
2 Estrelas, Jan 13 a 22, Sunset Beach, Oahu – Hawaii, Sunset Open, US$ 25 mil    
6 Estrelas, Jan 26 a 31, Paracuru, Ceará – Brasil, Maresia Ceará Surf International, US$ 145 mil    
3 Estrelas, Jan 23 a Fev 5, Banzai Pipeline, Oahu – Hawaii, Pipeline Pro, US$ 50 mil    
6 Estrelas Prime, Fev 2 a 7, Fernando de Noronha – Brasil, Hang Loose Pro, US$ 145 mil    
1 Estrela, Fev 6 a 7, Chilca – Peru, Reef Chilca Pro, US$ 10 mil    
4 Estrelas, Fev 17 a 22, Burleigh Heads, Qld – Austrália, Breaka Burleigh Surf Pro, US$ 90 mil    
4 Estrelas, Mar 2 a 7, Costão do santinho, Florianópolis – Brasil, Super Surf International, US$ 85 mil    4 Estrelas, Mar 10 a 14, Merewether,  Newcastle, NSW – Austrália, MR Pro, US$ 25 mil    
6 Estrelas Prime, Mar 15 a 21, Margaret River – Oeste Austrália, Drug Aware Pro, US$ 145 mil    
6 Estrelas Prime, Mar 22 a 28, Tasmania – Austrália, O’Neill Coldwater Classic Tasmania, US$ 145 mil   2 Estrelas, Mar 24 a 28, Huntington Beach, Califórnia – EUA, Van’s Pier Classic presented by Jack’s Surfboards, US$ 25 mil    
6 Estrelas, Mar 30 a Abr 4, New Pier, Durban – África do Sul, Quiksilver Pro Durban presented by Virgin Mobile, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Abr 6 a 11, Carcavelos, Lisbon – Portugal, Estoril Quiksilver Pro 2010, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Abr 13 a 20, Thurso – Scotland, O’Neill Coldwater Classic Scotland, US$ 145 mil    
4 Estrelas, Abr 21 a 25, Bretignolles sur Mer – França, Protest Vendee Pro, US$ 85 mil    
6 Estrelas Prime, Mai 4 a 8, Lowers Trestles, Calif – EUA, Nike 6.0 Pro, US$ 145 mil    
5 Estrelas, Mai 4 a 9, (local indefinido), Super Surf International, US$ 120 mil    
1 Estrela, Mai 13 a 16, North Beach, Durban – África do Sul, Lizzard Nandos Surf Pro presented by the Weekend Witness, US$ 10 mil    
6 Estrelas, Mai 11 a 16, Itaúna, Saquarema – Brasil, Saquarema Surf Pro International, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Mai 17 a 23, Praia Mole, Florianópolis, Santa Catarina – Brasil, Maresia Surf International, US$ 145 mil    
5 Estrelas, Mai 29 a Jun 6, El Gringo – Chile, Arica Pro Challenge, US$ 120 mil    
6 Estrelas Prime, Jun 5 a 11, Pasta Point – Maldivas, Maldives Pro, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Jun 14 a 20, Arugam Bay – Sri Lanka, SriLankan Airlines Pro, US$ 145 mil    
1 Estrela, Jul 8 a 11, Cordoama – Portugal, Super Bock Pro, US$ 10 mil    
6 Estrelas, Jul 5 a 11, Ballito, mobile – África do Sul, Mr Price Ballito, US$ 145 mil    
6 Estrelas Prime, Jul 26 a Ago 1, Cape Town – África do Sul, O’Neill Coldwater Classic South Africa, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Ago 2 a 8, Huntington Beach, Califórnia – EUA, Hurley US Open of Surfing, US$ 145 mil    
5 Estrelas, Ago 3 a 8, Fistral Beach, Newquay – England, Relentless Boardmasters, US$ 120 mil    
6 Estrelas, Ago 10 a 15, Azores(mobile) – Portugal, Azores Pro, US$ 145 mil    
3 Estrelas, Ago 11 a 18, Puerto Escondido – Mexico, Quiksilver PE Pro, US$ 50 mil    
1 Estrela, (data indefinida), Ala Moana Bowls, Oahu – Hawaii, Ala Moana Pro, US$ 10 mil    
2 Estrelas, Ago 17 a 22, Kitaizumi, Fukushima – Japão, Murasaki Pro Kitaizumi presented by Malibu, US$ 25 mil    
6 Estrelas, Ago 17 a 22, Grand Plage, Lacanau, Gironde – França, Sooruz Lacanau Pro, US$ 145 mil    
1 Estrela, Ago 24 a 28, Honolulu, Oahu – Hawaii, Duke Fest, US$ 10 mil    
5 Estrelas, Ago 31 a Set 5, Zarautz – País Basco, (patrocinador indefinido), US$ 120 mil    
5 Estrelas, Set 7 a 12 ou Set 14 a 19, Pantin – Espanha, Movistar Pantin Classic, US$ 120 mil    
6 Estrelas, Set 7 a 12 ou Out 26 a 31, Mobile, S. Juan, Lanzarote – Canárias, Santa Pro, US$ 145 mil    4 Estrelas, Set 22 a 26, Tsuriasaki, Chiba – Japão, Billabong Pro Tsurigasaki, US$ 85 mil    
6 Estrelas, Set 28 a Out 3, (local indefinido), Super Surf International, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Out 4 a 10, Praia Brava, Itajaí – Brasil, (patrocinador indefinido), US$ 145 mil    
2 Estrelas, Out 7 a 11, Ogurahama Hyuga – shi, Miyazaki – Japão, Malibu Hyuga Pro, US$ 25 mil    
6 Estrelas, Out 9 a 15, Tofino, Vancouver Island, BC – Canadá, O’Neill Coldwater Classic Canada, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Out 11 a 17, Arpoador, Rio De Janeiro – Brasil, Rio Surf Pro International, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Out 19 a 24, Ericeira – Portugal, Buondi Billabong Pro, US$ 145 mil    
5 Estrelas, Out 18 a 24, Praia do Aeroclube, Salvador, Bahia – Brasil, Surf Eco Festival, US$ 120 mil    
6 Estrelas Prime, Out 18 a 24, Santa Cruz, Califórnia – EUA, O’Neill Coldwater Classic Santa Cruz, US$ 145 mil    
6 Estrelas, Out 26 a 31, (local indefinido), Super Surf International, US$ 145 mil    
4 Estrelas, Nov 3 a 7, Confital, Gran Canaria – Canárias, Ocean & Earth Pro, US$ 85 mil    
2 Estrelas, Out 27 a Nov 10, Sunset Beach, Oahu – Hawaii, Honolua presents the Xcel Pro, US$ 25 mil  6 Estrelas Prime, Nov 12 a 24, Alii Beach, Haleiwa, Oahu – Hawaii, Reef Hawaiian Pro, US$ 145 mil    
6 Estrelas Prime, Nov 25 a Dez 6, Sunset Beach, Oahu – Hawaii, O’Neill World Cup, US$ 145 mil    

WQS Feminino 2010

1 Estrela, Jan 23 a 24, San Bartolo, Lima – Peru, Movistar Pro Peru, US$ 8 mil    
1 Estrela, Mar 11 a 13, Merewether,  Newcastle, NSW – Austrália, Maitland Toyota Open, US$ 8 mil    
6 Estrelas, Mar 15 a 21, Margaret River – Oeste Austrália, Drug Aware Pro, US$ 35 mil    
6 Estrelas, Mai 7 a 9, Guincho, Cascais – Portugal, Estoril Billabong Girls, US$ 35 mil    
6 Estrelas, Mai 12 a 16, Hossegor, Landes – França, (patrocinador indefinido), US$ 35 mil    
6 Estrelas, Mai 19 a 23, Azores(mobile) – Portugal, (patrocinador indefinido), US$ 35 mil    
6 Estrelas, Mai 17 a 23, Praia Mole, Florianópolis – Brasil, Maresia Surf International, US$ 35 mil    
5 Estrelas, Jul 1 a 4, Ballito, mobile – África do Sul, Mr Price Pro Ballito, US$ 30 mil    
6 Estrelas, Ago 2 a 7, Huntington Beach, Califórnia – EUA, Hurley US Open of Surfing, US$ 35 mil    
5 Estrelas, Out 12 a 17, Arpoador,  Ipanema, Rio de Janeiro – Brasil, Rio Surf International, US$30 mil
4 Estrelas, Out 19 a 24, Praia do Aeroclube, Salvador, Bahia – Brasil, Surf Eco Festival, US$ 25 mil  

Pro Junior Masculino 2010 – Mundiais

Jan 9 a 17, North Narrabeen, Sydney, NSW – Austrália, Billabong ASP World Junior Championship, US$ 50 mil    
Out 6 a 17, Bali – Indonésia, Oakley World Junior , US$ 75 mil    
Out 20 a 31, Em algum lugar na Europa, Rip Curl Search World Junior, US$ 75 mil    
Jan 8 a 16,2011, Nth Narrabeen, Sydney, NSW – Austrália, Billabong ASP World Junior Championship, US$ 75 mil    

Pro Junior  Feminino 2010 – Mundiais

Jan 9 a 17, North Narrabeen, Sydney, NSW – Austrália, Billabong ASP World Junior Championship, US$ 14 mil    
Out 6 a 17, Bali – Indonésia, Oakley World Junior , US$ 20 mil    
Out 20 a 31, Em algum lugar na Europa, Rip Curl Search World Junior, US$ 20 mil    

World Longboard Tour Masculino 2010

(data e local indefinidos) – Oxbow ASP World Longboard, US$ 50 mil    
(data e local indefinidos) – Oxbow ASP World Longboard, US$ 50 mil    
(data e local indefinidos) – Oxbow ASP World Longboard, US$ 50 mil  

World Longboard Tour Feminino 2010

Jul 10 a 14, Cote des Basques, Biarritz – França, Roxy ASP Women’s World Championships, US$ 50 mil

LQS Masculino 2010

6 Estrelas Jan 27 a 31, Playa El Elio, Trujillo – Peru, Huanchado Longboard Pro Perú, US$ 30 mil
2 Estrelas Fev 5 a 6, Ventura, Califórnia – EUA, PLA Longboard, US$ 10 mil   
1 Estrela Mar 3 a 4, Agnes Water,  Qld – Austrália, Smarts Concrete Agnes Water Classic, US$ 5 mil   
1 Estrela Mar 17 a 21, Noosa Heads, Qld – Austrália, Golden Breed Men, US$ 5 mil   
1 Estrela Mar 24 a 28, Kingscliff, NSW – Austrália, Malfunction, US$ 5 mil   
3 Estrelas Mar 26 a Abr 4, Costa Rica, PLA Longboard, US$ 20 mil   
6 Estrelas Mai 21 a 23, Huntington Beach, Califórnia – EUA, Yakult HB Pro, US$ 30 mil   
2 Estrelas Jun 4 a 6, Taito, Chiba – Japão, RealB Voice Pro Longboard presented by Kaido, US$ 10 mil

1 Estrela Jul 10 a 11, Perth – Oeste Austrália, Whalebone Classic, US$ 5 mil   
2 Estrelas Ago 17 a 21, Kitaizumi, Fukushima – Japão, Sun’s Longboard Classic presented by Malibu, US$ 10 mil   
3 Estrelas Set 4 a 6, Oceanside Pier, Califórnia – EUA, PLA Longboard, US$ 15 mil   
2 Estrelas (data indefinida), Kuhio Beach, Queens, Oahu – Hawaii, Toes on the Nose Rabbit Kekai Longboard Classic, US$ 10 mil   
3 Estrelas Set 16 a 19, Jaguaribe Beach, Salvador, Bahia – Brasil, Pena Bahia International Longboard Classic, US$ 15 mil   
3 Estrelas Set 23 a 26, Maracaípe Beach, Ipojuca, Pernambuco – Brasil, Pena Pernambuco International Longboard Classic, US$ 15 mil   

3 Estrelas Out 7 a 11, Hyuga, Miyazaki – Japão, Hyuga Pro Longboard, US$ 15 mil   
6 Estrelas Out 15 a 17, San Diego, Crystal Pier, Califórnia – EUA, PLA Longboard, US$ 30 mil   

LQS Feminino 2010

 

2 Estrelas Fev 5 a 6, Ventura, Califórnia – EUA, Gidget PLA Pro, US$ 3 mil   

1 Estrela Mar 3 a 4, Agnes Water,  Qld – Austrália, Smarts Concrete Agnes Water Classic, US$ 2 mil

1 Estrela Mar 17 a 21, Noosa Heads, Qld – Austrália, Noosa Festival Women, US$ 2 mil   
1 Estrela Mar 24 a 28, Kingscliff, NSW – Austrália, Malfunction, US$ 2 mil   
3 Estrela Mar 26 a Abr 4, Costa Rica, Gidget PLA Pro, US$ 5 mil   
6 Estrelas WMai 21 a 23, Huntington Beach, Califórnia – EUA, Gidget PLA Pro, US$ 10 mil   
1 Estrelas WJul 10 a 11, Perth – Oeste Austrália, Whalebone Classic, US$ 2 mil   
1 Estrela (data indefinida), Kugenuma Beach,  Shonan Kanagawa – Japão, MALIBU Shonan Girls Festival presented by Honolua, US$ 2 mil   
5 Estrelas W(data indefinida), Kuhio Beach, Queens, Oahu – Hawaii, Gidget Women’s Pro Open, US$ 8 mil   
3 Estrelas WSet 4 a 6, Oceanside Pier, Califórnia – EUA, Gidget PLA Pro, US$ 5 mil   
3 Estrelas WSet 17 a 19, Jaguaribe, Salvador, Bahia – Brasil, Pena Bahia International Longboard Classic, US$ 5 mil   
3 Estrelas WSet 24 a 26, Maracaípe, Ipojuca, Pernambuco – Brasil, Pena Pernambuco International Longboard Classic, US$ 5 mil   
6 Estrelas WOut 15 a 17, San Diego, Crystal Pier, Califórnia – EUA, Gidget PLA Pro, US$ 10 mil    

Pro Junior Masculino 2010 – Regionais

Jan 3 a 7, Bells Beach,  Victoria – Austrália, Quiksilver Jetty Surf Pro Junior, US$ 25 mil    
Jan 22 a 26, Burleigh Heads,  Gold Coast,  Qld – Austrália, Hurley Burleigh Pro Junior, US$ 25 mil    
Fev 1 a 5, Gold Coast, Qld – Austrália, Couran Cove Pro Junior, US$ 15 mil    
Fev 9 a 13, Nth Stradbroke Island, Qld – Austrália, Oakley Pro Junior, US$ 25 mil    
Fev 17 a 21, Tuanotu – Tahiti, Pakumotu Pro Junior ASP 2010, US$ 15 mil    
Mar 4 a 7, Merewether,  Newcastle, NSW – Austrália, Newcastle Pro Junior, US$ 10 mil    
Mar 11 a 14, Sebastian Inlet,  Florida – EUA, Sebastian Inlet Pro, US$ 25 mil    
Mar 19 a 21, Pichilemu – Chile, Billabong Pro Junior Series, US$ 15 mil    
Mar 17 a 24, New Smyrnaq Beach, Florida – EUA, Smyrna Surfari, US$ 10 mil    
Mar 26 a 28, Itamambuca, Ubatuba, São Paulo – Brasil, Quiksilver Pro Junior, US$ 15 mil    
Mar 24 a 28, Huntington Beach, Califórnia – EUA, Ezekiel Pro Junior presented by Jack’s Surfboards, US$ 10 mil    
Mar 27 a 29, New Pier, Durban – África do Sul, Quiksilver Pro Junior, US$ 10 mil    
Abr 1 a 4, Carcavelos, Lisbon – Portugal, Estoril B! Coast Pro Junior, US$ 10 mil    
Abr 3 a 7, Cronulla, NSW – Austrália, Geared Pro Junior, US$ 20 mil    
Abr 16 a 18, Balneário, Barra do Sul, Santa Catarina – Brasil, Barra do Sul Pro Junior, US$ 5 mil    
Abr 24 a 26, Scottburgh – África do Sul, Billabong Pro Junior Series 1, US$ 5 mil    
Abr 30 a Mai 2, Port Alfred – África do Sul, Oakley Pro Junior, US$ 10 mil    
Mai 4 a 8, Lowers Trestles, Calif – EUA, Nike 6.0, US$ 10 mil    
Mai 13 a 16, Raglan – Nova Zelândia, Raglan Pro Junior, US$ 20 mil    
Jun 3 a 6, Perth – Oeste Austrália, Chill Pro Junior presented by City of Sterling, US$ 20 mil    
Jun 5 a 6, 54th St Newport, Califórnia – EUA, Arnette Pro Junior, US$ 15 mil    
Jul 5 a 7, Cordoama – Portugal, Buondi Pro Junior, US$ 5 mil    
Jul 15 a 18, Victor Harbour – South Austrália, Fantastic Noodles Pro Junior, US$ 20 mil    
Jul 13 a 18, Realejos, Tenerife – Canárias, La Santa Pro Junior, US$ 15 mil    
Jul 22 a 25, San Sebastian – Basque, Van’s Pro Junior San Sebastian, US$ 5 mil    
Jul 20 a 26, Keramas, Bali – Indonésia, Billabong Pro Junior Bali, US$ 25 mil    
Jul 29 a Ago 1, Sopelana – Espanha, Sopelana Pro Junior, US$ 5 mil    
Jul 30 a Ago 1, Praia da Ferrugem, Garopaba – Brasil, Mormaii Pro Junior, US$ 5 mil    
Ago 6 a 8, Tsurigasaki, Chiba – Japão, Oakley Junior, US$ 5 mil    
Ago 6 a 8, Sao Francisco do Sul, SC – Brasil, São Chico Pro Junior, US$ 5 mil    
Jul 31 a Ago1 , Huntington Beach, Califórnia – EUA, US Open of Surfing Nike 6.0 Junior Pro, US$ 10 mil  Ago 13 a 15, Shonan,  Kanagawa – Japão, Firewire Shonan Super Kids Challenge, US$ 5 mil    
Ago 13 a 16, Grand Plage, Lacanau, Gironde – França, Oakley Pro Junior, US$ 10 mil    
Ago 19 a 22, Northern Beaches, NSW – Austrália, Dripping Wet Pro Junior pres by Arrive Alive, US$ 10 mil    
Ago 20 a 22, Kitaizumi, Fukushima – Japão, Murasaki Pro Junior Kitaizumi, US$ 5 mil    
Ago 25 a 28, Litoral Norte, São Paulo – Brasil, Billabong Pro Junior Series, US$ 25 mil    
Set 8 a 12, Long Beach,  New York – EUA, Unsound/Nike 6.0, US$ 20 mil    
Set 23 a 26, Vic Bay – África do Sul, Billabong Pro Junior Series 2, US$ 5 mil    
(data indefinida), Sunset Beach, Oahu – Hawaii, Billabong Jnr Pro in Memory of Ronnie Burns, US$ 10 mil    
Out 9 a 11, Hyuga, Miyazaki – Japão, Hyuga Pro Junior, US$ 5 mil    
Out 18 a 24, Santa Cruz, Califórnia – EUA, Oakley Pro Junior, US$ 15 mil    

Pro Junior Feminino 2010 – Feminino

Jan 3 a 7, Bells Beach,  Victoria – Austrália, Quiksilver Jetty Surf Pro Junior, US$ 2.500    
Mar 4 a 7, Merewether,  Newcastle, NSW – Austrália, Newcastle Pro Junior, US$ 2.500    
Mar 19 a 21, Pichilemu – Chile, Billabong Pro Junior Series, US$ 5 mil    
Mar 26 a 28, Itamambuca, Ubatuba, São Paulo – Brasil, Roxy Pro Junior, US$ 5 mil    
Abr 3 a 7, Cronulla, NSW – Austrália, Geared Pro Junior, US$ 5 mil    
Abr 12 a 13, Taranaki – Nova Zelândia, Taranaki Women’s Surf Festival, US$ 7.500    
Abr 16 a 18, Balneário, Barra do Sul, Santa Catarina – Brasil, Barra do Sul Pro Junior, US$ 2.500    
Abr 30 a Mai 2, Port Alfred – África do Sul, Oakley Pro Junior, US$ 2.500    
Mai 4 a 8, Trestles, Califórnia – EUA, Nike 6.0 Junior, US$ 2.500    
Mai 12 a 13, Hossegor, Landes – França, (patrocinador indefinido), US$ 5 mil    
Mai 13 a 16, Raglan – Nova Zelândia, Raglan Pro Junior, US$ 5 mil    
Jun 3 a 6, Perth – Oeste Austrália, Chill Pro Junior presented by City of Sterling, US$ 2.500    
Jul 5 a 7, Cordoama – Portugal, Buondi Pro Junior, US$ 2.500    
Jul 15 a 18, Victor Harbour – South Austrália, Fantastic Noodles Pro Junior, US$ 5 mil    
Jul 22 a 25, San Sebastian – Basque, Van’s Pro Junior San Sebastian, US$ 2.500    
Jul 29 a Ago 1, Sopelana – Espanha, Sopelana Pro Junior, US$ 2.500    
Jul 30 a Ago 1, Praia da Ferrugem, Garopaba – Brasil, Mormaii Pro Junior, US$ 2.500    
Jul 31 a Ago1 , Huntington Beach, Califórnia – EUA, US Open of Surfing Nike 6.0 Junior Pro, US$ 10 mil Ago 6 a 8, São Francisco do Sul, SC – Brasil, São Chico Pro Junior, US$ 2.500    
Ago 13 a 16, Grand Plage, Lacanau, Gironde – França, Oakley Pro Junior, US$ 5 mil    
Ago 19 a 22, Northern Beaches, NSW – Austrália, Dripping Wet Pro Junior pres by Arrive Alive, US$ 2.500    
Ago 25 a 28, Litoral Norte, São Paulo – Brasil, Billabong Pro Junior Series, US$ 5 mil    
(data indefinida), Sunset Beach, Oahu – Hawaii, Billabong Jnr Pro in Memory of Ronnie Burns, US$ 2.500    

Eventos especiais 2010

Mar 13 a 14, Bondi Beach, NSW – Austrália, Boost Mobile Surf Sho, US$ 20 mil    
Nov 12 a Dez 20, North Shore, Oahu – Hawaii, Vans Triple Crown of Surfing, US$ 20 mil    
Dez 1,10 a Fev 28,2011, Waimea Bay, Oahu – Hawaii, Quiksilver in Memory of Eddie Aikau, US$ 122 mil

 

Enquanto alguns fotógrafos documentam a história, Fedoca Lima fez diferente: viveu dentro dela enquanto fotografava. Carioca do Posto 5, começou a surfar com 11 anos e a fotografar quase ao mesmo tempo, com uma máquina fotográfica alemã do pai. Aos 14, registrou a Rainha Elizabeth passando de Rolls-Royce aberto pela orla de Copacabana, em frente à casa do Assis Chateaubriand. No mesmo período, fotografou o Mick Jagger dando o dedo do meio no Copacabana Palace. Não era fotógrafo profissional. Era um moleque com olho bom e câmera na mão, sem perceber ainda o tamanho do que estava construindo. O que veio depois é história do surfe brasileiro. O Píer de Ipanema nos anos 70, quando o Rio era o centro do surfe nacional, com Daniel Friedmann, Pepê Lopes, Rico de Souza e Ricardo Bocão dominando o circuito. A Brasil Surf, primeira revista especializada do país, na qual Fedoca jogou em todas as posições: fotógrafo, redator e capa. O Havaí entre 1978 e 1981, surfando e fotografando ao lado de Gerry Lopez, Shaun Tomson e Michael Ho em Pipeline e Waimea. Os shows históricos, de Bob Marley ao ar livre no Havaí até Rolling Stones e Paul McCartney no Maracanã. “A foto que eu não tirei, essa me persegue.” Fedoca Lima Mais de cinquenta anos depois, esse arquivo vira livro. “Surf, Clicks e Rock’n Roll” tem 220 páginas, cerca de 180 fotografias e percorre a transformação do surfe brasileiro desde a era analógica até o digital, passando por Arpoador, Saquarema, Havaí, Califórnia e Macumba. Com captação aprovada de R$ 203 mil via incentivo cultural e apio da Fu Wax, o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026. Conversamos com Fedoca sobre tudo isso. Antes de se consolidar como fotógrafo, você também virou personagem da própria história do surfe brasileiro ao sair na capa da Brasil Surf em 1975. Como foi viver aquele momento por dentro? Saí na capa da Brasil Surf. Na época eu trabalhei na revista de março de 75 até janeiro de 79, só não peguei o primeiro número. Jogava todas as posições: saí na capa, escrevia, tirava foto, ajudava na redação, dava palpite, fazia matéria. Por muito tempo achei que era o único fotógrafo de surfe que tinha saído numa capa. Depois o Bruno Alves me falou que o irmão dele, o Alberto, saiu na capa da Fluir número 1. A história dele bate um pouco com a minha: ele pegava onda, saiu na capa, era fotógrafo. Mas durante anos eu achei que era caso único. Até hoje tem um restaurante aqui que o cara pediu, eu tirei uma foto com a revista na mão, ele botou na parede, eu assinei. A influência continua. A Brasil Surf ajudou a mudar a imagem do surfista no Brasil. Como era ser surfista naquela época, antes dessa mudança de percepção acontecer? O surfe saía no caderno B do Jornal do Brasil, do Globo. Não saía no esporte. E o surfista era tido como vagabundo de praia. Isso, aliás, até hoje tem um pouco, mas na época tinha muito mais. A Brasil Surf não vou dizer que limpou essa imagem completamente, mas ajudou a transformar o surfe em esporte e também a fomentar o mercado de surfwear. Os irmãos Wady e Fuad Mansur, da loja Mansur, em Ipanema, foram dos primeiros anunciantes. Acreditaram na revista, fizeram anúncios de contracapa e página inteira, e as camisetas personalizadas vendidas pelo correio viraram um sucesso. A Brasil Surf acabou impulsionando fabricantes de pranchas, calções, parafinas e diversos outros anunciantes ligados ao surfe. Os fabricantes de prancha tinham um veículo para anunciar. Os fotógrafos ganhavam uma graninha, viajavam. Fui para a América Central, Porto Rico, Barbados, El Salvador, Fernando de Noronha, Peru, várias viagens bancadas pela Brasil Surf de uma forma ou de outra. O Nilton Barbosa foi ao Havaí duas vezes bancado pela revista. No caso dele, eles bancavam os filmes, ele vendia as fotos e a viagem se pagava. Tinha uma diferença entre mim e o Nilton nessa época: ele chegava na praia e ficava na areia fotografando, fotografando, fotografando. Eu chegava e ia para dentro da água. Se não estava o Daniel, não estava o Pepê, não estava o Cauli, não estava o Bocão, não estavam os caras top, eu entrava e surfava. Então tem foto minha na Brasil Surf publicada pelo Nilton Barbosa, pelo Rogério Ehrlich. Eu estava mais dentro da água do que fora. Eu estudava. Primeiro vestibular, depois faculdade. Boa parte dos meus amigos só queria saber de surfar. Eu dividia meu tempo. Chegava na praia, já tinha estudado de manhã, aí ficava naquele dilema: vou pegar onda ou vou fotografar? Por isso tem poucas fotos do Píer. Em três anos não tirei nem metade do que tiro hoje num dia bom na Macumba com o digital. Você viveu o Píer, a Brasil Surf, o Havaí dos anos 70, o nascimento do surfe brasileiro moderno. Em que momento percebeu que estava no meio de uma transformação cultural que iria muito além do esporte? O Píer foi o que fomentou o surfe no Rio de Janeiro. Por dez anos, foi domínio completo do Rio no cenário brasileiro. O Daniel Friedmann, em 77, foi o último carioca a vencer uma etapa do circuito internacional, ganhou no Quebra-Mar, em cima do Pepê Lopes, que tinha ganho em 76. Os dois de Ipanema, meus vizinhos de rua. E esse pessoal do Píer que dominou, o Daniel, o Pepê Lopes, o Cauli Rodrigues, e também o Otávio Pacheco, o Rico de Souza, o Ricardo Bocão. E tinha o Betão, que era o melhor surfista do Brasil na época mas não era competitivo, não corria atrás de patrocinador, acabou saindo cedo. Em 75 ele ganhou o Campeonato de Saquarema e foi saindo, saindo. O Píer influenciou a revista, influenciou os fabricantes de prancha, influenciou o modo de viver. Começaram a ter fábricas em Guaratiba, Vargem Grande, no Recreio, depois em Saquarema. As pessoas foram morar lá. O Penho foi, o Otávio comprou casa,

O que define uma boa onda? Tamanho, força, parede, qualidade da linha, formação e surfabilidade, dentre outros elementos. No oceano, todos esses fatores mudam a cada swell, a cada vento, a cada maré. Em Búzios, a proposta é diferente: construir essas variáveis de forma controlada, repetível e ajustável. A piscina do Brasil Surfe Clube Aretê Búzios opera com a tecnologia Endless Surf, do grupo canadense WhiteWater, com 48 câmaras de ar de alta precisão. O sistema permite criar configurações distintas dentro da mesma estrutura. Dentro de um universo de grandes possibilidades, as cinco primeiras ondas já foram nomeadas e reveladas, cada uma com perfil próprio, e muito mais ainda está por vir. Onda #01: Pointbreak + Junção Linha longa, seções conectadas, tempo de onda que pode ultrapassar 25 segundos. A junção encadeia diferentes partes da onda sem perder velocidade, criando uma das experiências mais difíceis de encontrar no oceano com consistência. Para quem quer mais de 10 manobras na mesma onda ou simplesmente mais tempo de linha para ler e decidir. Onda #02: Manobras + Bowl A parede fica mais íngreme. O bowl abre seções críticas para manobras verticais e aéreos. É o ambiente para quem quer empurrar os limites do que consegue fazer sobre a prancha, com repetição suficiente para transformar cada tentativa em aprendizado real. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por BSC (@brasilsurfeclube) Onda #03: Rampa + Tubo Uma onda que combina duas experiências na mesma seção. A rampa prepara o surfista para a manobra e o tubo roda na sequência. Para quem quer encaixar um aéreo e ainda sair do tubo na mesma onda, essa configuração entrega os dois elementos sem precisar escolher. Onda #04: Rampa Nível Intermediário Parede consistente, menor intensidade, mais previsível. A configuração certa para quem está desenvolvendo manobras progressivas e precisa de repetição para consolidar o que está aprendendo. A seção cria a rampa no ângulo certo, com velocidade suficiente para executar sem exigir o nível avançado. Onda #05: Rampa Nível Avançado Mais potência, mais velocidade, mais projeção. A rampa avançada é para quem já chegou em Búzios com manobras no repertório e quer testá-las com pressão real. Com capacidade para gerar até 700 ondas por hora, o intervalo entre uma tentativa e outra é curto o suficiente para transformar cada sessão em treino de alto rendimento. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por BSC (@brasilsurfeclube) Para todos os níveis As cinco configurações cobrem desde quem está aprendendo até quem treina em alto rendimento. A piscina ainda opera em dois modos: single peak, com ondas quebrando para um lado e maior extensão de linha, e split peak, com direitas e esquerdas simultâneas, permitindo que surfistas compartilhem a mesma série em direções opostas. Yago Dora, campeão mundial de surfe em 2025, Victor Bernardo, um dos maiores freesurfers da atualidade, e Michelle des Bouillons, referência mundial em ondas gigantes, integram o time do BSC e já testaram a tecnologia na piscina Adrena Red Sea, na Arábia Saudita. “Muito animal esse lance de ter essa variedade de onda também. Um leque de ondas absurdo. Mal posso esperar para Búzios”, disse Victor Bernardo após a sessão. A versão de Búzios será maior: 48 câmaras contra 36 da estrutura do Mar Vermelho, com 13 mil metros quadrados de lâmina d’água. Variedade de ondas para testar, arriscar, aprender e evoluir todos os dias. Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026, é o que o Brasil Surfe Clube Aretê Búzios chega para entregar.

Pedro Bettencourt Müller nasceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de julho de 1966, num ambiente familiar que respirava praia. Seu pai, Guilherme Xavier de Brito Müller, economista e morador do Leblon, cresceu frequentando a Zona Sul. Sua mãe, Maria Isabel Bettencourt Müller, criada em Santa Teresa, compartilhava da mesma paixão pelas praias. Para o casal, fim de semana e férias tinham destino certo: areia, sol e mar. Foi assim que Pedro e o irmão, Guilherme, passaram a infância seguindo os pais para o meio da Barra ou para São Conrado, ainda de estradas de terra, sem prédios, calçadões ou qualquer urbanização. Nesse cenário quase intocado, Pedro foi se encantando pelas ondas. Lembra-se de observar alguns surfistas solitários no meio da Barra e sentir-se hipnotizado pela habilidade deles. O mar, desde cedo, era o lugar onde queria estar. Ele recorda também a rotina da infância: ia para as aulas de natação no Clube de Regatas Flamengo e, depois, caminhava até o judô, no Leblon, um trajeto longo para uma criança de 12 anos. Antes de entrar no tatame, sentava-se no calçadão para olhar o mar quebrando, entregue à mesma fascinação que o acompanharia por toda a vida. O mar lhe transmitia paz, calma e propósito. Ali, ainda menino, já entendia que queria se tornar surfista. A mudança para São Conrado, por volta dos 14 ou 15 anos, foi decisiva. Morando ao lado do Pepino, Müller muitas vezes cabulava a aula pra ir surfar. As ondas triangulares, rápidas e pesadas da região se transformaram no seu campo de treinamento permanente. Ali, guiado pela referência de Rony Lima e pela evolução proporcionada pelas pranchas dos shapers Rico e Pedro Battaglin, deu um salto técnico marcante. A “biquilha mágica” 5’4″ de Battaglin é lembrada até hoje como uma das grandes viradas em seu surfe, época em que adotou o apelido de “o Águia”, pela tatuagem no braço. Uma nova mudança, motivada pelo desemprego do pai, levou a família para a Barra. Para Müller, foi a oportunidade perfeita: entre o Postinho, o meio da Barra e o Quebra-Mar, encontrou três ondas consistentes e acessíveis a pé, permitindo treinos diários que aceleraram ainda mais sua evolução. Nessa fase, destacou-se nos campeonatos da ASBT – Associação de Surf da Barra da Tijuca – e entrou para a promissora equipe da Cristal Graffiti. Antes disso, havia vencido seu primeiro campeonato no Leblon, organizado por Marcelo Peninha, vitória que marcou sua confiança rumo ao profissionalismo. Os resultados na categoria Júnior renderam um prêmio decisivo: uma passagem para o Havaí. Aos 18 anos, Müller viveu sua primeira temporada no North Shore (1984/85), dividindo casa com surfistas brasileiros experientes. Pipeline, logo no primeiro dia, foi seu batismo de fogo: mar pesado, adrenalina no limite e a certeza de que o treino no Pepino o havia preparado para aquele cenário. De volta ao Brasil, enfrentou dificuldades para manter regularidade como profissional. A grande virada veio com o curso de meditação transcendental feito ao lado de Rodolfo Lima. O impacto competitivo foi imediato: venceu a etapa profissional do Quebra-Mar no circuito carioca, em 1986, e passou a frequentar pódios de forma consistente. A regularidade, marca registrada de sua carreira, nasceu ali. Em 1987, tornou-se vice-campeão do primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional. Liderou boa parte da temporada, foi vice-campeão na etapa da Lightning Bolt e, depois, campeão no Fico Festival. Só perdeu o título na penúltima bateria do Circuito, por apenas 20 pontos, uma diferença mínima para quem tinha 850 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado. Na época, era visto como o surfista mais consciente e estratégico do país. Nos anos seguintes, acumulou resultados expressivos: vitórias importantes na Abrasp e uma vitória significativa no QS de Florianópolis, superando Barton Lynch, Jojó e Julio Adler. Em 1995, viria um dos grandes destaques internacionais de sua carreira: o nono lugar em Pipeline, substituindo de última hora o australiano Damien Hardman. Ondas entre 10 e 15 pés confirmaram sua capacidade técnica em um dos palcos mais desafiadores do mundo. Pedro Müller seguiria competindo por mais de duas décadas. Em Ubatuba, já aos 38 anos, conquistou sua última vitória no Circuito Super Surf 2004, num dos triunfos mais marcantes de sua trajetória. Hoje, vive do surfe como treinador, comentarista da Sportv e um dos proprietários da @escola_pedromuller, na Barra da Tijuca, administrada pelo sócio Adelmo Noite. Acompanhe ns publicações nas redes sociais @museudosurfesantos. Coordenador de pesquisas históricas do surfe @diniziozzi, o Pardhal.

Como uma prancha largamente usada por surfistas fora do circuito mundial profissional pode ganhar atenção? Coloque a dita cuja nos pés de um bicampeão mundial. Quer um destaque ainda maior? Filipe Toledo vence o tricampeão Gabriel Medina. Pronto. Vamos por partes. Na etapa do Championship Tour, na Nova Zelândia (Maio 2023), Filipe acabou não vencendo a disputa da quarta de final contra Griffin Colapinto, mesmo obtendo a melhor nota da bateria. Faltou uma onda. Mas o assunto aqui é outro, ou quase. Em um universo dominado por triquilhas, desde 1981, a diversidade de pranchas, no século 21, começou a ganhar espaço fora das competições. No meio de antigas novidades, biquilhas com trailer fin (estabilizador central) se mostraram mais controláveis e amistosas, levando muita gente a adotá-las no quiver. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Filipe Toledo (@filipetoledo) O modelo de biquilha com estabilizador central já havia sido testado mas ganhou vida nova em 2003, com as Super Twins do shaper, tetracampeão mundial (79, 80, 81 e 82), Mark Richards. Ele trouxe de volta suas Twin Fins do início dos anos 80, adicionando uma “quilhinha” central. Daí, de repente, Filipe Toledo coloca no jogo do circuito mundial o modelo Modern 2, da Sharp Eye Surfboards. Vence Gabriel Medina nas esquerdas de Raglan e deixa muito mais gente antenada sobre as possibilidades de uma twin com trailer fin. Filipe não foi o primeiro a fazer algo que eu esperava há tempos. Kelly Slater inovou, diminuindo o tamanho das pranchas e competindo, em algumas situações, com o que eram mais bi do que triquilhas, na primeira década do século 21. Dane Reynolds também fez isso, mas vamos combinar que esses dois não são parâmetros de surf normal. Deivid Silva também ousou. Abiquilhou-se numa etapa. Mandou bem, mas não chamou tanta atenção. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Sharp Eye Surfboards (@sharpeyesurfboards_au) Quando se trata de altíssima performance pesa sempre o fato dos atletas da elite não terem muito tempo para experiências fora da casinha das triquilhas. Mas, pela primeira vez, Filipe, além de seu ano sabático, em 2024, teve, como todos os Tops, os mesmos raros sete meses de folga antes da temporada 2026. Isso parece ter criado espaço para lidar com pranchas diferentes, memória física e jogo mental para se arriscar com um equipamento não muito convencional na Nova Zelândia. Sim, pranchas realmente diferentes pedem ajustes na maneira de usá-las e isso requer tempo e, claro, talento. Duas coisas chamaram a minha atenção. Impressionante como podemos e devemos comparar os melhores do surf competitivo profissional com pilotos da Fórmula 1. É com eles que a indústria das pranchas evolui mais e melhor. Detalhes sutis, milimétricos, que essa turma sente no funcionamento de uma prancha podem ser incorporados aos modelos que a maioria dos surfistas não conseguiria detectar ou explicar. Eles dão o caminho do que será usado pelos consumidores “normais”. Shapers são mais teoria, estudo. Tops são prática. As mudanças surgem daí. Segunda, e mais curiosa. Um esporte que durante tanto tempo teve uma aura de vanguarda e ousadia leva muito tempo para propor ou acertar mudanças mais drásticas, seja na construção ou desenvolvimento de design. Não creio que seja culpa dos fabricantes, já que essa indústria nunca gerou dinheiro suficiente para que se desenvolvesse como deveria. Ainda por cima a competição tem um formato onde há pouco espaço para o diferente quanto à performance. Mas isso é conversa para outro texto. Por agora fica a dica. Mesmo ideias estranhas à normalidade podem resultar em bons resultados. Teste tudo que é prancha que você puder. Não tenha medo, você não depende de notas dos juízes para ser feliz.